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PopEntrevista

Vitor Kley dá detalhes sobre ‘A Bolha’, e revela faixa favorita do álbum

Vitor Kley. Foto: Divulgação / Rodolfo Magalhães

*com colaboração de Lucas Motta.

O novo álbum de Vitor Kley já está entre nós. O aguardado “A Bolha”, que traz um novo momento para a carreira do artista, explora um outro lado musical de Kley. Animado com o lançamento, o cantor bateu um papo com o Portal PopNow para falar sobre o projeto, live, e carreira.

Com expectativa para a live onde realizou uma espécie de “audition party” do novo álbum, Vitor abriu seu coração contando detalhes sobre o processo de produção, e aproveitou para revelar a música favorita de “A Bolha“.

Confira a entrevista

Vitor Kley. Foto: Divulgação / Rodolfo Magalhães

Portal PopNow: Como está sendo o seu dia hoje dia 18 de junho, começando com a gente batendo nosso papo, fazendo entrevistas, como é que está a expectativa, como tá seu dia?

Vitor Kley: Tá muito louco sacô,  já acordei o dia estava diferente pra caramba, sabe quando você acorda e fala “velho, hoje meu novo álbum vai pro mundo”. É uma nova fase da minha vida, é muito incrível isso, e sei lá, como eu falei, tem músicas aí que eu escrevi a 4 anos atrás, então são 4 anos é uma fase de uma vida nesse álbum. E foi um negócio muito especial, foi onde eu muito dediquei, toda minha carreira, e hoje a live ainda tocando as músicas antes do álbum ser lançado, tá ligado. Não vamos apresentar as músicas ao vivão, em uma live, em meio a uma doideira que está acontecendo no mundo, e logo depois vai sair nosso álbum pro mundo, pra todo mundo ouvir, e se sentir bem. Que bom que o dia tá lindo, o céu tá azul, tá tudo da maneira que eu imaginava.

Portal PopNow: Cara isso é ótimo, porque parece que em meio a essa situação louca, como você mencionou, os astros e o universo possibilitaram que a gente já começasse o dia já bonito, pra gente finalizar o dia de uma forma perfeita, ouvindo suas músicas e acompanhando esse lançamento do seu trabalho. Que como você disse foi o que você mais se dedicou aí nos seus últimos anos. E eu queria saber a partir disso, como você começou a produzir esse álbum no ano passado, onde você ficou imerso nisso tudo já junto com o seu produtor. Eu queria como esse álbum representa essa Vitor de hoje?

Vitor Kley: Então, como você falou, eu e o meu produtor ficamos dentro da bolha realmente, no estúdio do apartamento dele, e cara esse álbum, eu acho que ele assim, uma frase que eu estou gostando muito de  definir, é que “O Vitor não tem uma definição mesmo”, e cara eu não quero nem me definir, e eu gosto disso, por que é quem eu sou. É um álbum que assim, vai surpreender bastante a galera, e ao mesmo tempo é um álbum que sou muito eu, muito eu mesmo, é o que eu gosto de ouvir, é o que eu gosto de fazer, eu escuto o álbum e falo “Cara não mudaria uma vírgula”. Eu escuto as vezes desprevenido, quando tem alguém ouvindo aqui em casa e meu, eu penso “Que sonzera”, e se essas músicas fossem de outra pessoa, eu ia amar e gostar tanto, então eu acho que é muito lindo na vida ,quando a gente consegue ser a gente, livre e também admirar isso sabe? Admirar o que a gente faz é muito lindo.

