Longe da loucura dos paparazzi e cada vez mais imerso em sua própria essência, Harry Styles é a estrela da capa de setembro da W Magazine. Em uma conversa profunda e filosófica conduzida pelo roteirista e comediante Julio Torres (logo após um show apoteótico na Cidade do México), o astro britânico abriu o jogo sobre a pressão de ser vigiado pelo mundo inteiro, sua nova sonoridade e a impressionante maratona de shows que está realizando.
Resumo da Notícia:
- Nova Sonoridade: O 4º álbum de estúdio, Kiss All the Time. Disco, Occasionally., deixa o rock dos anos 70 de lado e mergulha no pop eletrônico e no techno de Berlim.
- Fugindo da Fama: Antes do novo disco, Harry se mudou para uma pequena cidade italiana sem paparazzi para viver como um “cara normal”.
- Turnê de Residências: A Together, Together Tour passa por apenas 7 cidades, mas com longas estadias — incluindo impressionantes 30 noites no Madison Square Garden, em Nova York.
- Conexão: O cantor afirma que aprendeu a separar o ego do palco, vendo os shows como uma grande comunidade.
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Vivendo de dentro para fora

O ex-One Direction está na estrada há quase seis anos acumulados desde o início de sua carreira. A pausa que tomou antes deste lançamento foi crucial para sua saúde mental. Styles contou que se mudou para a Itália e passou a frequentar shows do LCD Soundsystem e clubes undergrounds como o Berghain, na Alemanha, não como um astro do pop, mas como um espectador comum.
“Uma grande parte da minha pausa foi sobre recalibrar a imagem de mim mesmo que eu sentia que estava acidentalmente engolindo o tempo todo — que era refletida de volta para mim, mas que eu não necessariamente queria,” explicou Harry. Ele destacou o perigo de ler comentários na internet: “É a morte! De repente, você não está criando algo que quer mostrar às pessoas, mas sim performando para uma audiência.”
“Quando você é mais jovem, admitir que [o show] não é realmente sobre você teria sido aterrorizante. Agora é libertador reconhecer que é muito maior do que eu. Não estou guiando vocês até mim. Não estou pedindo que me sigam. Estou dizendo que acredito na mesma coisa que vocês acreditam, e estamos todos aqui por esse motivo”, refletiu o cantor sobre sua relação com o público.
O marco no Madison Square Garden

A turnê Together, Together é um reflexo desse novo Harry. Em vez de viajar loucamente pulando de país em país a cada dois dias, ele escolheu o formato de residências. Foram 12 noites esgotadas no icônico Estádio de Wembley, em Londres. Agora, a cereja do bolo: 30 shows consecutivos e esgotados no Madison Square Garden, em Nova York — a única parada da turnê nos Estados Unidos.
Ao longo de 10 semanas, mais de meio milhão de pessoas passarão pela arena nova-iorquina, com o último show marcado estrategicamente para a noite de Halloween. “Pós-Covid, e agora nessa era de Inteligência Artificial, há algo sobre estar ao lado de um estranho suado e trocar energia que não dá para substituir por nada”, declarou.
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