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Taylor Swift solicita registro de marca para proteger sua voz e imagem em guerra contra IA

Taylor Swift. Foto: Divulgação

A loirinha não brinca em serviço quando o assunto é proteger o seu legado e a sua própria identidade! A cantora Taylor Swift, de 36 anos, teria entrado com pedidos legais de registro de marca para a sua imagem e a sua voz, com o objetivo de se blindar contra os avanços e o uso indevido da Inteligência Artificial (IA). As informações foram divulgadas pela conceituada revista americana Variety.

Marcas sonoras e a estética da Eras Tour

De acordo com a publicação, dois dos três pedidos solicitados pela artista seriam voltados especificamente para marcas sonoras que abrangem a sua voz inconfundível. As frases escolhidas para o registro foram “Hey, it’s Taylor Swift” e “Hey, it’s Taylor”.

Já a terceira marca registrada seria focada no aspecto visual, abrangendo uma fotografia altamente descritiva da estrela. A imagem em questão mostra Taylor Swift segurando um violão rosa com alça preta, vestindo um body iridescente multicolorido e botas prateadas. O cenário descreve um palco rosa em frente a um microfone também multicolorido, com luzes roxas ao fundo — uma clara e direta referência a um dos figurinos mais icônicos usados por ela na histórica turnê mundial “The Eras Tour”.

O trauma dos deepfakes e o alerta na indústria

Essa movimentação legal tem um motivo bem sério. Vale lembrar que, no ano de 2024, Taylor Swift foi uma das grandes vítimas da criação e disseminação de falsos nudes gerados por IA. A artista sofreu com os chamados “deepnudes” — uma vertente cruel dos “deepfakes”, termo usado para designar imagens ou vídeos que manipulam o rosto, o corpo ou a voz das pessoas de forma realista. Esse tipo de violação tem se mostrado um desafio cada vez mais frequente com a rápida popularização das ferramentas de inteligência artificial.

A forte atitude de Taylor Swift reflete uma preocupação crescente e urgente entre os profissionais da indústria do entretenimento. Há um temor real sobre o perigo e o potencial da inteligência artificial em “roubar” a capacidade e o direito dos artistas de controlarem as suas próprias vozes e imagens sem o seu devido consentimento.

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