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Nathan Itaborahy fala sobre primeiro álbum e ponto de vista como artista autoral

Reprodução: Instagram @nathanitaborahy

Após lançar seu primeiro trabalho completo solo, Sentado no Céu, no começo do mês de julho, o cantor e compositor mineiro Nathan Itaborahy conversou com o PopNow sobre sua visão do mundo fonográfico como um artista autoral, que largou a vida “comum” de atividades acadêmicas e carteira assinada para entregar-se completamente à música.

Neste trabalho que se encontra disponível em todas plataformas digitais, é possível ver o conceito e maturidade musical do artista que apesar da recente imersão completa no mundo artístico, possui 20 anos de música, mais de 70 composições, sendo que dessas, 28 já foram gravadas por outros artistas e bandas.

Nathan acredita que o lançamento desse álbum marca um rico momento da cena musical autoral juiz-forana e de nichos interioranos por todo o país, o que faz tirar o centro dos grandes centros urbanos e conteúdos “mainstream” no geral.

Confira:

PopNow: Como foi a criação de Sentado no Céu e o que as pessoas podem esperar deste trabalho?

Nathan: É um cd todo autoral. Pensei em mínimas parcerias. Um cd feito todo no interior. O que é muito legal, pois estamos em um momento onde as coisas estão se centralizando. Indo das grandes capitais para polos menores. As canções surgiram no meu apartamento em Juíz de Fora, quando eu voltei a trabalhar com música, e fiquei nuns dois meses na pré-produção com o Douglas, que é o baixista, amigo meu. Aí pensando no repertório, não chamamos uma banda. Fizemos nós dois mesmo. Depois recebemos amigos, que no total foram 15 pessoas que passaram pelo projeto. E em uma imersão de 15 dias, fizemos o som todo. E porque tudo foi gravado no meu estúdio em casa, foi tudo muito à vontade. E quem for ouvir pode esperar [essa vibe]. A música pra mim é um jeito de me suspender do mundo.

PopNow: Como você vê a musica autoral no brasil hoje em dia?

Nathan: Tem um discurso meio nostálgico, de “ah não se faz mais música como antes” e tal, mas a galera tem um pouco de nostalgia por não achar uma figura mais pop, rock… E não necessariamente sertanejo, eletrônica, enfim. Mas eu particularmente, eu penso bem contrário. Estamos em um momento muito rico. Claro, que pondo no mercado, temos que dar vazão para isso.. Onde os shows estão acontecendo, qual público que vai, e tal. E é óbvio que é muito mais difícil viver de música autoral, independente. Mas, tem espaço e nicho pra todo mundo.

PopNow: Como você enxerga a música atualmente?

Nathan: Você não precisa gostar de tudo, mas você precisa entender como o mundo está funcionando. Eu escuto de tudo, do rock n roll à musica brasileira, no Gil principalmente, que eu escuto muito, nos mineiros também.. Hoje eu escuto muitos lançamentos. Nossa geração é muito rica. É importante olhar pro lado pra entender o som que eu estou fazendo.

PopNow: E como está sendo a quarentena pra você?

Nathan: Mudou bastante porque meu dia a dia era muito ativo, e foi meio como um balde d’água. Está todo mundo repensando as coisas… Não tem jeito. Mas ao mesmo tempo eu lançaria o álbum exatamente nessa época, presencialmente, com shows de lançamento e tudo mais. E eu achei tubem lançar, porque estamos com a sensação que o mundo está tão cinza… Pandemia, tantas mortes, situação política… Então, eu senti que era o momento para colocar arte no mundo, para minimamente contribuir neste momento. E também, sobra mais um tempo para baixar o cd, ouvir com calma, prestar mais atenção no trabalho.

PopNow: Você migrou da cidade grande (Belo Horizonte) para o interior, onde nasceu (Juíz de Fora), você acha que isso influencia sua música?

Nathan: Muito! Meu olhar é muito pra fora, observador, curioso. Vou viajando e observando a mudança de paisagem, nome da cidade, detalhes. Desde pequeno eu tenho uma coisa meio que de geógrafo que eu não consigo tirar de mim. [risos] Fico olhando e tentando entender.

PopNow: E pra você, como é ser um artista autoral no Brasil?

Nathan: No momento, mercadologicamente, é muito difícil. Financiamento coletivo, conquista de espaço… Ao mesmo, isso se contrapõe com noites lindas, sessões de estúdio lindas, amizades profundas, tantas coisas boas! No final das contas, a gente resiste mesmo. Não me vejo fazendo outra coisa. É difícil, mas dá muita alegria.

PopNow: Qual a mensagem que você quer passar como artista?

Nathan: Eu gostaria de que o ouvinte experimentasse a alegria e a cura que a música proporciona. Minhas músicas são reflexivas, confessionais, então, gostaria que conseguisse se conectar com isso, com essa alegria que é a música na minha vida.

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Amanda Nunes
Escrito por

Jornalista, mexicana e criada na geração Britney Spears, mundo pop é o que eu posso chamar de habitat natural.

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