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Acordo de Taylor Swift garante milhões aos artistas após venda de ações do Spotify pela UMG

Taylor Swift. Foto: Divulgação

A Universal Music Group (UMG) anunciou nesta terça-feira (29 de abril) a aprovação da venda de metade de sua participação acionária na plataforma de streaming Spotify, e graças a uma negociação histórica feita por Taylor Swift no passado, uma parte significativa dos lucros irá diretamente para os bolsos dos artistas da gravadora. O presidente e CEO da UMG, Lucian Grainge, confirmou a decisão do conselho durante uma apresentação de resultados financeiros do primeiro trimestre da empresa.

Nada foi acidental

Como a própria estrela canta no hit “Mastermind”, as engrenagens dessa vitória foram friamente calculadas. Quando Swift deixou a sua antiga gravadora, Big Machine, para assinar com a Republic Records (selo da UMG) em novembro de 2018, ela exigiu uma cláusula contratual blindada estipulando que qualquer pagamento resultante da venda futura de ações do Spotify pela gravadora deveria ser distribuído aos artistas de forma “não recuperável”.

Na época, Taylor celebrou a conquista em seu Instagram, afirmando que a empresa havia concordado generosamente com a sua exigência, garantindo que o dinheiro chegasse de fato às mãos dos criadores, com termos muito melhores do que os oferecidos anteriormente por outras gigantes da indústria.

O que significa “não recuperável”?

A diferença entre um repasse recuperável e um não recuperável é o ponto central dessa revolução. Quando a Warner Music e a Sony Music anunciaram em 2016 que dividiriam lucros com os artistas, a grande preocupação era que esse montante fosse utilizado pelas gravadoras apenas para quitar dívidas e abater os adiantamentos financeiros que os cantores ainda deviam aos selos. Com a exigência inegociável de Taylor Swift para a UMG em 2018, o dinheiro das ações vai direto para a conta dos artistas, contornando seus saldos devedores pendentes. Essa medida tem o poder de beneficiar milhares de talentos que compõem o vasto catálogo da gravadora.

O impacto bilionário nas contas

O impacto financeiro dessa venda será gigantesco. O investidor Bill Ackman, fundador da Pershing Square, estimou em uma carta recente que a participação total da UMG no Spotify valeria cerca de 2,7 bilhões de euros (aproximadamente US$ 3,1 bilhões). Como a gravadora planeja comercializar metade dessa fatia, a movimentação pode gerar centenas de milhões de dólares em pagamentos aos criadores.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Universal Music Group confirmou as expectativas: “De forma consistente com a abordagem da empresa em relação à remuneração dos artistas, eles compartilharão dos lucros”.

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Written By

Daniel Outlander é Diretor de Jornalismo do PopNow, speaker e estrategista de comunicação. Com mais de uma década de atuação, fundamenta sua prática em uma sólida formação: detém MBA em Marketing, Branding e Growth (PUC-RS) e é mestrando pela Escola de Negócios Europeus de Barcelona (ENEB). Sua carreira transita entre a gestão de crises e grandes coberturas. Foi assessor de imprensa de megashows como os de Lady Gaga e Madonna no RJ e cobriu os principais festivais do país. Como palestrante, subiu ao palco do Rio Innovation Week e teve seu trabalho reconhecido em duas edições do Digital Awards. Hoje, lidera a redação do PopNow com foco em inovação e crescimento.

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