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Fernanda Abreu. Foto: Reprodução / Instagram (@fernandaabreureal)

Brasil

Fernanda Abreu celebra o amor pelas pistas de dança em ’30 Anos de Baile’

Fernanda Abreu. Foto: Reprodução / Instagram (@fernandaabreureal)

Em 1990, o Brasil vivia o auge da lambada e da música sertaneja enquanto os mais modernos curtiam lançamentos gringos que bebiam na fonte da dance music. Madonna, Dee Lite, Black Box, Erasure, Snap, Technotronic e Soul II Soul espalhavam pelas ondas do rádio e nos clubs das grandes cidades brasileiras um pouco do que rolava nas pistas dos EUA e da Europa. Até que surgiu uma cantora carioca que mudaria o jeito da gente entender a música pop dançante produzida no Brasil.

A revolução veio pela voz, letras e atitude cool de Fernanda Abreu, cantora que o país todo já conhecia desde os anos 80 por seu trabalho com a banda Blitz. Mas, o que ela apresentaria ao país, na estreia de sua carreira solo, em fevereiro de 1990, com o lançamento de “A Noite”, primeiro single de seu álbum de estreia, “SLA Radical Dance Disco Club, mudaria tudo de lugar.

Pra começo de conversa, era um disco de autoafirmação feminina, já que conclamava a criação de um “dance disco clube radical da Sampaio de Lacerda Abreu”, sobrenome de Fernanda, o SLA do nome do disco.

Começando pela capa, preto e branca e desfocada, Fernanda não era mais aquela garota solar da Blitz. A “nova” Fernanda Abreu era da noite, vestida pra boate e munida de samples e batidas eletrônicas até os dentes. Fernanda propunha uma revolução e sabia que seria televisionada (pela MTV, inclusive).

Assim como “A Noite”, o resto do álbum apresentava ao público uma música pop com beat eletrônico, um estilo até então inédito no país, com samples e sequenciadores. Uma linguagem nova. Uma ousadia para uma grande gravadora peitar.

Fernanda Abreu. Foto: Reprodução / Instagram (@fernandaabreureal)

Quando mostrou as primeiras demos do que viria a ser SLA Radical Dance Disco Club” à EMI, Fernanda ouviu do então diretor da gravadora, Jorge Davidson: “Adorei, que coisa diferente. Mas, você sabe, não tem mercado no Brasil pra essa coisa dançante”. A resposta de Fernanda foi assertiva: “Não tinha, vamos inaugurar! Acredita que vai dar certo”. O resto é história. Fernanda se tornou a nossa rainha da dance, do funk, do sample, da música black de baile e, principalmente, dos DJs.

E é sobre essa longeva e simbiótica relação, de Fernanda com o universo DJ, que se descortina agora “Fernanda Abreu: 30 Anos de Baile, um disco que reúne 15 DJs/produtores com a deliciosa missão de remixar o filé dançante dos 30 anos de carreira solo da cantora e bailarina.

A lista de convidados é eclética e traduz o panorama da pista de dança hoje no Brasil, cobrindo estilos diversos, do funk ao trap, da house ao techno, do rap ao electro, representados por nomes da atual geração, como Vintage Culture, Gui Boratto, Bruno Be, Tropkillaz, Fancy Inc e DJs clássicos, que ajudaram a erguer as paredes dos bailes, como Corello DJ, Zé Pedro, Dennis DJ e Memê, este último encarregado de fazer a direção artística do álbum. Além do grande elenco de remixers, há também no disco as participações especialíssimas dos rappers Emicida e Projota.

No álbum, os convidados puderam repaginar para as pistas de dança, cada um à sua maneira, clássicos absolutos da discografia de Fernanda Abreu, como “Jorge da Capadócia” (que ganhou remix de Gui Boratto), “Kátia Flávia, A Godiva de Irajá” (em versão de Bruno Be), “Veneno da lata” (by Tropkillaz), “Você pra mim” (que ganhou feat de Projota, com remix de Dennis DJ), “Outro sim” (repaginado por Ruxell, com vocais de Emicida).

Ouça:

Durante todos esses anos de convivência, percebi com clareza que Fernanda sempre apostou fichas nos DJs, criando com eles um laço carinhoso de convivência, harmonia e respeito”, destaca Memê, que também assina, ao lado da cantora, a produção executiva de “Fernanda Abreu: 30 Anos de Baile”.

É bom lembrar que Memê, aka do DJ e produtor musical Marcello Mansur, é um dos maiores nomes da nossa house music, além de ser um mestre em misturar, com a precisão cirúrgica de um mixologista, música pop e eletrônica, feito que o consagrou em parcerias com artistas como Lulu Santos, Shakira, Gabriel O Pensador, Tim Maia, além da própria Fernanda.

É tanta história e serviços prestados à música dançante brasileira nesses 60 anos de vida de Fernanda Abreu, data celebrada no dia 8 de setembro último, que só um disco de remixes não seria capaz de festejar tanto suingue e sede de baile. O lançamento acabou se desdobrando em um álbum com 13 faixas e outro com oito extended versions, mais próprias pra tocar nas pistas.

Desde o lançamento do meu primeiro disco, ‘SLA Radical Dance Disco Club’, em 1990, eu recebo o carinho e o entusiasmo dos DJs com meu som. E agora, 30 anos depois, é muito prazeroso para mim celebrar essa parceria lançando esse projeto, ‘Fernanda Abreu 30 Anos de Baile’, prestando uma homenagem a essa cena que amo tanto e fortalecendo ainda mais essa parceria nas pistas, nas festas e nos bailes”, afirma a cantora.

Fernanda Abreu tem não apenas o corpo flexível e atlético que os anos como bailarina a ajudaram a moldar, mas também sua alma e mente aspiram o novo. Por isso, seu próximo projeto já está em andamento. “Em 2022, vem aí ‘30 Anos de Baile por Elas’ (nome provisório), remixado só por mulheres DJs e produtoras musicais desse nosso Brasil“, adianta Fernanda.

Fernanda Abreu. Foto: Reprodução / Instagram (@fernandaabreureal)

Ao longo de oito discos de estúdio, dois registros ao vivo (DVDs), 23 singles, quase 20 videoclipes nesses 31 anos de carreira solo, a biografia de Fernanda afrontou padrões e misturou o que não era misturável: uniu funk com batuque, usou samples e bateria eletrônica para fazer música pop, cantou seu amor pelos DJs citando a nata dos bailes, de Ademir Lemos a Monsieur Limá (em “Baile da Pesada”), trouxe a dança para o front, introduziu o funk carioca para a Zona Sul e, por fim, criou uma identidade brasileira de fazer dance music.

A inspiração pode até ter vindo de fora, de ícones como Madonna, Michael Jackson e Prince, mas Fernanda traduziu como ninguém o pop internacional para o nosso clima tropical e caótico, eternizando frases como “Rio 40 graus, cidade maravilha, purgatório da beleza e do caos” ou “Dá gosto de ver a inteligência movendo um corpinho como esse”, tirada da música que virou sinônimo dela mesma, “Garota Sangue Bom”.  

Se hoje não existem barreiras para produções eletrônicas com vocais em português é porque, 31 anos atrás, lá estava Fernanda abrindo trilhas quando tudo era mato. Junto com ela, atuando como seu fiel elenco de apoio, estavam os DJs. Que comece esse baile da pesada, com alto e bom som!

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Jucilene, pernambucana, nascida em Recife. Sou formada em Serviço Social, mas me encontrei na Publicidade e curso Produção Publicitaria. Sou apaixonada por musica e redes sociais.

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