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Bebe Rexha lança álbum independente ‘Dirty Blonde’ e desabafa sobre rejeição na indústria: ‘Diziam que eu estava velha demais’

A cantora e compositora Bebe Rexha está celebrando uma verdadeira reviravolta em sua trajetória na música. Em uma entrevista de capa exclusiva para a revista PEOPLE, a estrela de 36 anos abriu o jogo sobre o lançamento de seu quarto álbum de estúdio, ‘Dirty Blonde’, lançado oficialmente nesta sexta-feira (12 de junho de 2026). O projeto marca a estreia da artista no mercado independente após romper com sua antiga e duradoura gravadora em 2025 para retomar o controle criativo total de sua carreira.

Resumo da notícia:

  • Independência artística: Bebe Rexha deixou seu antigo selo fonográfico após passar anos se sentindo “sem poder” e artisticamente sufocada pelo sistema tradicional.
  • Mistura de gêneros: O novo projeto visual de 13 faixas marca o retorno triunfal às suas raízes do dance-pop, sem deixar de lado influências do country e baladas acústicas.
  • Resiliência aos 36 anos: A voz de “I’m Good (Blue)” revelou que foi rejeitada por outras grandes gravadoras antes de decidir seguir sozinha por motivos considerados por ela “absurdos”.

O desabafo sobre o sistema de gravadoras e o tempo perdido

Durante a conversa por videoconferência diretamente de sua residência em Los Angeles, Rexha relembrou o impacto emocional de se desvencilhar dos moldes da indústria tradicional. Para a cantora, o antigo contrato limitou seu potencial criativo e acabou drenando parte de sua juventude, embora ela prefira focar no aprendizado. “Acho que a moeda mais cara da vida é o tempo. Mas você precisa seguir em frente”, pontuou.

“Depois de anos me sentindo como se não tivesse poder nenhum, foi muito difícil para mim acessar meus sentimentos reais. Eu meio que me anestesiei”, desabafou Bebe à publicação.

A liberdade conquistada reflete-se diretamente nas 13 faixas inéditas de seu novo trabalho, produzido inteiramente sob os seus próprios termos. “Eu me senti livre. Eu não gosto de ser colocada dentro de uma caixa”, celebrou a artista indicada ao Grammy.

A versatilidade musical e a tracklist de ‘Dirty Blonde’

Com uma caneta lendária nos bastidores de Hollywood, Bebe Rexha começou sua história escrevendo o megahit “The Monster” para Eminem e Rihanna. Ao longo de sua carreira solo, ela acumulou recordes em ritmos completamente distintos, transitando pelo pop-country de “Meant to Be” (com Florida Georgia Line), pelo rap com G-Eazy, pelo pop com Dolly Parton e pelo EDM com David Guetta.

Se antes essa falta de uma assinatura sonora única lhe gerava inseguranças, em Dirty Blonde ela abraça de vez a sua pluralidade como compositora. O álbum começou focado nas pistas de dança com os singles “Tokyo” e “New Religion”, mas ganhou complementos intimistas como a balada de traços country “Drink and a Little Love”. O lado confessional também dá as caras na canção “Time”, que detalha sua relação com as grandes gravadoras, e nas românticas “The Way I Want You” e “Required Love”.

“Popstar identificável” e o orgulho de não desistir

Ao contrário de divas pop que optam por manter fachadas perfeitas, a intérprete de “I’m a Mess” sempre usou suas redes e suas composições para expor vulnerabilidades reais, incluindo suas lutas com a saúde mental e flutuações de peso. “Já estive mais magra, mais gorda e no meio-termo. O mais importante para mim agora não é apenas parecer atraente, mas me sentir bem. Hoje estou muito mais feliz”, revelou.

A postura sem filtros dita como Bebe enxerga seu papel no cenário pop atual. “Existem dois tipos de estrelas pop: as intocáveis e as identificáveis. Por mais que eu adorasse ser aquela figura intocável, eu sinto que o meu papel é ser identificável, falar a verdade e contar a minha própria história”.

Antes de optar pela independência através do selo EMPIRE, a artista revelou ter se reunido com grandes gravadoras que a rejeitaram pelos motivos mais absurdos possíveis, incluindo o argumento corporativo de que ela já estaria “velha demais” para o mercado atual. A resposta de Bebe veio em forma de resiliência: “Eu poderia facilmente ter parado. O que me deixa mais orgulhosa em tudo isso é o fato de não ter desistido”.

Ouça “Dirty Blonde”

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Written By

Daniel Outlander é Diretor de Jornalismo do PopNow, speaker e estrategista de comunicação. Com mais de uma década de atuação, fundamenta sua prática em uma sólida formação: detém MBA em Marketing, Branding e Growth (PUC-RS) e é mestrando pela Escola de Negócios Europeus de Barcelona (ENEB). Sua carreira transita entre a gestão de crises e grandes coberturas. Foi assessor de imprensa de megashows como os de Lady Gaga e Madonna no RJ e cobriu os principais festivais do país. Como palestrante, subiu ao palco do Rio Innovation Week e teve seu trabalho reconhecido em duas edições do Digital Awards. Hoje, lidera a redação do PopNow com foco em inovação e crescimento.

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