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Dia Internacional da Mulher: Raquel Virgínia fala sobre o papel da mulher trans na música e no mundo

Raquel Virgínia é, junto com Assucena Assucena, vocalista da banda As Bahias e a Cozinha Mineira (que explodiu por aqui em meados de 2015).

As duas, que se conheceram na Universidade de São Paulo durante o curso de História, são multitalentosas. E muito vocais sobre a importância de, como mulheres trans, ocuparem espaços outrora destinados às pessoas cisgênero (aquelas que se identificam com o gênero atribuído a elas durante o nascimento e socialmente).

No dia Internacional da Mulher, nós reafirmamos a importância de pensar sobre todas as mulheres: as negras, as brancas, as indígenas, as que vêm de inúmeras outras etnias, as heterossexuais, as LGBTQI+. Pensar “a mulher”, como um grupo homogêneo, é pensar em algo que não existe.

Com isso em mente, guardamos com carinho a entrevista que Raquel Virgínia nos deu, na ocasião do WME Awards (evento feito de mulheres para mulheres, que ocorreu no finalzinho do ano passado e homenageou Gal Costa), para o dia de hoje.

O contexto é o seguinte: para homenagear Gal Costa, foram chamadas as cantoras Ana Cañas, Preta Gil, Cleo, Assucena Assucena, Raquel Virginia e Aíla.

Na ocasião, as vocalistas de As Bahias e a Cozinha Mineira foram indicadas na categoria “Melhor Cantora”. Embora não tenham levado o prêmio, que foi dado para a cantora Pitty, a presença de duas mulheres trans em uma categoria normalmente voltada para mulheres cis foi recebida com muito carinho.

Isto dito, aproveite o nosso bate-papo abaixo.

POPNOW: Você é um fenômeno, é um acontecimento. Você, como mulher trans, como se sente representada em um evento como esse, feito por mulheres, para mulheres, em um dos países que mata mais mulheres no mundo? Qual é a importância e necessidade desse evento?

RAQUEL: Bom, primeiro obrigada pelos adjetivos! Eu fico muito feliz que eu tenha passado essa mensagem de… persuasão mesmo, sabe? Eu acho que esse prêmio teve uma função muito importante na minha vida, na minha carreira, que foi justamente nos colocar numa categoria tipicamente de gênero, que é a categoria de melhor cantora. Estar ali concorrendo ao lado de cantoras cis, normativas… Ocupar esse espaço foi muito importante para mim, para a minha carreira, e eu agradeço muito a esse prêmio por ter um comportamento interseccional. É um prêmio para mulheres, mas é um prêmio interseccional. Todas as mulheres estão sendo representadas. Eu fico muito feliz e muito honrada em representar as mulheres trans… e as mulheres trans pretas! Poder passar esse recado, que vai ressoar por mais tempo… Não é uma mensagem que vai ser esquecida facilmente; é uma construção de memória.

POPNOW: Você participou de um momento bem marcante, o encerramento que trazia uma homenagem à Gal Costa, uma das artistas mais célebres do Brasil. Como foi receber esse convite? O que a Gal representa na sua vida profissional e pessoal?

RAQUEL: Eu tô emocionadíssima porque me senti um destaque na noite, como cantora mesmo. Eu entreguei o prêmio de melhor álbum, concorri e cantei para a homenageada na noite.

POPNOW: É um espaço que você sempre deveria ter tido. Esperamos que tenha mais.

RAQUEL: Esperamos! Eu tô muito feliz. Eu acho que a Gal merece toda essa homenagem porque ela é um fenômeno estético e conceitual, uma das cantoras mais transgressoras da música brasileira. Que bom que isso está acontecendo! Quero que mais gerações saibam o nome dela, conheçam a obra dela. Não é óbvio, tem muita gente da nova geração que ainda não conhece a obra da Gal – e é uma artista que tá produzindo! É importante que ela seja vista, porque o Brasil vive uma crise estética e a Gal responde a isso. Ela fez isso a vida inteira! Eu estou super feliz de, junto com esse elenco de estrelas, ser uma das artistas que homenageou uma das maiores cantoras da humanidade – porque é isso, ela é uma das estrelas mais incríveis que já passou por aqui.

POPNOW: Você pode fazer uma análise do que foi o ano de 2019 e falar o que você deseja para o ano de 2020?

RAQUEL: As Bahias e a Cozinha Mineira tá construindo um projeto para ser uma banda mais popular. Acho que é um momento importante da nossa carreira, anunciar e buscar esse caminho, para que a gente possa ser ouvida por cada vez mais pessoas. Em 2019, a banda começou a construir esse projeto de ser mais popular e esteve indicada a prêmios incríveis, como o Grammy Latino. Acho que o nosso caminho é de muito trabalho, de continuar percebendo a mudança. O nosso trabalho é sobre isso, essa é a nossa missão.

Para ouvir mais de As Bahias e a Cozinha Mineira, passe lá no DEEZER.

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Juliana Del Rosso
Escrito por

Juliana Del Rosso (Jota) é Cientista Social pela UNIFESP e atualmente está em processo de formação em Artes Cênicas pela UNESP. É atriz, redatora, aspirante a escritora, roteirista e apaixonada por artes, viagens e cachorros. Como sempre gosta de dizer: #mandajobs, sim!

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