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PopEntrevista

#PopEntrevista: Conversamos com a vice-campeã do The X Factor Brasil, Jenni Mosello sobre sua nova faixa, ‘Disfarço’

Foto: Divulgação.

O que fazer quando é necessário disfarçar-se de si mesmo, mostrar que é mais forte, para se encaixar em uma situação? Mesmo com tantas conquistas na luta feminista, a mulher ainda é vista em uma posição menos privilegiada da sociedade, precisando, muitas vezes, mascarar certas fragilidades para ser aceita em determinados lugares.

Mas esse disfarce tem prazo de validade, e é sobre momentos com estes, em que não cabe mais esconder essa vulnerabilidade que canta Jenni Mosello em seu novo single ‘Disfarço‘. A composição da faixa é assinada pela própria artista, ao lado de Sa Lopez, Renato Frei, Jackie Apostel e Lucas Vaz, e a produção audiovisual ficou por conta de Hideki.

Na identidade do clipe, Jenni destaca sua conexão com a arte para além da reprodução da obra; a paixão da cantora pelo universo artístico fica evidente em cada detalhe, minimamente pensado para criar uma narrativa fluida e potente.

Com referências que passeiam pela arte renascentista, a melancolia e o pop alternativo, a cantora, que foi vice-campeã do The X-Factor Brasil, lançou o clipe e a música, e nós do Pop Now, pudemos conversar um pouquinho com a cantora sobre seu novo trabalho.

Foto: Divulgação.
  1. A letra de disfarça fala de suas vivências pessoais como mulher e de situações que você ja passou ou seria um reflexão sobre o atual momento em que vivemos? 

Eu acho que uma coisa não exclui a outra, quando eu escrevi ‘Disfarço’, eu escrevi pensando nas fragilidades, e eu como mulher tenho umas, a sociedade tem outras, mas acabamos falando no final do mesmo lugar, sobre ser livre, sobre ser você mesmo, e muitas vezes eu como mulher não consigo fazer isso pois existem barreiras, e a própria sociedade ás vezes é uma barreira, então acho que é uma conversa entre elas sabe? E a faixa veio pra mim como uma forma de cura, uma tentativa de falar com mais leveza sobre algo que pra mim já foi tão pesado, não conseguir me demonstrar frágil, eu nunca conseguiria por exemplo há 2 anos atrás falar que estaria lançando uma música sobre fragilidade sabe? Pois eu não sentia que as pessoas iam me acolher e me entender, que eu seria descartada por ser frágil e que ser humano não é frágil né? 

2. O que você não disfarça mais hoje em dia, e o que o seu eu do passado já disfarçou?

Em 2019 eu disfarçava mais coisas, depois da pandemia eu fiquei nem aí, porque o mundo pode acabar a qualquer momento, então essa de ficar se escondendo atrás de pano não é comigo mais, eu não sei o que vai acontecer com o mundo no dia de amanhã, sabe? Então não disfarço mais nada não. 

3. Qual foi o sentimento que te impulsionou a trazer para sua obra e trabalhos, um lugar de reflexão e pensamentos de se impor na sociedade, de adquirir um posicionamento, como você tem feito agora?

Essa sempre foi uma vontade minha, mas quando a gente decide ser artista na vida, a gente já cresce ouvindo que viver de arte é quase impossível, e eu ouvi de muitos produtores tóxicos no mercado que eu deveria me encaixar em uma caixa para ter sucesso, e que ter sucesso é tudo, e esses produtores trabalham com os maiores nomes do mercado, então eu acabava cedendo e fui me disfarçando do que queria pra poder de fato me encaixar. E ai acabei ficando depressiva, mal de cabeça, nada do que eu fazia me deixava feliz, e ai comecei a compor com outros artistas e acabei percebendo que o que estava de fato me fazendo mal eram aquelas pessoas e produtores que eu estava trabalhando, que eles eram tóxicos, e não a indústria da música. E naquele momento depois de várias sessões de análise inclusive, eu descobri que eu faço música porque é parte de quem eu sou e a partir do momento que eu estiver sendo falsa com meu público, eu estou sendo falsa comigo mesma, então eu não tenho a intenção de trabalhar no maior hit do país, eu só quero contar a minha verdade e quem eu sou.

Foto: Divulgação.

4. Como foi o processo de escolher a obra de maria madalena para seu clipe?

Quando eu comecei a estudar para a produção do meu disco, eu comecei a ler livros, ver documentários principalmente da história da mulher na arte, passei o ano de 2019 inteiro estudando sobre, e acabei descobrindo essa artista italiana que eu fiquei apaixonada, principalmente pelas suas obras mas também fiquei indignada pois eu morei grande parte da minha vida na Itália, estudei sobre arte por lá e nunca tinha ouvido falar nessa artista propriamente. Então acabei conversando com meu diretor, que me ajudou em disfarço e eu disse pra ele: essa obra, no caso melancolia de maria madalena, eu quero relacionar à musica que estarei lançando, pois fala sobre uma mulher que foi martirizada pela religião, e acho que me passa uma sensação da minha música, que fala sobre fragilidade, sobre o que eu passo. Todos os meus trabalhos tem alguma referência de alguma mulher que marcou a minha vida. 

5. O que você diria para a Jennie que estava no The X Factor, como uma espécie de conselho da Jennie que hoje está lançando disfarço e colocando suas fragilidades de maneira exposta?

Eu acho que falaria para ela se escutar mais, acho que a Jennie do the x factor tava no caminho certo mas ela levava muito em consideração o que os outros falam dela, e acho que somos sempre nós mesmos que entendemos melhor quem nós somos, e não os outros.

6. Qual o maior desafio na sua carreira e o maior sonho que almeja conquistar?

O maior desafio foi justamente chegar nesse lugar de paz espiritual que eu cheguei hoje e aceitar que é isso que eu quero fazer, e sem me intimidar com o que os outros vão pensar das minhas escolhas, meu sonho é poder chegar no final da minha vida e trajetória, olhar para trás e ter orgulho da artista que eu fui e de tudo que eu construiu, acho que é meu maior objetivo de vida.

Foto: Divulgação.

7. Quais artistas são sua referencia e que gostaria de colaborar no futuro?

Muita gente me inspira, inclusive mulheres, eu tenho uma playlist no Spotify inclusive só de mulheres que me inspiram, e acho que não só artistas do mundo da música me inspiram mas no mundo da arte também, de pintura, e dentro do mundo da música eu vim do Jazz, então é um mundo que eu também uso muito como referência, também tem a Billie Eilish que eu amo demais, no mercado brasileiro tem a Cleo que eu componho junto com ela, tem a Day, e tenho vontade de colaborar com todas essas que eu falei.

8. Quais as novidades para esse ano?

Muita música, tem bastante lançamento esse ano. Estou muito animada!

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