Rock

Foo Fighters encerra 1º dia do Rock in Rio 2026 com show direto, catártico e chuva de hits

Quando as luzes do Palco Mundo se acenderam na noite desta sexta-feira (4), o Foo Fighters não precisou de muito esforço para provar por que é uma das maiores bandas de rock das últimas três décadas. O grupo encerrou o primeiro dia do Rock in Rio 2026 entregando exatamente o que os fãs queriam: uma enxurrada de hits incontestáveis, energia inesgotável e um Dave Grohl regendo a plateia carioca como um verdadeiro maestro.

Resumo da Notícia:

  • Show Apoteótico: A banda encerrou a primeira noite do festival com um setlist poderoso de 19 músicas ao longo de duas horas.
  • Nova Formação: Ilan Rubin fez sua grande estreia no Brasil com a banda, assumindo a bateria e entregando um solo memorável.
  • Resgate Histórico: O repertório surpreendeu com raridades como “Marigold” (da época do Nirvana) e “Exhausted” (de 1995).
  • Emoção Pura: A já tradicional performance de “Aurora” serviu como um belo tributo ao saudoso Taylor Hawkins.

Dave Grohl e a espinha dorsal de sucessos

Mostrando estar em ótima condição vocal, Grohl conduziu um espetáculo focado quase que inteiramente nos momentos mais brilhantes da extensa discografia da banda. O público cantou junto a plenos pulmões a espinha dorsal do show, que incluiu hinos absolutos como “All My Life”, “The Pretender”, “Times Like These”, “My Hero”, “Learn to Fly” e “Walk”.

A cada refrão explosivo, a conexão entre a banda e a multidão reforçava o status do Foo Fighters como o headliner perfeito para fechar uma noite que já havia sido marcada por muita nostalgia e guitarras pesadas.

A aguardada estreia de Ilan Rubin

Um dos pontos mais observados pelos fãs mais fervorosos foi a performance da bateria. A principal novidade da formação foi a presença de Ilan Rubin, que assumiu as baquetas de forma oficial após a saída de Josh Freese. O músico não apenas deu conta do recado mantendo o peso característico da banda, como ganhou os holofotes ao entregar um solo empolgante durante a execução de “Monkey Wrench”.

Surpresas acústicas e memórias do Nirvana

O setlist trouxe mudanças bem-vindas em relação à última passagem do grupo pelo Brasil, no The Town de 2023. Grohl abriu espaço para um set acústico mais encorpado, inserindo “Wheels” e a raríssima “Marigold”. Esta última, inclusive, tem um peso histórico gigante: a faixa foi registrada originalmente por Grohl no álbum Pocketwatch (sob o pseudônimo Late!) e, posteriormente, ganhou uma icônica versão pelo Nirvana.

Tributo e o grand finale

O momento de maior catarse emocional aconteceu durante “Aurora”. A música do álbum There Is Nothing Left to Lose já carregava um carinho especial por parte da banda, mas ganhou um significado profundo e doloroso ao ser dedicada ao eterno Taylor Hawkins, baterista falecido em 2022. O público respondeu com aplausos e luzes de celular, criando um mar de estrelas na Cidade do Rock.

A apresentação caminhou para o seu fim resgatando “Exhausted”, um presente direto do primeiro disco do Foo Fighters, e foi finalizada de forma apoteótica com a imortal “Everlong”, fechando as duas horas de show e provando que, não importa quanto tempo passe, o caos ainda é o combustível perfeito para Grohl e sua trupe.

Os Detalhes do Show

MomentoO que aconteceu
BateriaIlan Rubin fez sua estreia em solo brasileiro e protagonizou o solo de “Monkey Wrench”.
Set AcústicoA banda puxou o banquinho para tocar “Wheels” e a histórica “Marigold” (gravada também pelo Nirvana).
HomenagemA faixa “Aurora” foi inteiramente dedicada à memória de Taylor Hawkins.
Encerramento“Exhausted” (do álbum de estreia) abriu caminho para o gran finale com “Everlong”.

Setlist

1 “All My Life
2 “The Pretender
3 “Times Like These
4 “Rope
5 “Stacked Actors
6 “My Hero
7 “Learn to Fly
8 “These Days
9 “Walk
10 “Wheels” (acústica)
11 “Marigold” (Nirvana; acústica)
12 “Monkey Wrench
13 “Breakout
14 “Window
15 “The Sky is a Neighborhood
16 “Aurora
17 “Best of You
18 “Exhausted
19 “Everlong

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