Pop

Madonna volta ao topo com ‘Confessions II’; produzido por Stuart Price, álbum traz parcerias com Sabrina Carpenter, Feid e revela dores familiares

O mundo pop parou na última sexta-feira, 3, para receber o 15º álbum de estúdio de Madonna. Rompendo um jejum de sete anos sem lançamentos completos, a Rainha do Pop entregou exatamente o que prometeu: um retorno triunfal às pistas de dança com Confessions II, a cobiçada sequência do marco cultural e musical de 2005. Recebido com aclamação universal pela crítica, o disco retoma a parceria de ouro com o produtor Stuart Price para celebrar o hedonismo noturno, misturando batidas nostálgicas com confissões profundamente dolorosas e íntimas.

Raio-X de “Confessions II”:

  • Estrutura Contínua: Assim como o original de 2005, o disco é projetado como um DJ mix contínuo (sem pausas entre as 16 faixas).
  • Participações de Peso: O projeto conta com colaborações de Sabrina Carpenter, Stromae, Martin Garrix, Feid e de sua filha, Lola Leon.
  • Aclamação Crítica: A prestigiosa revista Variety cravou que o disco é “facilmente o melhor álbum de Madonna em duas décadas”.
  • Homenagens e Feridas: O terço final do álbum abandona o ritmo acelerado para mergulhar em temas de luto, mágoas familiares e reconciliação.

O clube como igreja e a pista como absolvição

Ouvir Confessions II é ser imerso na mística de uma pista de dança às escuras. Ao invés de tentar recriar milimetricamente hinos esmagadores como “Hung Up”, Stuart Price opta por construções graduais, fundindo house, disco, garage e techno. Assim, o projeto apresenta “produções cerebrais e exuberantes focadas no clube como igreja e na dança como trabalho espiritual”.

O ápice nostálgico do registro ocorre na faixa “Danceteria”, a qual serve como um chamado de acasalamento da Geração X. Usando o mesmo recurso de narrativa falada de “Vogue”, a cantora homenageia a boate de Nova York que frequentava no início da carreira, citando lendas do passado como Nile Rodgers e Jean-Michel Basquiat.

“Madonna atua como uma força central de aterramento de uma forma que ela não fez em ‘Rebel Heart’ e ‘Madame X’, álbuns que ou perseguiam tendências de perto demais ou as evitavam completamente. ‘Confessions II’ tem batimento cardíaco e identidade sonora”, destacou a Variety em sua resenha 5 estrelas.

O luto e os ajustes de contas familiares

As BPMs (batidas por minuto) começam a cair e o sol promete nascer quando o álbum entra em seu ato final. É nas últimas faixas que Madonna mostra o motivo de o disco carregar o nome “Confissões”. Em “Fragile”, uma sombria balada garage, ela homenageia seu falecido irmão, Christopher Ciccone, com quem teve uma ruptura amarga em 2008: “Você disse: ‘Não se esqueça de mim, não se esqueça de ser feliz’ / Então espero que tenha encontrado um lugar mais alto.”

Logo na sequência, a cantora dispara o seu veneno mais letal em “Betrayal”, um ataque direto à sua madrasta recém-falecida, Joan Ciccone, cantando firmemente que ela “nunca ocupará o lugar da minha mãe”.

O coração emocional do disco, contudo, é o poderoso dueto com sua filha de 29 anos, Lola Leon. Em “The Test”, Madonna pede desculpas pelo peso da fama que infligiu à herdeira. “Eu tentei te colocar em um pedestal / Não pensei em como isso poderia perturbar ou machucar / Eu gostaria de saber a dor que causei”, canta a estrela, enquanto sua filha devolve com compreensão compassiva. É um momento de rara fragilidade materna para a artista de 67 anos.

Tracklist Oficial de Confessions II

Confira as 16 faixas que compõem o aclamado e imersivo 15º álbum de estúdio de Madonna:

#FaixaParticipação Especial
01I Feel So Free
02Love Sensation
03Bring Your Lovefeat. Sabrina Carpenter
04Everything
05Danceteria
06Good for the Soul
07Love Without Words
08Bizarrefeat. Martin Garrix
09School
10My Sins Are My Saviorfeat. Stromae
11Read My Lipsfeat. Feid
12Fragile
13Betrayal
14The Testfeat. Lola Leon
15L.E.S.

Ouça “Confessions II”:

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