O Avenged Sevenfold voltou ao Rock in Rio neste sábado (5) para fechar o segundo dia do festival em uma apresentação que apostou menos em novidades e mais na força de um repertório já consolidado. Depois de um dia dedicado ao metal, com Sepultura, Machine Gun Kelly, Bring Me The Horizon e outras atrações passando pelos palcos da Cidade do Rock, a banda americana assumiu o Palco Mundo e encerrou a programação principal com uma combinação de hits, pirotecnia e uma nova identidade visual.
Resumo da Notícia:
- O Headliner: Avenged Sevenfold encerrou o Palco Mundo no segundo dia do Rock in Rio 2026 com um show focado em clássicos, fogo e nova estética.
- Voz em Dia: M. Shadows afastou as recentes preocupações sobre sua saúde vocal e entregou uma performance potente e segura.
- Setlist Nostálgico: O novo EP ‘Statica’ ficou de fora; a banda priorizou sucessos incontestáveis como “Nightmare”, “Hail to the King” e “Bat Country”.
- Sem Rivalidades: O vocalista mandou um recado direto sobre as brigas de fã-clubes na internet, destacando que as bandas do line-up são amigas.
- Doente, Nelly leva os anos 2000 ao Rock in Rio, mas estreia no Brasil com show morno
- Calvin Harris transforma chuva do Rock in Rio em grande rave com hits, funk e bandeira do Brasil
- Calvin Harris, Black Eyed Peas e Ne-Yo: o que esperar do terceiro dia do Rock in Rio 2026
A entrada, no entanto, aconteceu cerca de 25 minutos depois do horário previsto, em razão de ajustes no palco. Antes da apresentação, o público ainda acompanhou a introdução ao som de “Nightcall”, de Kavinsky, repetindo um ritual que a banda já havia utilizado em sua passagem pelo festival em 2024.
Quando “Nightmare” começou, a espera perdeu espaço rapidamente. Um dos maiores sucessos do Avenged Sevenfold fez o público voltar a cantar em coro e estabeleceu o tom de uma apresentação construída principalmente sobre músicas que atravessam diferentes momentos da carreira do grupo.
M. Shadows responde às dúvidas sobre a voz

Uma das expectativas em torno do show estava na condição vocal de M. Shadows. O vocalista enfrentou problemas nas cordas vocais no passado e voltou a sofrer com um hematoma em setembro de 2025, situação que levou ao cancelamento de apresentações da banda na América Latina.
No Rock in Rio, porém, Shadows apareceu em boa forma. Logo nos primeiros minutos, encarou músicas que exigem bastante de sua voz e manteve potência suficiente para conduzir o repertório.
“Magic” e “Afterlife” vieram cedo na apresentação, acompanhadas por uma resposta forte da plateia. A performance serviu também para afastar a expectativa de que os problemas vocais recentes pudessem comprometer a passagem da banda pelo festival.
Fogo, guitarras e uma nova identidade visual

O Avenged Sevenfold não economizou nos elementos visuais. Fogos de artifício e máquinas de fogo instaladas no teto do Palco Mundo e nas torres de iluminação apareceram em diferentes momentos da apresentação, especialmente durante músicas como “Bat Country”.
A produção também marcou uma nova fase estética da banda. A identidade visual foi criada pelo estúdio norte-americano See You Later, responsável pela direção criativa e pelas animações exibidas nos telões, enquanto o design do palco ficou a cargo de Jordan Coopersmith.
Os visuais foram organizados em três atos arquitetônicos, cada um associado a um estado emocional. O primeiro apresenta um monólito rígido e imponente. Conforme o show avança, a estrutura se fragmenta e revela uma representação mais turbulenta do mundo interno, até chegar a uma dissolução no imaterial e no infinito.
A ideia conversa com uma característica importante do Avenged Sevenfold nesta fase: uma banda que mantém a grandiosidade do metal de arena, mas trabalha cada vez mais a construção de um universo visual próprio.
O novo Statica ficou de fora

