O polêmico Wireless Festival, que aconteceria no Reino Unido tendo Kanye West (agora conhecido como Ye) como atração principal, foi oficialmente cancelado. A decisão drástica ocorreu após o artista ter a sua entrada no país negada pelas autoridades britânicas, como consequência direta de seus discursos de ódio e comentários antissemitas proferidos ao longo dos últimos anos.
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Veto do governo e o posicionamento do festival
Em um comunicado oficial, a organização do evento confirmou o bloqueio: “O Ministério do Interior [Home Office] retirou a autorização de viagem (ETA) de YE, negando-lhe a entrada no Reino Unido. Como resultado, o Wireless Festival está cancelado e os reembolsos serão emitidos para todos os portadores de ingressos”.
O texto da organização também tentou justificar a escalação inicial do rapper, afirmando que várias partes interessadas foram consultadas antes da contratação e que “nenhuma preocupação foi destacada na época” — uma afirmação no mínimo questionável pela imprensa internacional, dado o clamor público que acompanha o artista há anos. A nota conclui repudiando o preconceito: “O antissemitismo em todas as suas formas é abominável, e reconhecemos o impacto real e pessoal que essas questões tiveram”.
Reações políticas e tentativas de perdão
A escalação de Kanye West estava envolvida em controvérsias desde o primeiro minuto. A pressão contra o evento cresceu rapidamente, chegando aos mais altos níveis políticos. O próprio primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, chegou a expressar forte desaprovação poucos dias após o anúncio do “line-up”.
Na tentativa de amenizar os danos, Ye havia publicado um pedido de desculpas por suas declarações passadas em um anúncio de página inteira no Wall Street Journal em janeiro. Mais recentemente, a equipe do festival afirmou que o rapper reconhece que “palavras sozinhas não são suficientes” e expressou o desejo de iniciar uma conversa com líderes da comunidade judaica britânica, o que não foi suficiente para reverter o veto do governo.
Por outro lado, Melvin Benn, diretor administrativo da Festival Republic (promotora do evento ligada à Live Nation), chegou a defender o cantor antes do cancelamento, baseando-se em suas próprias experiências com pessoas que sofrem de problemas de saúde mental. “Testemunhei muitos episódios de comportamento desprezível que tive de perdoar e seguir em frente”, declarou Benn à revista Variety, apelando para uma postura de perdão. Contudo, a magnitude das falas de West tornou a sua permanência no país insustentável para as autoridades de imigração.
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