Vitor Kley. Foto: Divulgação / Rodolfo Magalhães

Portal PopNow: Cara que legal, assim poder ouvir isso, por que a gente sabe que quando o artista fica grande, e aí tem uma legião de fãs e toda uma estrutura de marca, de gravadora e tal, as vezes o artista não consegue passar a própria voz, e você tem isso. É nítido na sua voz, como você tá feliz com esse trabalho, eu ouvi o álbum, particularmente eu sou muito fã do seu trabalho, eu te vi a última vez agora no Rock In Rio, e a gente trocou um papo lá no camarim, batemos um papo, fizemos uma entrevista rápida lá, até gravamos também o “5 curiosidades sobre o Vitor Kley”, e foi super legal esse trabalho. E aí eu estou percebendo que o Vitor de hoje está muito mais feliz, não que você não estivesse feliz, de forma alguma, mas em meio a toda essa situação, eu acho que o seu álbum ele tá servindo como respiro pra você e pra gente. Você tem alguma faixa desse álbum que seja a sua favorita, ou você acha que o álbum todo de complementa? 

Vitor Kley: Eu acho que todo o álbum ele se complementa, ele começa ali com as músicas mais pop, as músicas que ficam mais na cabeça, digamos assim. Aí vem a “Bolha”, que divide o lado A e o lado B, seria mais o menos isso, e a Bolha é a sétima faixa, e aí logo depois vem as músicas mais poéticas, de harmonias mais complexas e um pouco mais de rock. Mas se eu fosse falar assim da minha favorita, eu diria que “Vai na Fé”, pra mim é a música que disparado é a que eu mais gosto.

Portal PopNow: Poxa que legal, eu adorei essa faixa também. O seu trabalho todo é incrível, esse trabalho pra mim eu acho que ele é muito maduro, ele é muito sincero também, é muito visceral, e dá pra gente perceber quando você coloca a sua voz ali, você tá falando realmente o que você quer dizer, é como se você conseguisse se expressar ali nas suas palavras o que o seu “eu mesmo” quer dizer, então assim eu sinto, desculpa até a palavra, mas é um puta prazer poder falar com você hoje, e assim, você mencionou que você faz muito essa transição né, do pop, do rock, do MPB que você tá colocando ali. Como funciona sua veia artística para você direcionar o trabalho em um ritmo, ou ser Vitor Kley de alguma maneira?

Vitor Kley: Eu acho que o Vitor é muito a letra, o canto e o violão, então como eu sempre gravo meus violões ali nas músicas, já tem um Q do Vitor, aí quando eu vou lá e canto, e ponho minhas letras, as minha ideias, as doideiras, já traz a minha identidade. O restante que vem é como eu e o meu produtor conversamos, vem de conversas de trabalhos, e ele disse que só precisam que me acompanhem, então tipo, que ponha um beat de uma bateria orgânica pra compor mesmo, claro que os arranjos do Rick estão incríveis, e condizem muito com o que as letras falam, com a vibe da música. Mas eu acho que quando tem esses três fundamentos ali, que é o violão, a letra/escrita né, e o meu canto, acho que ali já está o Vitor Kley.

Portal PopNow: E o que é muito legal, como você mencionou, o Rick ele é um dos maiores produtores do Brasil, quem sabe do mundo, tá aí, não sei, no ranking. Ele é um mega produtor, e quando você consegue colocar a sua verdade, sua voz, com o trabalho muito bem construído, o resultado fica Vitor Kley, por que é o que a gente gosta. E nesse trabalho você chamou outras pessoas para participar, como o Vitão em “Jacarandá”, que essa faixa já foi lançada, e a música “Dúvida”, que é inédita com o Jão, vou te falar que assim, de todas as faixas do álbum, essa é a minha favorita. E eu queria saber, como foi pra você, esse processo de colaboração com esses dois artistas?

