Um juiz federal nos Estados Unidos encerrou totalmente o processo de assédio e discriminação movido por Asha Daniels, ex-designer de guarda-roupa da turnê de Lizzo. A acusadora alegava ter enfrentado uma “cultura de racismo e bullying” nos bastidores, mas o tribunal concluiu que não havia provas suficientes para sustentar as acusações.
Resumo da Notícia:
- Fim do Processo: O juiz Fernando Aenlle-Rocha concedeu um julgamento sumário a favor da empresa Big Grrrl Touring, arquivando o caso movido por Asha Daniels.
- As Acusações Iniciais: A ex-funcionária alegava ter sofrido assédio sexual e discriminação racial, de gênero e de deficiência durante a etapa europeia da Special Tour.
- Decisão do Juiz: O tribunal entendeu que os incidentes de cunho sexual relatados foram isolados e não direcionados à acusadora, e que não havia provas de calúnias raciais no ambiente de trabalho.
- Caso Pendente: Apesar desta vitória, um processo separado movido em 2023 por três ex-dançarinas de apoio contra Lizzo ainda segue tramitando na justiça.
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Falta de provas e “tribulações normais” do trabalho
Lizzo já havia sido retirada pessoalmente do caso em 2024, mas nesta terça-feira (1º de setembro de 2026), a ação contra sua empresa de turnê foi oficialmente rejeitada e encerrada. A acusadora apontou “gestos obscenos” e piadas de um colega de trabalho masculino (que gostava de doces em formato de pênis) como prova de um ambiente hostil para as mulheres. No entanto, o juiz declarou que as atitudes, embora inapropriadas e não profissionais, não demonstraram tratamento díspar entre homens e mulheres.
“Não há evidências para sugerir que Nomura [gerente de guarda-roupa] tenha proferido um insulto racial ou se referido a qualquer pessoa negra específica ou a pessoas negras em geral usando linguagem racialmente ofensiva”, declarou o juiz Aenlle-Rocha ao rejeitar as acusações de viés racial.
Reações das defesas e próximos passos
A advogada de Lizzo, Melissa Y. Glass, comemorou o resultado, classificando a decisão como uma “vitória total para Lizzo” diante de uma ação “absurda”. Segundo a defesa, eles agora estão explorando todos os caminhos para fazer valer os direitos da cantora após essa grande vitória. Anteriormente, os advogados de Lizzo já haviam descrito Asha Daniels como uma ex-funcionária descontente em busca de publicidade gratuita.
Por outro lado, Ron Zambrano, advogado principal de Daniels, expressou decepção com a decisão. Ele argumentou que o tribunal avaliou as evidências de forma muito restrita, em vez de considerar o impacto cumulativo de um ambiente de trabalho sexualmente carregado, e afirmou que a equipe está considerando os próximos passos apropriados.
O processo das dançarinas ainda continua
Embora este caso tenha sido resolvido, o mundo da música aguarda o desfecho do processo inicial que chocou o público em 2023. Três ex-dançarinas de apoio continuam processando Lizzo por assédio sexual, weight-shaming (vergonha do corpo/peso) e discriminação. O juiz permitiu que grande parte dessas alegações seguisse para julgamento, uma decisão que os advogados da estrela pop estão apelando atualmente, alertando que o processo poderia limitar o direito de Primeira Emenda da cantora.
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