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#TBT

‘Eu digo Charlie e vocês dizem Brown!’

*Por Thuane Kuchta.

A importância do Charlie Brown Jr. para o rock nacional é inquestionável. Infelizmente, em 2013 a banda chegou ao fim com a morte de Chorão, e, posteriormente, com o suposto suicídio do baixista Champignon, que havia fundado A Banca com os integrantes remanescentes do CBJR.

E é por tanta história e por recentemente a companheira de Alexandre Magno Abrão (pois é, este é o nome do Chorão) ter lançado um livro à respeito das experiências que viveu em mais de 20 anos com o cantor que o #TBT de hoje é deles, que invadiram a cidade e também nosso coração. <3

O comecinho

charlie-brown-jr

Morando em Santos, Litoral Paulista, o jovem skatista com apelido engraçado começava a trilhar seu caminho no cenário roqueiro brasileiro.

Por um acaso, Chorão precisou substituir um vocalista de uma banda em um bar, e foi naquela apresentação que um convite pintou. Logo depois, conheceu Champignon que se tornaria um de seus grandes companheiros pelos anos seguinte, assim como o restante da trupe.

A primeira demo

Em 1992 a banda já se apresentava pelos bares e pistas de skate de Santos e São Paulo e não demorou muito para começarem a levantar uma grana para gravar uma demo – e conseguiram! Mas eles mal sabiam o que estava por vir.

A demo chegou nas mãos de ninguém mais, ninguém menos que Rick Bonadio – produtor do Mamonas Assassinas na época e de tantos outros. Bonadio se interessou pelo público e um promissor contrato foi celebrado.

Nascia então, a banda batizada pelo próprio Chorão de Charlie Brown Jr. formada por ele (Alexandre Magno), Champignon, Renato Pelado, Marcão e Tiago.

“Foi uma coisa inusitada. Trombei, literalmente, com uma barraca de água de coco que tinha o desenho do Charlie Brown, aquele personagem do Charles Schulz, mais conhecido por ser o dono do Snoopy. E o ‘Jr’ é pelo fato de sermos filhos do rock”, explicou Chorão.

Os meninos apareceram com referências ao mundo do skate, batidas aceleradas e a mistura do rap e punk – alquimia exemplificada pela faixa “O coro vai comê” do primeiro disco lançado em 1997 entitulado “Transpiração Contínua Prolongada” .

Meu, tu não sabe o que que aconteceu: Os caras do Charlie Brown invadiram a cidade!”.

Dali ainda vieram os sucessos “Proibida pra mim”, “Tudo o que ela gosta de escutar”, “Quinta-feira” e “Gimme o Anel”, ajudando o álbum a alcançar a marca de 500 mil cópias vendidas.

Preço Curto… Prazo Longo

Em 1999 era lançado o segundo álbum da banda.

A segunda faixa, “Zóio De Lula”, trazia um misto de reggae na guitarra e rap na letra e certamente, veio a ser um dos grandes hits na época.

A banda, que só crescia comercialmente, emplacava a faixa “Te levar” na trilha sonora de Malhação na Globo (de 1999 a 2006) e ocupava as rádios do país, fazendo com o que segundo disco sedimenta-se a carreira do Charlie Brown.

(Ps. Não dá para dar play sem sentir aquele cheirinho de feijão da janta que estava prestes a ser servida, e aquela serenidade no olhar de quem não tinha grandes responsabilidades. Aaiai minha adolescência <3)

Entres os outros sucessos do álbum tivemos “Confisco”, “O preço” e “Não deixe o mar te engolir

Nadando com os Tubarões

Nos anos 2000 chegava o terceiro disco: “Nadando com os Tubarões” que trazia também alguns problemas internos, tornando o grupo, um quarteto com a saída de Tiago Castanho.

Nesta fase, a banda passou a explorar um pouco mais o seu lado hip-hop e contou com as participações de grandes nomes do gênero, como Sabotagem, Negra Li e o grupo RZO, e teve como músicas de destaque “Rubão”, “A Banca” e “Tudo Mudar”.

A proximidade com o rap, inclusive, permitiu à banda realizar fortes críticas sociais em forma de música, e Chorão sempre mostrava ter facilidade para falar principalmente com os mais jovens, a quem dedicou a canção “Não é Sério”.

100 % Charlie Brown Jr.

Em 2001 a banda trocava de gravadora para lançar “100% Charlie Brown Jr. – Abalando a Sua Fábrica”, que incluia diversos hits como “Hoje eu Acordei Feliz”, “Lugar ao Sol” e “Como Tudo Deve Ser”.

Com uma sonoridade mais crua, a banda se focou no hardcore, deixando o hip-hop um pouco de lado nesse disco.

Rapazes com bocas ordinárias!

Durante uma ida da banda à Portugal, um jornal publicou a notícia de que uma banda brasileira, na qual os integrantes possuíam “bocas ordinárias”- devido a quantidade de palavrões nas músicas – iria se apresentar por lá.

E foi dessa matéria um tanto quanto inusitada que veio o nome do viria a ser o quinto disco do Charlie Brown Jr., lançado em 2002.