Vitor Kley: Cara, “Jacarandá” foi totalmente diferente de “Dúvida”, quando eu escrevi Jacarandá com um amigo meu e a gente acabou a música a gente já falou tipo, “meu o Vitão precisa cantar isso aqui”, por que isso aqui é muito então meio que já imaginei o Vitão. E o Jão foi diferente, eu fiz Dúvida e a música ficou ali, foi uma música que todo mundo achava muito linda quando tocava nas rodas de violão e tal, e aí quando a gente foi fazer o álbum, eu falei, “meu, eu preciso de alguém que tenha esse ‘quê’ de sofrimento, esse ‘quê’ de dúvida mesmo né”. E foi aí que eu lembrei do Jão, a gente é muito amigo, e tipo, a gente vive junto em festivais, televisão e tenho uma admiração muito grande. Então falei que ia chamar o Jão, e ele na hora topou, e Dúvida é a sua música preferida né, então assim, a gente queria passar bem o sentimento de sofrimento mesmo, essa sofrência mesmo, sofrência pop, e ao mesmo tempo ela é bem classuda, e é por isso que eu fico feliz que ela seja sua favorita, ela tem um arranjo bem complexo, e é linda, eu acho que o Jão é um artista muito lindo, muito encantador, do jeito que ele abre a boca, já sai cantando maravilhosamente, e quando põe uma música dessa que tem um “refrãozão” meio épico assim, eu acho que potencializa tudo isso sabe, foi muito massa. 

Vitor Kley. Foto: Divulgação / Rodolfo Magalhães

Portal PopNow: E assim, ela é minha favorita até por uma coisa que você mencionou, ela é muito visceral, ela é muito sensitiva, então quando você ouve a faixa, todo o seu trabalho, esse trabalho seu, ele é assim, mas essa por eu estar em uma conexão, eu estou saindo de um relacionamento de três anos e tal, e aí eu falei “cara, eu preciso sofrer, sabe aquela bad boa”, mas sabe aquela bad. Então essa faixa me trouxe um pouco disso, e é isso que eu acho incrível no seu trabalho, por que você consegue fazer músicas para diferentes momentos das nossas vidas, então a gente começa com uma explosão, vai passando por um momento mais sofrimento, mas a gente termina bem. E é isso que eu vejo no seu trabalho, perante tudo a gente tem passado, eu acredito talvez que ele tenha passado por uma ressignificação né, por que estamos todos vivendo nas nossas bolhas no momento, e cada um consegue criar a sua própria identificação nesse seu trabalho.

Vitor Kley: É exatamente, é muito louco que cada pessoa assim, que eu vou falando, cada um tem uma outra favorita né. Por que a galera da festa aí, eles preferem “Anjo ou Mulher”, “Ainda Bem Que Chegou”, sei lá. Aí tem a galera que já tipo, mais da letra e sentimento, mais visceral, já vão pra “Dúvida”, “Vai na Fé”, sabe? Então é muito louco isso, e eu quis mesmo passar isso, e teve gente que ligou aqui e disse que pirou na “Bolha”, e é bom que a gente consegue fazer as pessoas terem vários sentimentos dentro delas, o sentimento do tudo vai passar.

Portal PopNow: Isso é ótimo, por que a gente pega cada momento ali, até no nosso dia mesmo, nós somos uma fusão de vários sentimentos, então as vezes a gente acorda meio mal, ai coloca uma música mais bad, aí depois acontece alguma coisa legal, ou não acontece nada, a gente já faz um almocinho maneiro, e aí você já ouve uma música mais animada, e aí termina o dia naquela festa doida lá, pulando e dançando, fazendo um atividade física dentro de casa, isso é muito foda. No seu álbum a gente consegue fazer isso tudo, você começa ouvindo uma fase e termina ouvindo outra, é como se fosse a trilha sonora, junto com o seu storyteler do seu próprio dia, né?

Vitor Kley: É exatamente, a trilha sonora de uma fase da vida, o cara pega, po vou escutar o disco aqui pra ficar felizão, mas é assim né, tem todos os caminhos né, a pessoa pode estar feliz, pensativa, isso é bem legal. 

