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PopEntrevista

Davi Moraes fala sobre o legado de seu pai, novo álbum & websérie ‘MORAES para sempre MOREIRA’

Filho de Moraes Moreira e Marília Mattos, Davi esteve em meio às estrelas desde a infância. Apaixonado pela música, foi apresentado às cordas muito cedo – e soube aproveitar as oportunidades que a vida lhe ofereceu.

Recentemente, Davi estrelou a websérie MORAES para sempre MOREIRA, viabilizada pelo Sesc 24 de Maio, em parceria com a Savalla Records e a Odoyá Gestão e Arte. No trabalho em questão, Davi é narrador da vida do pai, além de reinterpretar algumas das canções mais emblemáticas de Moraes Moreira, até hoje um artista ímpar da música brasileira.

Prestes a lançar o álbum que contém as suas interpretações de canções do pai e já envolvido com novos e empolgantes projetos musicais, Davi nos conta um pouco sobre a sua vida, o seu interesse pela guitarra e sobre o processo, profundamente emocional, de reviver e reverenciar a carreira do pai. Confira!

PopNow: Você vem de uma família musical, então o seu contato com a música veio desde muito cedo. Como surgiu o seu interesse, especificamente, pelas cordas?

Davi: Desde criança eu já tinha as minhas guitarras de brinquedo. Eram de plástico, com corda de nylon… Vivia já grudado, querendo imitar os músicos e o meu pai com o seu violão. A ideia de eu começar a tocar veio do meu pai, e eu na verdade comecei com um cavaquinho. É um instrumento bom para uma criança, porque eu conseguia alcançar as notas. Ardia muito o dedo no começo. (risos) 

PopNow: E como foi esse processo?

Davi: Eu fui aprendendo a tocar os chorinhos do Waldir Azevedo, que é um dos grandes melodistas que a gente tem no Brasil. Através do Zeca Barreto, um parceiro do meu pai, e através do meu pai mesmo, eu fui aprendendo as melodias e isso foi crescendo. Eu diria que esse começo foi fundamental para que eu viesse depois a tocar a guitarra elétrica, que virou meu instrumento principal. Esse início no cavaquinho me trouxe a rítmica, a técnica mesmo, e foi assim… Uma grande sacada do meu pai. A alma brasileira que eu trouxe para a minha guitarra foi a partir daí.

PopNow: Você lembra da primeira vez que subiu ao palco? Que momentos mais marcaram a sua carreira e por quê?

Davi: Eu lembro das primeiras vezes! Dizer a primeira, mesmo, eu não sei. Eu lembro de um show muito especial que aconteceu no Arpoador, no espaço que viria a ser o primeiro Circo Voador. O Circo Voador, antes de ir para o lugar onde é hoje, foi nesse ponto lindo do Arpoador, lá no finalzinho. Nessa época, meu pai tinha comprado um amplificador para o cavaquinho, mas era difícil… Então ele acabou comprando um cavaquinho elétrico, tipo o do Armandinho. Armandinho tinha um vermelho, eu tinha um azul… Eu fiquei doido! Já era o formato de uma guitarra, né?

PopNow: Alguma memória bem marcante?

Davi: Eu lembro de estar com meu pai no Teatro Ipanema, no planetário da Gávea… E a mais marcante de todas foi o Rock in Rio. Com doze anos! Eu toquei “Brasileirinho” com o meu pai, acompanhado pelo Armandinho, para uma plateia de 100 mil pessoas. No dia do metal inclusive… A gente fez o nosso metal e foi muito emocionante. O show dele foi muito forte. A gente tinha o nosso Van Halen, que era o Armandinho. Eles levantaram a massa e eu pude representar o chorinho através do Waldir. Essa pequena homenagem de gratidão a esse mestre, que me ensinou a ser músico através das suas composições, foi inesquecível.

PopNow: Como é o seu processo artístico? Você pode citar algumas inspirações para a sua criação?

Davi: O processo é muito espontâneo. Eu toco praticamente todo dia e eu não pego no instrumento pensando se eu vou tocar ou compor. Eu começo a tocar e de repente sai o começo de uma música… De repente, eu formo uma canção completa. Às vezes, eu mando a melodia para um parceiro criar a letra. Às vezes, eu crio a letra e mando para algum parceiro terminar… Às vezes, eu recebo letras de pessoas e crio em cima. Como você pode ver, é muito espontâneo. Não é uma coisa de “agora eu vou fazer”. Tem até uma história engraçada com isso.

