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Brasil

Em entrevista exclusiva, Isadora fala sobre o papel da mulher na indústria musical e o novo álbum ‘M21’

Isadora. Foto: Divulgação.

Em uma sonoridade envolvente, a voz promissora da cantora Isadora, revelação do R&B no Brasil, dá vida ao propósito de homenagear e empoderar ainda as mulheres que lutam todos os dias por seus direitos e liberdade. E foi no Dia Internacional da Mulher, que a cantora divulgou a música ‘Mulher 21’, que traz à tona o poder dessa figura moderna para sociedade e valorizar seus processos internos e para com os outros. Em uma produção predominantemente feminina, a canção e o clipe já estão disponíveis em todas as plataformas digitais.

‘Mulher 21’ é a faixa de estreia do projeto autoral e homônimo da artista, que é um verdadeiro mergulho pelo universo feminino, abordando as mais diversas formas de relacionamento da mulher, numa pegada que transita entre o Pop, o R&B e o Neo Soul. A composição é assinada pela própria Isadora, ao lado de Tállia, com produção e mixagem por Silvera. Para o clipe, a equipe foi formada apenas por mulheres.

Com lançamento ainda para o primeiro semestres deste ano, o álbum será composto por dois “lados”: o A, com três músicas autorais e três versões de grandes sucessos em português, e o B, em inglês, também com duas autorais e três releituras. Toda força e potência da mulher representadas ao longo de 11 faixas cirurgicamente escolhidas para representar essa era de empoderamento.

Foto: Divulgação.

E para contar mais detalhes sobre as inspirações que levaram a artista à falar sobre o papel da mulher na sociedade, o PopNow bateu um papo exclusivo com Isadora, que nos revelou até informações exclusivas de seu álbum em português e inglês, que chega em breve! Confira!

  1. Na sua trajetória musical, qual foi o momento em que você percebeu que deveria abordar em suas letras e músicas o tema da mulher na sociedade? Teve algum momento da sua vida que te fez refletir sobre isso?

Antes desse projeto, eu lancei um EP, que foi o meu primeiro trabalho autoral e eu falava muito sobre relacionamentos, mas depois avaliando todo o trabalho, percebi que eu já me posicionava como uma mulher independente e segura de si e claro que como toda mulher passa por situações não tão positivas durante relacionamentos, então eu pensei bastante sobre isso e quando eu estava refletindo sobre um futuro trabalho, eu pensei: poxa acho falta falar sobre esses assuntos, no meu novo EP eu trato também sobre relacionamentos, e essa música ‘Mulher 21’, é a principal do EP, então eu fiquei me perguntando como seria falar mais diretamente sobre esse tema em uma música. Acho que é um trabalho que eu vou me conectar ainda mais com as mulheres e eu estou empolgada por isso.

2. De que maneira você acha que falar sobre esse tema em suas músicas, pode contribuir para a luta feminista, contribuir para gerar reflexão nas pessoas que não sabem muito sobre o tema ou são ignorantes sobre?

Acho que como artistas mulheres, nós somos porta-voz para muitas mulheres que ainda se sentem oprimidas que não tem voz. A gente ainda vê um reflexo muito grande disso quando analisamos dados, o Brasil continua sendo o quinto país que mais mata mulher no mundo por conta da violência doméstica, e quando a gente começa a internalizar isso, a gente entende o quanto é importante conversas sobre esse assunto e vejo que não são todas as mulheres que tem fácil acesso às leis que deveriam favorecer as mulheres, porque aqui no país a lei não consegue ser aplicada de maneira correta. Quantos homens não vemos sendo impunes de crimes, todos os dias? Eu acredito que as mulheres de baixa renda não tem acesso a essas informações, mas não tem um fácil acesso, então acredito que o papel do artista é propagar isso ao máximo, e conversar abertamente em uma entrevista, no rádio, na música, então meu papel é esse, exaltar e refletir o papel da mulher na sociedade.

Foto: Divulgação.

3. As suas letras são baseadas nas suas vivencias pessoais e sentimentos, ou são mais reflexões de assuntos que rolam pela sociedade? Também podem ser os dois, né?

Exatamente. É isso que você falou no final, tem um pouco do dois, pois eu acho muito bacana como artista sempre se colocar no lugar do outro, porque a gente cria essa vulnerabilidade, então é importante ouvir o outro, a gente não deixa de ser um contador de história né? Então eu fico ‘puxa já ouvi isso aqui, então talvez eu possa aprofundar mais esse tema’, mas é muito também mais sobre o momento que eu estou vivendo, e pode também ser sobre situações que eu possa ter passado. Hoje me encontro em um lugar muito mais maduro e mais segura para poder falar sobre assuntos que me representam.

