Sabe aquele frio na barriga quando as luzes se apagam e os primeiros acordes de um show épico começam a ecoar? Pois é, enquanto o público vibra, existe uma engrenagem invisível e ultra-eficiente que já está trabalhando há meses para que tudo seja perfeito. E se você acha que o backstage é um “clube do Bolinha”, pense de novo. O mercado brasileiro de entretenimento vive sua era da “engenharia de precisão”, e quem está no comando são mulheres que transformaram logística pesada em negócios milionários.
- Música Latina atinge marca histórica de US$ 1 bilhão em receitas nos Estados Unidos impulsionada por gigantes como Bad Bunny e Shakira
- Ronaldinho Gaúcho lança gravadora em Miami e anuncia álbum inspirado na Copa do Mundo
- Dr. Dre se junta a Taylor Swift e Beyoncé no topo clube do bilhão da Forbes em 2026
No centro dessa revolução está Raquel Boletti, a mente brilhante por trás da NS Operações. Ela percebeu algo que muita gente ignorava: no mundo dos eventos, tratar pessoas como peças substituíveis é o caminho mais curto para o erro. Ao lado de nomes como Carol Ramos (ARCA), Aline Duda (Audiobizz) e Patricia Kanji (Só Track Boa), Raquel provou que governança, diversidade e técnica são os verdadeiros “headliners” de qualquer festival.
O fim do amadorismo e o “Padrão Disney” de atendimento
A NS Operações não apenas cresceu; ela escalou com um propósito claro. Depois de enfrentar os desafios da pandemia em 2020, a empresa de Raquel Boletti deu um salto impressionante, realizando nada menos que 1.122 eventos em 2025. O segredo? Tratar a mão de obra como um ativo estratégico.
Lá, o time não é apenas um “staff”, é uma equipe altamente capacitada que opera sob um rigoroso padrão de excelência. “Um dos nossos principais diferenciais no mercado é o investimento contínuo no treinamento e capacitação do nosso time. O staff conhece a história da NS, compreende as principais funções e recebe orientações sobre atendimento com referência no padrão Disney”, destaca a empresa.
E se alguém ainda duvida da competência feminina em cargos de liderança, os números da NS respondem: 90% dos cargos de comando são ocupados por mulheres. Raquel é enfática: o domínio técnico é a melhor resposta contra qualquer preconceito.
Diversidade: O pilar que sustenta o lucro
Mais do que faturar alto (estamos falando de um faturamento de R$ 4,7 milhões em 2024 apenas na operação principal), a NS Operações se tornou uma plataforma de ascensão social. Os indicadores de diversidade da empresa fariam qualquer multinacional ter inveja: 56% dos colaboradores são pretos ou pardos e 71% se identificam como LGBTQIA+.
Para Raquel Boletti, esse compromisso não é moda, é essência. Em suas palavras: “Esse pensamento sempre foi um dos nossos pilares. Acreditamos que um time diverso não é apenas uma questão de justiça social, mas um diferencial competitivo. A pluralidade de ideias, vivências e perspectivas é o que nos permite inovar.” Essa visão humanizada injetou cerca de R$ 3 milhões em cachês diretamente na base da pirâmide, movimentando a economia local e permitindo que talentos de diversas origens cheguem ao topo, atendendo inclusive turnês internacionais.
Infraestrutura brutal e técnica implacável
Enquanto Raquel cuida da operação humana, Carol Ramos, CEO da ARCA, comanda um gigante de 9 mil metros quadrados na Vila Leopoldina (SP). O espaço é uma joia da arquitetura industrial, capaz de suportar mais de 50 toneladas de equipamentos suspensos — essencial para os projetos globais que o local recebe.
Já na técnica de palco, onde o ambiente costuma ser mais rústico e dominado por homens, Aline Duda (Audiobizz e FDM Produções) brilha. Ela é a responsável pela coordenação técnica de festivais “pesados” como o Knotfest e Summer Breeze. “Ainda hoje a presença masculina é o maior peso em cima dos palcos, mas o que me enche de orgulho é ver cada vez mais mulheres preparadas para viverem os seus sonhos em funções antes vistas somente para homens”, afirma Aline.
Para fechar o time de elite, Patricia Kanji (Diretora Técnica da Só Track Boa) traz a frieza necessária para gerenciar crises. “Gerenciar projetos e equipes exige postura e tomadas de decisão que, muitas vezes, vão desagradar. O foco é o que funciona para o projeto”, pontua Patricia, reforçando que, no topo, a técnica é inquestionável.
O futuro é delas (e é lucrativo!)
O sucesso financeiro dessas executivas prova que a diversidade e a especialização extrema são os maiores impulsionadores de performance do mercado moderno. O entretenimento no Brasil abandonou a informalidade. Sob a batuta de Raquel Boletti e suas parceiras, o controle das engrenagens garante que o espetáculo continue sendo, acima de tudo, um negócio perfeito.
Olá, seja bem-vinde ao universo do Portal PopNow! A partir de agora você receberá notícias fresquinhas e selecionadas para você estar por dentro de tudo o que acontece no mundo musical, de cinema, TV e entretenimento em geral. Venha com a gente! PopNow - Know-how Pop