Vitor Kley. Foto: Divulgação / Rodolfo Magalhães

Portal PopNow: Cara isso é muito bom, por que representa o que a gente tem vivido aí nos últimos dias. E voltando a falar dessa live de hoje, eu queria saber aí. A gente está longe dos palcos, que é um lugar onde você gosta muito, e como você tem se relacionado com essa novidade da gente ficar preso dentro de casa e tudo mais, e fazer show virtual, como você acha que essa nova era funciona, e o que você acha que vai mudar nos próximos meses e anos pra música após e durante esse período de pandemia?

Vitor Kley: Eu acho que a gente tá vivendo um momento de se reinventar né, de se cuidar claro, primeiro, então eu acho que as lives assim, eu dou graças a Deus que elas aconteceram, por que se não tivesse shows, se não tivesse lives, eu não sei o que seria de nós né. Por que a partir da live a gente consegue ajudar um monte de pessoas que faziam parte dos shows e tem pessoas que a gente não conhece que está passando por situações bem mais difíceis que a gente, então eu acho que esse é o primeiro intuito né, fazer a gente ajudar as pessoas, e o outro intuito, é a gente estarmos próximos de nossos fãs e fazer os nossos shows e que estavam ansiosos por uma turnê da Bolha, e não podem ter essa oportunidade pelo fato da pandemia, então a gente tá conseguindo levar isso de uma outra forma pra eles né. E eu espero que o mundo mude após a pandemia mesmo, que os sentimentos, os valores, os cuidados, até mesmo o momento de viver, que tenham mais carinho, acho que a gente andava em um momento muito frenético de trabalho, doideira, e só dinheiro, dinheiro, dinheiro, e agora as pessoas estão começando a dar valor para outras coisas. Falo ao menos pela reflexão que eu tive aqui, e enfim, eu acho que isso vai mudar, espero que mude, ao menos eu aqui, a aminha alma mudou, eu estou mais flexível, mais cuidadoso, mais atencioso com a minha família, com as coisas simples da vida né, e eu espero que seja assim também pra todo mundo. Por que os shows agora eu já nem sei quando que volta, parece que sei lá, só ano que vem mesmo, tô meio com medo isso, mas ao mesmo tempo estou fazendo essas lives aí pra me salvar. 

Portal PopNow: Com certeza, e é um forma de, como você falou, manter essa relação com os fãs, com o público, até com seus colegas mesmo, dá área que vocês conseguem criar coisas diferentes e enfim, melhorar esses dias que como a gente disse, não são muito fáceis, mas estamos passando por essa ressignificação. E pra gente fechar, eu queria que você deixasse realmente uma mensagem para as pessoas, quais são seus desejos pro futuro, o que você acha que as pessoas devem fazer, e o que que você tem mudado e você como pessoa, para lidar com esse momento tão difícil.

Vitor Kley: Primeiro, dizer pra galera se equilibrar mentalmente, por que acho que o mundo tá muito sombrio nesses últimos dias, e a gente tem que tomar cuidado para não se contaminar, não se intoxicar com essa coisas, manter a cabeça no lugar, a paciência, a esperança né, e aqui a gente andou bem reflexivo, dando valor para a família, e então rezando pelos outros que estão passando por situações muito piores que a gente né, então eu acho que a reflexão, ela é um bom ponto para a gente pensar mais e como eu falei antes, dar valor as coisas simples e quando passar isso, nós vamos estar muito maiores e melhor, muito mais cabeça e coração mesmo. E também queria dizer que a Bolha seja um álbum que as pessoas amem e se sintam um pouco confortáveis em meio a tanto caos, então a gente tá lançando agora, pra servir como um abraço mesmo para as pessoas, e quero muito que bom, eles me sintam ao lado deles quando escutarem a Bolha, por que sou muito eu ali, muita verdade e espero que faça bem na vida das pessoas, é a maior missão desse álbum. 

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Daniel Outlander
Escrito por

Jornalista, publicitário e diretor de jornalismo do PopNow, trabalha na área há 6 anos. Amante de música Pop e uma boa leitura, já foi a tantos shows que nem consegue lembrar. Já cobriu eventos como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, conheceu o Papa e busca o sucesso do portal.

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