4. Analisando toda sua trajetória, qual conselho você daria para a Isadora que estava começando a carreira la no The Voice? O que você aprendeu e amadureceu com o passar desse tempo?

Eu tinha 19 anos quando entrei no ‘The Voice’, e hoje com 26 anos foi uma longa jornada, uma longa caminhada mas faz parte do nosso aprendizado, e eu sempre tive todo o apoio da minha família, da minha equipe para trilhar os meus caminhos, mas o que eu diria para ela é que a gente tem que ser o que melhor nos representa, o que nos satisfaz, que nos completa, fazendo as melhores escolhas que convém pra gente, e também falaria no termo feminino, que ele é totalmente flexível, a gente não precisa se esconder, tempo que ser o que somos, e hoje com essa maturidade, eu acho que diria isso a ela. Sei qual é meu propósito aqui e então falaria para ela ‘calma Isadora, as coisas tem que acontecer no seu tempo’.

Foto: Reprodução.

5. E quais são suas maiores influências na carreira? Artistas, ritmos musicais, o que mais te inspira?

Isso é uma pergunta difícil porque eu fui criada em um ambiente musical bastante eclético, minha mãe era mais fã da música popular brasileira, como Sandra de Sá e meu pai gostava mais do internacional, uma coisa mais funk/soul, um rock clássico, e então depois disso na adolescência, eu acabei misturando essas fontes, utilizei delas para escolher meu gosto musical, que é mais o R&B, um pouco do pop também mas sempre busquei ouvir Jazz, estudar, sou formada também em canto lírico, então a música clássica está presente nos meus estudos. Amo artistas como Whitney Houston, Steve Wonder, Mariah Carey, Beyoncé, e dentro disso tudo vou buscando o que melhor me representa. A música ‘Mulher 21’ inclusive é inspirada na faixa da Destiny Child, ‘Independent Woman’. No Brasil meu grande xodó e o Djavan, sou apaixonado por ele e sempre me inspiro muito com ele. Da galera nova, acho a Iza uma rainha!

6. Você tem vontade de colaborar no futuro com algum artista no futuro? Algum sonho grande?

Eu tenho muita vontade de gravar com alguma cantora rapper, seja essa artista qual for, a Iza por exemplo é uma super referência pra mim, pois ela é pop e R&B, e então eu queria muito uma parceria pois além de combinar, seria Iza e Isadora, então poderíamos até formar uma dupla sertaneja. Admiro também o trabalho da Gloria Groove, eu amei os últimos lançamentos dela e amo a voz, então super gostaria também!

7. Falando do seu álbum, ele chega com um lado A e um Lado B, onde em um disco você foca nas músicas em português enquanto o outro é composto por faixas em inglês, o que você pode adiantar para gente sobre esse novo projeto?

Esse projeto se chama M21 a parte em português e W21, a parte em inglês, onde o M vem de mulher e o W de Woman, e tentei com esse disco mostrar os dois lados da Isadora, o lado brasileiro que consome e canta músicas em português, mas também tem um lado internacional já que eu morei a minha adolescência inteira fora do Brasil e acabei crescendo muito nessa atmosfera de músicas internacionais e músicas em inglês e foi assim que comecei a cantar, então faz parte da minha trajetória e da minha história. Então minha sugestão de dividir, foi de mostrar esses dois lados, já que meu nome também já apareceu de uma forma em inglês no mercado com a parceria com o DJ Bruno Martini, na faixa ‘When The Sun Goes Down’, então quis dar uma continuidade à isso e também o álbum possui reinterpretações de músicas já lançadas e compostas por mulheres, tanto da cena brasileira como da americana. Eu to muito feliz com o resultado desse trabalho, e vamos lançar a primeira parte em português e em Abril a parte em inglês.

8. Qual o maior desafio para você, como mulher, na indústria musical?

A indústria musical ainda é muito composta por homens no poder, como executivos, donos de gravadoras, empresários, donos de casas de eventos, músicos, produtores, a galera da parte do audiovisual também, basicamente composta por homens e isso não é um problema, só deveria existir um espaço maior e equilibrado para as mulheres, e isso acaba sendo desconfortável para as mulheres também, por exemplo, o corpo da mulher sempre foi muito hipersexualizado, no meio do entretenimento, por isso acho importante equipes serem feitas tanta igualmente de homens e mulheres. Eu acho que estamos aos poucos conquistando nosso espaço e acredito que nossa função é aquele clichê, segurar na mão uma das outras e se apoiar e se ajudar. O clipe por exemplo de Mulher 21, é composto por uma equipe 100% de mulheres, e todas elas me agradeceram e falaram justamente o ponto que eu levantei: ‘essa é a primeira vez que trabalho em um ambiente só com mulheres’, então é muito gratificante.

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