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Opinião

Eletrizante e fugaz, terceira parte de ‘La Casa de Papel’ aposta em novo assalto

Foto: Divulgação/Tamara Arranz Ramos

Após mais de um ano de espera desde o lançamento da segunda parte, a terceira parte de “La Casa de Papel” estreou na Netflix nesta sexta-feira, 19, para alegria dos fãs. Não apenas uma das séries mais eletrizantes do catálogo, o televisivo colocou as produções espanholas no hype dos seriados batendo, inclusive, alguns títulos norte-americanos famosos.

Para a nova temporada, a gigante do streaming apostou em novidades que vinha garantindo em suas produções. Vale lembrar que esta é a primeira season de “La Casa de Papel” 100% produzida pela Netflix.

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A seguir, trazemos alguns detalhes sobre a Parte 3 de “La Casa de Papel“. O texto a seguir contém spoilers. Se você não estiver de acordo com a leitura, clique aqui.

Com apenas 8 episódios, a Netflix resolveu contar a continuação das vidas dos assaltantes mais famosos do mundo de uma forma um pouco peculiar. Ao invés de mostrar suas vidas de luxo e fugitivos da Polícia, Professor (Álvaro Morte), Nairóbi (Alba Flores), Helsinki (Darko Peric), Tóquio (Úrsula Corberó) e Denver (Jaime Lorente) voltam a se encontrar para salvar Rio (Miguel Herrán), capturado em uma Ilha do Caribe e torturado para delatar o paradeiro do bando.

Após um chamado, a gangue é reunida adicionando reincidentes das primeiras temporadas, como a inspetora Raquel Murillo (Itziar Ituño), agora conhecida como Lisboa e Mónica Gaztambide (Esther Acebo), que assume o codinome de Estocolmo. Todos se reúnem e planejam um novo assalto, desta vez à sede do Tesouro Nacional da Espanha.

La Casa de Papel. Foto: Divulgação/Tamara Arranz Ramos
La Casa de Papel. Foto: Divulgação/Tamara Arranz Ramos

Com um plano minimamente calculado, Berlin (Pedro Alonso) aparece em flashbacks ao lado de Palermo (Rodrigo de la Serna), amigo de infância do professor e Berlin, e planejador do assalto. Em memória, são apresentadas cenas em que mostram todo o planejamento do ataque e um novo treinamento com a equipe, onde adiciona-se novos personagens: Bogotá (Hovik Keuchkerian), Marselha (Luka Peros), que passam a integrar o bando, mas sem destaque aparente.

Usando a maestria e táticas nunca antes pensadas, a gangue utiliza de artifícios cinematográficos para chamar atenção do público e provar que a opinião pública da Espanha está de acordo com as atitudes dos ladrões, que se popularizaram em todo o planeta.

La Casa de Papel. Foto: Divulgação/Tamara Arranz Ramos
La Casa de Papel. Foto: Divulgação/Tamara Arranz Ramos

Usando dirigíveis, em um momento que mais pareceu um truque dos mágicos de “Truque de Mestre“, fizeram “chover” 140 milhões de euros por toda a cidade, causando caos no trânsito. Com este ato e grampeando as ligações dos comandos centrais, os sequestradores iniciam o plano e entram no prédio com objetivo de roubar todo o ouro presente no cofre.

Ao avançar da história, Professor e Lisboa comandam tudo de um motorhome, que fica fora do alcance das equipes especializadas. Com parte do dinheiro roubado no assalto da Casa da Moeda (primeira e segunda temporadas), fica claro o investimento em tecnologia de criptografia e espionagem, que deixam os assaltantes à frente dos passos da polícia.

La Casa de Papel. Foto: Divulgação/Tamara Arranz Ramos
La Casa de Papel. Foto: Divulgação/Tamara Arranz Ramos

Como parte do plano, os assaltantes propõem a troca de 40 reféns por Rio, que até então vinha sendo mantido em cárcere e submetido à métodos de tortura para revelar o verdadeiro paradeiro de seus ex-comparsas.

Mas a situação sai do controle quando, no último episódio, a equipe especial da polícia encontra Lisboa e simula seu assassinato. Com a ação e a suposta morte da amada, Professor instaura um momento de guerra onde decreta estado de calamidade na ação convocando os comparsas a darem tudo de si para saírem vivos.

La Casa de Papel. Foto: Divulgação/Tamara Arranz Ramos
La Casa de Papel. Foto: Divulgação/Tamara Arranz Ramos

A série termina com uma pergunta: será que eles conseguirão sair vivos e com o ouro fruto do roubo?

Acertos

Trazendo um dinamismo nunca antes visto na série, a Netflix prova que sua produção conta com uma velocidade que traz novo fôlego à “La Casa de Papel“. É notável que os acertos não sobrepõem os erros, mas definitivamente postulam o seriado a um dos maiores sucessos da história da empresa, em meio a um momento onde amargura perda de valor de mercado derivado da queda no número de assinantes em todo o mundo, que se estima em 3 milhões de pessoas.

Apostando em novos personagem, mas sem deixar de lado tudo aquilo o qual a série ficou famosa, “La Casa de Papel” deixa de lado um tom mais teen para um amadurecimento adulto digno de James Bond. Novas táticas entram no jogo, que são acrescidas dos relacionamentos que os protagonistas desenvolvem.

La Casa de Papel. Foto: Divulgação/Tamara Arranz Ramos
La Casa de Papel. Foto: Divulgação/Tamara Arranz Ramos

La Casa de Papel” é fugaz, enérgica, e fácil de ser assistida e decifrada. Na forma em que é filmada, parece que estamos vivendo aquela realidade. Quem nunca se viu dentro do assalto ou se questionou como reagiria caso estivesse na pele de alguns dos personagens?

A entrada de uma nova e mais arisca inspetora, Alicia Sierra (Najwa Nimri), que age mais e fala menos, mostra uma frente diferente à história, assim como a saída de Coronel Prieto (Juan Fernández) do comando. O personagem é chato só de se ver.

Erros

Um dos personagens mais irritantes das duas primeiras temporadas, Arturo Román (Enrique Arce) surge como uma espécie de celebridade, que cria fama em cima das atitudes nas partes 1 e 2, quando alçava o cargo de Diretor da Casa da Moeda. Com as mesmas atitudes malucas, Arturo é chamado pela polícia para ser uma espécie de consultor, que passa a informar alguns passos dos assaltantes.

Mas, como era de se esperar, Arturo continua apaixonado por Monica, e em uma atitude impensada, consegue entrar no prédio e vira um dos reféns.

La Casa de Papel. Foto: Divulgação/Tamara Arranz Ramos
La Casa de Papel. Foto: Divulgação/Tamara Arranz Ramos

Outro grande erro é, sem dúvidas, a entrada de Raquel no jogo. Ok, ela ama o Professor, mas daí virar as costas ao país e se tornar uma assaltante mentora do crime, é um pouco demais e supostamente irreal. Apesar de gostarmos de ver essas atitudes em filmes, em uma produção que retrata a realidade, pode deixar alguns pontos a se questionar.

Por fim, o outro ponto sem nó é a volta do Subinspetor Ángel Rubio (Fernando Soto), que sofreu um acidente de carro que o deixou entre a vida e a morte na segunda temporada. Ele volta à ação como se nada tivesse acontecido, e tem bastante participação na captura de Raquel Murillo.

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