PopNow: A gente ama uma história engraçada.

Davi: Essa envolve o Evandro (Mesquita). Ele era parceiro do meu pai e eu sempre fui fã dele. Ele me mandou uma letra pro disco da Blitz e eu comecei a demorar pra fazer. Daí ele me ligou e falou “opa, e aí, parceiro? Já terminou?”. Eu falei “ah, claro, já tô quase lá”… E eu nem tinha começado. (Risos) Nessa pressão, eu voltei pra casa correndo, peguei a guitarra e fiz sair tudo de uma vez. Eu mandei pra ele e foi! Às vezes é assim: a pressão também faz a gente criar. Nessas horas, a gente grava tudo o que sai, especialmente as primeiras ideias. Elas geralmente são as melhores.

PopNow: Como surgiu a ideia de criar a websérie Moraes para sempre Moreira?

Davi: A ideia veio da minha parceira, Claudia Linhares, que está comigo já há algum tempo. Ela é minha parceira de ideias, minha empresária, essa colega de caminhada mesmo. Nós decidimos nos juntar com os Savallas (Pablo e Carlos Savalla, da Savalla Records), que são pai e filho… E a relação deles, aliás, me lembra muito da relação que eu tinha com o meu pai. É lindo ver os dois trabalhando juntos: o pai no áudio e o filho no audiovisual. Eles têm um bom gosto absurdo. Um faz parte da história da música brasileira e o outro vem fazendo um trabalho maravilhoso, com uma assinatura muito própria na captação das imagens. A gente formou um time e fez a websérie. O roteiro veio do Pablo, para que a gente soubesse o que fazer em cada episódio, e eu fiz tudo de um jeito espontâneo. Não decorei, peguei cola de nada, e isso acabou gerando uma dose de emoção muito grande no resultado final.

PopNow: O que a gente pode esperar da websérie?

Davi: Tem histórias muito bacanas. Histórias muito curiosas, que vão além do jornalismo. São coisas peculiares mesmo da personalidade do meu pai, como artista e ser humano. A websérie já está disponível no canal do Sesc 24 de Maio no YouTube.

PopNow: Como foi o processo de revisitar a carreira do seu pai?

Davi: Foi um processo muito forte e prazeroso, além de divertido. Ao mesmo tempo, foi uma pancada. Eu lembro que, quando eu terminei de gravar, eu não consegui dormir. Voltei para casa e fiquei a noite em claro, pensando. Tive que esperar alguns dias para conseguir gravar os números musicais, que também bateram muito. Foi como se o meu pai estivesse ali com a gente, em presença. A música tem essa coisa da comunicação. Quando eu toco as músicas do meu pai, eu sinto que ele está do meu lado, assim como as coisas boas e a luz que ele espalhou por essa vida. Como a minha irmã diz, a gente teve muita sorte de ter tido esse pai.

PopNow: Quais são as expectativas para o lançamento do álbum?

Davi: As expectativas são sempre positivas! Eu já tava animado, mas quando eu escutei a coisa mixada pelo Savalla, nossa… Depois de alguns dias de ter tocado ao vivo por lá, e com tudo mixado do jeitinho do Savalla, seguindo um roteiro que ele criou… Eu fiquei muito mais animado ainda. Tava muito mais bonito e emocionante do que eu imaginava e eu fiquei impactado. Apesar de serem músicas que eu conheço e toco desde menino, não são músicas fáceis de tocar – ainda mais do jeito que meu pai tocava aquele violão. Eu acho que consegui honrá-lo e eu fiquei satisfeito com o resultado. Mas é um conjunto de coisas, sabe? O ambiente ajuda. Ir na toca do Savalla, que fica pertinho do sítio dos Novos Baianos, traz uma atmosfera toda favorável para que as melhores interpretações aconteçam. Enfim… Trabalhar com essa equipe é maravilhoso e eu estou ansioso pelo que vem aí!

O álbum de canções da websérie MORAES para sempre MOREIRA sai sexta, dia 23, em todas as plataformas digitais. Não perca!

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Written By

Juliana Del Rosso (Jota) é Cientista Social pela UNIFESP e atualmente está em processo de formação em Artes Cênicas pela UNESP. É atriz, redatora, aspirante a escritora, roteirista e apaixonada por artes, viagens e cachorros. Como sempre gosta de dizer: #mandajobs, sim!

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