Dando sequência a uma sucessão de discos bem recebidos pelo público, os grandes destaques do álbum foram “Papo Reto” e “Só Por uma Noite”, que contou com a participação do ex-titãs Paulo Miklos no clipe.

Acústico MTV

Contrariando a tradição de resgatar bandas e artistas em ostracismo, o Charlie Brown Jr. gravou seu “Acústico MTV” – muito requisitado naquela época – em pleno auge da carreira.

Lançado em 2003, o álbum do CBJR acabou sendo um dos mais descontraídos da série, e ainda trouxe a inédia “Vícios e Virtudes”.

Tamo aí na atividade

Sexto álbum de estúdio, sétimo de toda a carreira e o último disco antes da saída de Champignon, Marcão e Renato Pelado, que seriam posteriormente substituídos por Pinguim da bateria, Heitor Gomes no baixo e a volta do Tiago Castanho na guitarra do Charlie Brown.

O disco teve como principais destaques a música “Champanhe e Água Benta” e a faixa-título:

Imunidade Musical

Marcando uma nova fase na banda, o Charlie Brown Jr. lançava em 2005 o disco “Imunidade Musical”.

Dissipando a desconfiança do público – que não sabia se a banda conseguiria manter a qualidade após a saída de três dos quatro integrantes – o disco trouxe os hits “Lutar pelo que é meu”,“Senhor do tempo”, “Dias de luta, Dias de glória” e “Ela vai voltar” – música composta por Graziela Gonçalves, viúva de Chorão.

Eles até contam um pouquinho disso nesse vídeo:

No mesmo ano, o “o novo Charlie Brown” aparecia no Família MTV.

Quem lembra?

Ritmo, Ritual e Responsa

Nome do álbum lançado em 2007 e trilha sonora do filme “O Magnata” roteirizado por Chorão.

Com diversas participações ilustres, como MV Bill e a banda Ratos de Porão, o disco tinha destaques dos mais variados estilos, como “Pontes Indestrutíveis”, “Não viva em vão” e “Uma criança com seu olhar”, além de “Be myself” e ‘’O que ela gosta é de barriga”.

Camisa 10 – Joga Bola Até na Chuva

Em 2009 chegava o álbum com referência a ser o décimo disco da banda. O disco trazia “Me Encontra” e a baladinha de voz e violão “Só os loucos sabem”, que tocava nas rádios sem parar (temos que admitir rs).

Este disco rendeu o Grammy Latino de 2010, na categoria de Melhor Álbum de Rock Brasileiro. Uau!

Retorno improvável

Marcando o retorno improvável dos músicos Marcão e Champignon, a banda lançava em 2012 o disco “Música Popular Caiçara”, um ao vivo gravado em Curitiba e Santos, trazendo os grandes sucessos do grupo.

Além da canção inédita “Céu Azul”, contando com as participações especiais de Marcelo Falcão, (O Rappa), Marcelo Nova (Camisa de Vênus) e o cantor Zeca Baleiro.

Dá para acompanhar neste link:

Olhando hoje para esse disco, podemos considerar ele como um acerto de contas com o passado, tendo em vista que o fim da banda estava mais próximo do que se esperava.

O fim

Na manhã do dia 6 de março de 2013, o vocalista Chorão de 42 anos era encontrado morto em seu apartamento, colocando um ponto final na brilhante carreira do Charlie Brown Jr.

Alguns meses depois, após a também surpreendente morte do baixista Champignon, era lançado o disco póstumo “La Família 013”, uma referência ao prefixo da cidade de Santos.

“Então vamos viver e um dia a gente se encontra”

As mortes de Chorão e Champignon foram um golpe duplo aos milhões de fãs que seguiam a carreira da banda – que mantinha suas atividades aparentemente normais até o início daquele ano.

Chorão havia inclusive divulgado o single que faria parte do novo álbum da banda, “Meu novo mundo” – dias antes de sua morte, o que gerou 3 dias oficiais de luto à cidade de Santos e várias homenagens na pista de skate fundada pelo músico na cidade.

O sucesso do Charlie Brown Jr. foi arrebatador, renovando a forma de se fazer rock comercial no Brasil.

E precisamos ressaltar que pouquíssimas bandas dentro desse cenário conseguiram se manter produtivas e relevantes durante toda a sua carreira. O Charlie Brown Jr. foi uma dessas poucas e é por isso que nos deixou tantas saudades.

Prêmios

VMB

1998 – Banda Revelação: “Proibida pra mim”
2001 – Escolha da Audiência: “Rubão, o dono do mundo”
2001 – Melhor videoclipe de Rock: “Rubão, o dono do mundo”
2003 – Escolha da Audiência: “Papo Reto”
2003 – Melhor Videoclipe de Rock: “Só por uma noite”

Grammy Latino

2005 – Melhor Álbum de Rock Brasileiro: “Tâmo aí na atividade”
2010 – Melhor Álbum de Rock Brasileiro: “Camisa 10 – Joga bola até na chuva”

Multishow

2007 – Melhor Canção: “Senhor do tempo”
2008 – Melhor VideoClipe: “Pontes Indestrutíveis”

Viver, viver e ser livre. Saber dar valor para as coisas mais simples. Só o amor constrói pontes indestrutíveis.

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