Depois de cinco temporadas de nostalgia, sintetizadores, Demogorgons e batalhas épicas, a jornada de Hawkins finalmente encontrou seu desfecho. “Stranger Things” não foi apenas uma série; foi um fenômeno cultural que resgatou os anos 80 e viu seu elenco crescer diante dos nossos olhos. A “Parte 2” do final chegou à Netflix nesta quarta-feira (31), marcando o encerramento de um dos maiores sucessos da história do streaming.
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Com o lançamento do último episódio, a internet parou. Fãs ao redor do mundo correram para dar o play e descobrir quem sobreviveria à batalha final contra o Mundo Invertido. Mas, ao invés de um ponto final simples, os Irmãos Duffer entregaram um encerramento carregado de simbolismo e ambiguidade, gerando debates acalorados nas redes sociais. Se você já terminou a maratona, sabe exatamente do que estamos falando.
🚨 ALERTA DE SPOILER MASSIVO 🚨
A partir daqui, vamos discutir o final da série. Se você ainda não assistiu, salve este link e volte depois!
O grande mistério: Eleven morreu?
O clímax do episódio foi de partir o coração. Tudo indicava que Eleven (Millie Bobby Brown) havia se sacrificado, usando toda sua energia vital para destruir o Mundo Invertido e salvar seus amigos.
Porém, nos momentos finais, a série entrega uma reviravolta emocional. Mike (Finn Wolfhard) recusa-se a aceitar a morte da namorada. Ele reúne o grupo e revela uma teoria: a Eleven que viram no portal não era real, mas sim uma ilusão criada por Kali (a Número 008) para despistar o exército e permitir que Eleven fugisse para viver em paz, longe das garras do governo.
A série então mostra uma montagem onírica de Eleven caminhando em direção a uma vila tranquila com cachoeiras, enquanto o grupo, emocionado, diz em uníssono: “Eu acredito.”
A verdade dos criadores
Será que Mike estava certo ou foi apenas um mecanismo de defesa para lidar com o luto? Em entrevista à Netflix, Matt e Ross Duffer finalmente quebraram o silêncio sobre a cena.
A resposta é poética, mas talvez doa um pouco nos fãs mais literais. Segundo Matt Duffer, a cena trata da necessidade de esperança:
“O que queríamos fazer era confrontar a realidade da situação dela depois de tudo isso e como ela poderia viver uma vida normal”, explicou Matt Duffer. “Mike é o otimista do grupo e escolheu acreditar nessa história.”
Ross Duffer reforçou que o destino da heroína foi deixado intencionalmente em aberto:
“Ela vive nos corações deles, seja isso real ou não.”
O fim da magia da infância
Os criadores explicaram que, narrativamente, Eleven precisava “ir embora”. Como o governo ainda buscava reativar o programa secreto, não havia maneira segura de ela voltar a viver em Hawkins com seus amigos.
Para os Duffer, a partida de Eleven simboliza o fim da infância e a transição para a vida adulta.
“Para nós e nossos roteiristas, não queríamos tirar os poderes dela”, compartilhou Ross. “Ela representa a magia de muitas maneiras, e a magia da infância. Para que nossos personagens seguissem em frente e para que a história de Hawkins e do Mundo Invertido se encerrasse, Eleven tinha que ir embora.”
Ele concluiu explicando a beleza dessa escolha agridoce:
“Achamos que seria bonito se nossos personagens continuassem acreditando naquele final mais feliz, mesmo que não déssemos uma resposta clara se aquilo é verdade ou não. O fato de eles acreditarem nisso… pensamos que era uma maneira muito melhor de terminar a história e representar o encerramento dessa jornada.”
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