M.I.A. transformou o palco Floresta Vivo do Rock The Mountain, em Itaipava, no Rio de Janeiro, em uma grande pista de música eletrônica na noite de sexta-feira (30). Com uma apresentação que combinou batidas intensas, coreografias, efeitos visuais e referências à mistura de culturas que caracteriza sua trajetória, a artista britânica entregou um espetáculo de forte identidade estética e energia.
Resumo da Notícia:
- Provocação Inicial: O show começou com um alerta no telão de que a apresentação seria “extremamente ofensiva”, definindo o tom rebelde da noite.
- Festa Eletrônica: O palco Floresta Vivo foi tomado por fortes batidas, dançarinos e projeções psicodélicas em painéis de LED.
- Duas Décadas de História: A apresentação celebrou os 20 anos do aclamado álbum de estreia Arular e a mistura única de hip-hop, eletrônico e referências asiáticas da artista.
- Próxima Parada: Além do sucesso em Itaipava (RJ), a cantora realiza um show solo na Audio, em São Paulo, no dia 1º de novembro.
- Rock The Mountain tem primeiro dia sem chuva, mas público apático, falha no som e show confuso de Melody marcam abertura
- M.I.A. transforma Rock The Mountain em pista global e revisita sua trajetória entre o hip-hop e a música eletrônica
- Gaby Amarantos leva explosão do ‘Rock Doido’ ao Rock The Mountain e celebra força da música paraense
A provocação começou antes mesmo de a cantora entrar em cena. No telão, uma mensagem em letras brancas sobre um símbolo vermelho de alerta anunciava: “AVISO: A PRÓXIMA ARTISTA É CONSIDERADA EXTREMAMENTE OFENSIVA! VEJA POR SUA CONTA E RISCO!”. O recado estabeleceu o tom da apresentação e funcionou como uma introdução à personalidade artística de M.I.A., conhecida por desafiar convenções e explorar temas políticos, culturais e sociais em sua música.
Quando o show começou, a atmosfera ganhou contornos de uma grande festa eletrônica. A artista dividiu o palco com dançarinos em sequências coreografadas, enquanto painéis de LED exibiam padrões coloridos e imagens de estética psicodélica. A iluminação, marcada por tons de azul, vermelho e roxo, acompanhou a intensidade das batidas e reforçou o impacto visual da performance.
A apresentação também evidenciou a identidade sonora que tornou M.I.A. uma das artistas mais singulares de sua geração. Ao longo da carreira, ela construiu uma linguagem própria ao aproximar hip-hop, música eletrônica, dancehall, influências do sul da Ásia e sonoridades de diferentes partes do mundo. Essa mistura, somada à atitude provocadora e à experimentação visual, permanece no centro de seu trabalho ao vivo.
O retorno aos palcos e os 20 anos de Arular
A passagem pelo Rock The Mountain acontece em uma fase de retomada da agenda de apresentações da cantora. Depois de retornar aos palcos em 2025, com participações em festivais como Palomosa, no Canadá, e Harvest Rock, na Austrália, M.I.A. também integrou datas selecionadas da turnê The Rebel Ragers Tour, de Kid Cudi, na América do Norte, em 2026.
O momento também coincide com os 20 anos de Arular, álbum de estreia lançado em 2005 e responsável por apresentar ao mundo a combinação particular de referências musicais, experimentação eletrônica e posicionamento político que se tornaria sua marca. O repertório recente da artista tem revisitado diferentes momentos dessa trajetória, enquanto seu selo independente, OHMNIN Music, aponta para uma nova etapa de sua produção.
M.I.A. já esteve no Brasil antes?
A apresentação no Rock The Mountain não marca a estreia de M.I.A. no Brasil. A primeira passagem da artista pelo país aconteceu em 2005, durante o TIM Festival, em São Paulo. Em 2013, ela também realizou uma apresentação em um evento privado da marca Osklen, novamente na capital paulista.
Sua aparição mais recente antes de 2026 aconteceu em 7 de abril de 2023, quando surpreendeu o público em um show gratuito na Praça das Artes, em São Paulo, ao lado de Skrillex e Jyoty. Agora, além do Rock The Mountain, a cantora tem outro compromisso com o público brasileiro: uma apresentação solo na Audio, em São Paulo, marcada para 1º de novembro.
No festival de Itaipava, M.I.A. reafirmou a força de uma carreira construída entre música, imagem e provocação. Do aviso no telão à ocupação do palco, o espetáculo deixou claro que sua proposta vai além de revisitar sucessos: é também uma celebração de sua liberdade estética e de uma sonoridade que continua difícil de enquadrar em um único gênero.
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