Uma das decisões mais curiosas do repertório foi a ausência das quatro faixas de Statica, EP lançado pela banda em 2026.
O trabalho trouxe uma abordagem mais eletrônica e experimental, incluindo efeitos vocais e elementos que dividiram opiniões desde seu lançamento. No Rock in Rio, entretanto, nenhuma das músicas do projeto entrou na setlist.
Em vez disso, a banda preferiu concentrar a apresentação em faixas de diferentes períodos de sua carreira. “Seize the Day” e “M.I.A.” representam a fase de Waking the Fallen, enquanto “Bat Country” recupera o impacto de City of Evil.
Também apareceram “Afterlife”, “Buried Alive”, “Shepherd of Fire”, “Hail to the King”, “Magic” e “The Stage”, formando uma espécie de percurso pelos quase 30 anos de história do grupo.
A escolha deixou claro que, para o Rock in Rio, a prioridade estava nos grandes momentos do catálogo.
Um recado em meio às brigas dos fã-clubes

Antes e durante o show, M. Shadows também aproveitou o palco para comentar algo que havia chamado sua atenção nas redes sociais: as disputas entre fãs das bandas que formaram o line-up do segundo dia.
O vocalista contou ter visto muita negatividade nas publicações sobre artistas como MGK, Bring Me The Horizon, Bad Omens, Poppy e Sepultura. A resposta foi direta: segundo Shadows, as bandas são amigas dentro e fora dos palcos.
O comentário veio em um dia no qual as diferenças entre os públicos ficaram evidentes nas redes sociais, mas não necessariamente na Cidade do Rock. No festival, os diferentes estilos dividiram o mesmo espaço e os mosh pits fizeram parte da experiência sem impedir a convivência entre as torcidas.
A mensagem do vocalista funcionou como uma tentativa de tirar a rivalidade do ambiente de competição e recolocar a música no centro da conversa.
Rock in Rio já faz parte da história da banda

A apresentação de 2026 não foi a primeira vez que o Avenged Sevenfold ocupou o Palco Mundo. Em 2024, a banda também foi headliner do festival e precisou lidar com a responsabilidade de encerrar uma noite diante de um público gigantesco.
Dois anos depois, o grupo voltou ao mesmo palco com uma proposta diferente. Em vez de apresentar uma grande quantidade de material novo, concentrou forças nos clássicos e em uma identidade visual renovada.
A resposta do público mostrou que a estratégia funcionou. “Nightmare”, “Afterlife”, “Hail to the King”, “Bat Country” e “A Little Piece of Heaven” seguem ocupando um espaço particular na memória dos fãs, enquanto músicas como “The Stage” e “Nobody” representam momentos mais recentes da discografia.
Synyster Gates e Zacky Vengeance também tiveram espaço para mostrar por que as guitarras continuam sendo uma das principais marcas da banda. Gates chegou a utilizar a passarela lateral do palco para tocar mais próximo do público.
O encerramento veio com “Cosmic”

Depois de passar por diferentes fases da carreira, o Avenged Sevenfold encerrou a apresentação com “Cosmic”, faixa de Life Is But a Dream…, de 2023.
Antes dela, “A Little Piece of Heaven” entregou um dos momentos mais aguardados da noite, enquanto “Unholy Confessions” e “Bat Country” colocaram novamente o público em movimento.
No fim, o Avenged Sevenfold entregou aquilo que sua presença no Rock in Rio pedia: uma apresentação apoiada em músicas reconhecíveis, execução segura, produção visual de grande escala e a experiência de uma banda que já conhece o tamanho do palco.
Depois de aproximadamente três décadas de carreira, o grupo mostrou que ainda consegue transformar um repertório conhecido em espetáculo. Desta vez, com fogo no palco, uma nova linguagem visual e um recado claro para quem acompanha a cena de fora: a rivalidade pode ficar nas redes. No palco, as bandas continuam sendo colegas.
Setlist do Avenged Sevenfold no Rock in Rio 2026
- Nightmare
- Magic
- Afterlife
- Shepherd of Fire
- Buried Alive
- Seize the Day
- The Stage
- Hail to the King
- So Far Away
- Nobody
- M.I.A.
- Bat Country
- Unholy Confessions
- A Little Piece of Heaven
- Cosmic
Olá, seja bem-vinde ao universo do Portal PopNow! A partir de agora você receberá notícias fresquinhas e selecionadas para você estar por dentro de tudo o que acontece no mundo musical, de cinema, TV e entretenimento em geral. Venha com a gente! PopNow - Know-how Pop




