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The Lumineers abre turnê sul-americana no Vivo Rio com show intimista, hits na setlist e Wesley Schultz no meio da plateia

The Lumineers. Foto: Daniel Outlander / Portal PopNow

A noite carioca sempre teve a fama histórica de ser um dos cenários mais calorosos e convidativos do mundo para apresentações ao vivo, mas o que aconteceu nesta última noite no Rio de Janeiro transcendeu a definição de um simples show internacional. O aclamado duo de folk-rock The Lumineers, liderado pela genialidade lírica e pela química inegável de Wesley Schultz e Jeremiah Fraites, escolheu a Cidade Maravilhosa como o ponto de partida oficial para a tão aguardada etapa sul-americana de sua nova turnê global. Com ingressos esgotados no icônico Vivo Rio, filas que dobravam os quarteirões e uma ansiedade palpável que pairava no ar desde as primeiras horas da tarde, a banda entregou não apenas uma performance técnica irretocável, mas uma verdadeira experiência de conexão genuína, reafirmando de forma absoluta por que são considerados um dos maiores e mais respeitados nomes da música orgânica contemporânea.

O retorno e o histórico de amor com os fãs brasileiros

The Lumineers. Foto: Daniel Outlander / Portal PopNow

Esta nova turnê carrega um peso emocional muito especial para a banda norte-americana. Trata-se da consolidação de uma fase extremamente madura e reflexiva do grupo, que vem rodando o planeta para promover as nuances, os lutos e as alegrias de suas produções de estúdio mais recentes, ao mesmo tempo em que celebra mais de duas décadas de união criativa e amizade. Começar essa longa jornada pela América do Sul logo em solo brasileiro não foi uma escolha ao acaso. O The Lumineers possui um histórico de afeto profundo e amplamente correspondido com o nosso público. Quem acompanha a trajetória da banda sabe que suas passagens anteriores por aqui foram marcadas por momentos inesquecíveis.

Desde a estreia arrebatadora em festivais de grande porte como o Lollapalooza, até as passagens brilhantes em edições do festival Popload e os shows solo que esgotaram ingressos em questão de minutos em outras capitais nos anos anteriores, o grupo sempre fez questão de enaltecer a energia visceral dos brasileiros. O nosso público tem a fama inegável de ser o “quinto integrante” das bandas internacionais, cantando cada verso, cada batida de pé no chão e cada interlúdio instrumental com uma força que impressiona até os artistas mais calejados. Para Schultz e Fraites, voltar ao Brasil é como reencontrar velhos amigos em um bar familiar, e esse magnetismo ficou completamente evidente desde o primeiro acorde do violão que ecoou nas caixas de som do Vivo Rio.

Uma setlist impecável: De “Ho Hey” aos desabafos poéticos

The Lumineers. Foto: Daniel Outlander / Portal PopNow

A curadoria da setlist foi um espetáculo à parte, meticulosamente desenhada para funcionar como uma verdadeira montanha-russa de sentimentos, passeando sem pressa por absolutamente todas as eras de ouro da banda. Logo no início, os fãs foram presenteados com uma sequência de tirar o fôlego. O inconfundível dedilhado na maravilhosa “Cleopatra” fez a casa de shows tremer, contando a já conhecida história melancólica da atriz que perdeu o seu grande amor e a sua juventude. Em seguida, hinos atemporais da discografia, como a radiante “Angela” e a aventureira “Sleep On The Floor”, transformaram a pista em um imenso e uníssono coral. A poética brilhante sobre fugir da cidade natal limitante, abandonar o passado e buscar um futuro incerto pelas estradas ressoou profundamente, com a plateia berrando a plenos pulmões o icônico verso “Pack yourself a toothbrush dear” (Faça as malas com uma escova de dentes, querida).

E, naturalmente, por falar em clássicos que moldaram a cultura pop e o renascimento do folk na última década, o mega-hit “Ho Hey” foi um dos pontos mais brilhantes e celebrados da noite. A canção, que catapultou o The Lumineers ao estrelato global nas rádios e trilhas sonoras, foi cantada quase a capela em diversos momentos, provando o poder majestoso de sua melodia simples e de seus gritos acústicos. Logo após, a banda entregou a poderosa “Stubborn Love”, que com o seu violoncelo choroso e sua mensagem sobre manter a esperança em um amor teimoso arrancou lágrimas sinceras de boa parte dos fãs espremidos na grade.

Contudo, o encanto do show mora no fato de que o grupo não se apoia preguiçosamente apenas nos sucessos massivos de rádio. O repertório foi um presente generoso para os admiradores fiéis, incluindo joias orgânicas como a nostálgica “Flowers In Your Hair”, a contagiante “Submarines”, e a vibrante e divertida “Big Parade”. A força lírica e instrumental de “Gloria” também se fez presente, com a banda explorando de peito aberto os temas extremamente espinhosos do vício em álcool e do drama familiar, provando que o folk deles não tem medo de mergulhar nas sombras mais densas da experiência humana.

