A cidade de Nova York foi palco de uma reunião histórica que celebrou a música, a amizade e o ativismo social. No último sábado (13 de junho de 2026), Bruce Springsteen foi o grande homenageado da noite no BMCC Tribeca Performing Arts Center, onde recebeu o prestigiado prêmio Harry Belafonte Voices for Social Justice Award durante o Tribeca Film Festival. A honraria foi entregue por ninguém menos que Bono, líder do U2, em uma cerimônia repleta de discursos emocionantes e uma performance surpresa que uniu os dois astros à lendária Patti Smith.
Resumo da notícia:
- Homenagem de peso: Bruce Springsteen foi condecorado por seu impacto na música e por sua atuação ativa em causas sociais, recebendo o prêmio das mãos de Bono.
- Discurso cinematográfico: Introduzido por Robert De Niro e Jane Rosenthal, Bono relembrou o ano de 1975 e exaltou a genialidade poética e visual das composições de Springsteen.
- Performance colaborativa: Patti Smith subiu ao palco e convocou os dois amigos para uma versão enérgica e memorável do hino “People Have the Power”.
- Encerramento intimista: Sozinho no palco com seu violão, o “The Boss” encerrou a noite com uma performance acústica e emocionante de “Land of Hope and Dreams”.
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- Encontro de lendas: Bruce Springsteen recebe prêmio das mãos de Bono e divide o palco com Patti Smith
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Bono exalta o lado cinematográfico de ‘The Boss’
Ao subir ao palco, Bono fisgou a atenção do público ao fazer uma viagem no tempo até agosto de 1975, época em que tinha apenas 15 anos de idade e testemunhou o lançamento de obras que mudaram sua vida, como o álbum Born to Run de Springsteen, Horses de Patti Smith e o filme Taxi Driver, estrelado por De Niro. O vocalista do U2 destacou a profunda amizade que une os dois desde 1987 e definiu o amigo como a própria personificação da poesia e da identidade americana.
Um dos pontos altos do tributo foi quando Bono elogiou o fato de Springsteen nunca ter aceitado trabalhar como ator em Hollywood, preferindo criar verdadeiros filmes através de suas canções. Citando trechos de faixas icônicas como “Thunder Road” e “Nebraska”, Bono comparou a escrita de Bruce ao estilo visual do aclamado diretor de cinema Terrence Malick, definindo o cantor como uma figura genuinamente cinematográfica.
“Estamos vivendo um dos tempos mais divisivos pelos quais passei desde o final dos anos 60. A América é um argumento sagrado. Não fomos feitos para concordar o tempo todo, nascemos no desacordo. É uma discussão abençoada que você deve ter todos os dias com seus concidadãos. A chave é manter esse argumento reconhecendo a humanidade comum e a dignidade do outro, e isso é o que está em falta no momento”, refletiu Bruce Springsteen em um debate sincero com Bono sobre o atual cenário político norte-americano.
Arrependimento comercial e a união com Patti Smith no palco
Em um momento mais descontraído da conversa, Bono relembrou a época em que tentou convencer Springsteen a ceder a música “Girls in Their Summer Clothes” para um comercial da marca Gap, como parte de sua famosa campanha beneficente (RED). Na ocasião, Bruce recusou a proposta, mas admitiu no palco do festival que se arrepende da decisão. “Foi um grande erro, eu deveria ter dito sim. Eu amo aquela música e, se tivesse aceitado, as pessoas teriam a chance de ouvi-la na TV como se fosse um grande hit. Preciso te pedir desculpas”, confessou o astro sob risos da plateia.
Logo após o bate-papo, a lendária Patti Smith e seu parceiro de banda Tony Shanahan subiram ao palco para parabenizar o amigo. Após dedicar a faixa “Peaceable Kingdom” para as crianças de todo o mundo que sofrem com as guerras e doenças, Patti preparou o terreno para o momento mais aguardado da noite. Embora muitos esperassem uma performance do clássico “Because the Night”, a cantora decidiu surpreender e iniciou os acordes do hino ativista “People Have the Power”.
Bono, que inicialmente assistia à apresentação dos bastidores sem planos de cantar, foi calorosamente convocado por Patti Smith para retornar aos refletores. Em questão de segundos, a equipe técnica providenciou um microfone para o líder do U2, criando um momento apoteótico com o trio dividindo os vocais em uníssono. Para encerrar a noite histórica com chave de ouro, Springsteen assumiu o palco sozinho com seu violão e dedicou uma versão terna e intimista de “Land of Hope and Dreams” para sua esposa e para Pam Belafonte, deixando uma mensagem final de otimismo para o público presente.
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