Conversas íntimas e um brinde aos “babacas”

The Lumineers. Foto: Daniel Outlander / Portal PopNow

A conexão espetacular entre The Lumineers e o público carioca se fortaleceu ainda mais nos preciosos momentos de pausa e afinação entre as músicas. Wesley Schultz, visivelmente comovido com a recepção ensurdecedora no Vivo Rio, não economizou nas palavras de afeto. Em um dos momentos mais bonitos do espetáculo, o vocalista parou para refletir sobre a jornada independente da banda: “Primeiramente, muito obrigado por saírem de casa esta noite. Nós passamos os últimos anos vendo tantas pessoas bonitas tendo os melhores momentos de suas vidas”.

Logo depois, Schultz abriu o coração sobre a sua duradoura irmandade com Jeremiah Fraites. Ao introduzir a delicada faixa “A.M. Radio”, ele revelou o peso daquela composição: “Esta próxima música é, de certa forma, sobre os últimos 20 e poucos anos em que eu e Jeremiah estivemos lutando e escrevendo músicas juntos”. O depoimento honesto arrancou aplausos acalorados, celebrando a fundação do som que mudou a vida de tantas pessoas presentes.

Outro momento que gerou frisson e muitas risadas de aprovação foi a ácida e bem-humorada introdução para a intensa faixa “Leader of the Landslide”. Com o copo erguido de forma despojada no palco, Wesley fez um brinde inusitado e muito direto: “Eu gostaria de fazer um pequeno brinde esta noite. Este brinde vai para todos os babacas na sala… aqueles que se apresentam como perfeitos para os outros, porque muitas vezes esses são os que estão escondendo os segredos mais sombrios em casa”. A sinceridade crua de suas palavras conectou-se de forma magistral com a energia catártica da noite.

O momento em que o palco ficou pequeno

The Lumineers. Foto: Daniel Outlander / Portal PopNow

Por mais que a execução musical da noite fosse absolutamente perfeita e os vocais estivessem cristalinos, o momento que de fato selou a apresentação e garantiu que este show entrasse para a galeria de melhores eventos do ano ocorreu de maneira totalmente surpreendente. Em uma demonstração de entrega física e confiança mútua sem precedentes, Wesley Schultz decidiu literalmente quebrar a barreira de segurança que separa o grande artista de seus devotos fãs.

No clímax emocional da noite, o vocalista abandonou os limites do palco. Munido apenas do seu microfone, da sua voz inconfundível e de muita coragem, ele desceu os degraus e mergulhou fisicamente na multidão. E não foi um aceno rápido; Schultz caminhou lentamente, imerso em um mar de pessoas. Ele atravessou os corredores formados improvisadamente pelos fãs extasiados, passando não apenas pela disputada pista premium (próxima ao palco), mas fazendo questão absoluta de andar pelas profundezas da pista comum do Vivo Rio.

O delírio foi geral. A atitude do músico garantiu que aqueles que haviam comprado os ingressos para o fundo da casa também tivessem o seu momento de olho no olho com o ídolo. Centenas de celulares iluminaram imediatamente o caminho do vocalista, criando uma constelação de flashes que refletiam os rostos maravilhados de quem agora podia cantar as letras ao lado dele. A equipe de segurança precisou manobrar rápido para conseguir acompanhar o ritmo do artista na massa pulsante, mas o respeito absurdo do público garantiu que a caminhada fosse segura e arrepiante. Era a materialização visual do que o The Lumineers sempre defendeu: música de alma, feita de forma próxima. Uma intimidade típica de um acústico na sala de casa, transferida com sucesso para os milhares de presentes.

O legado intacto e a estrada que segue

The Lumineers. Foto: Daniel Outlander / Portal PopNow

Quando os últimos acordes orgânicos desapareceram e as luzes do Vivo Rio finalmente se acenderam, a sensação era de uma purificação coletiva. O The Lumineers não apenas “cumpriu tabela” no Rio de Janeiro; eles vivenciaram a energia brasileira com a guarda baixa. A estreia calorosa desta nova etapa da turnê sul-americana estabeleceu um nível de excelência muito alto e deixou uma expectativa gigantesca para as próximas cidades que terão o privilégio de recebê-los.

Para os fãs que presenciaram a entrega de Wesley Schultz caminhando na pista, e para todos que puderam chorar e rir ao som de canções que marcaram épocas, a noite se transformou em um abraço musical inesquecível. A viagem pela América do Sul está apenas começando, mas a sintonia perfeita entre o The Lumineers e o Brasil provou, mais uma vez, que a chama do folk autêntico está mais quente e iluminada do que nunca.

The Lumineers Setlist Vivo Rio, Rio de Janeiro, Brazil 2026, Automatic World Tour
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Written By

Daniel Outlander é Diretor de Jornalismo do PopNow, speaker e estrategista de comunicação. Com mais de uma década de atuação, fundamenta sua prática em uma sólida formação: detém MBA em Marketing, Branding e Growth (PUC-RS) e é mestrando pela Escola de Negócios Europeus de Barcelona (ENEB). Sua carreira transita entre a gestão de crises e grandes coberturas. Foi assessor de imprensa de megashows como os de Lady Gaga e Madonna no RJ e cobriu os principais festivais do país. Como palestrante, subiu ao palco do Rio Innovation Week e teve seu trabalho reconhecido em duas edições do Digital Awards. Hoje, lidera a redação do PopNow com foco em inovação e crescimento.

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