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‘you seem pretty sad for a girl so in love’: Olivia Rodrigo detalha os bastidores do 3º álbum, a nova estética rosa e como a felicidade a libertou

Olivi Rodrigo. Foto: Reprodução / Instagram

Aos 23 anos, a superestrela Olivia Rodrigo está vivendo uma das fases mais transformadoras, leves e autênticas de toda a sua vida. Preparando o terreno para o lançamento do seu aguardado terceiro álbum de estúdio, o intrigante “you seem pretty sad for a girl so in love”, a cantora e compositora estampou a capa da edição especial de verão (a aclamada Beauty Issue) da revista americana Cosmopolitan. E para tornar o momento ainda mais intimista e revelador, a entrevista de capa não foi conduzida por um jornalista tradicional, mas sim pela sua melhor amiga, a atriz Madison Hu.

Neste bate-papo profundo, longo e repleto de vulnerabilidade, a dona de hits globais abriu o coração sobre a intensa pressão que enfrentou no passado, os desafios criativos de compor músicas alegres, a transição marcante em sua identidade visual, a evolução da sua saúde mental e as regras inegociáveis que estabeleceu para a sua vida amorosa. O resultado é o retrato de uma artista que, após dominar o mundo com a angústia adolescente, finalmente encontrou o seu porto seguro na alegria.

O peso de SOUR e GUTS vs. A leveza do novo disco

O processo de criação de “you seem pretty sad for a girl so in love” foi drasticamente diferente de tudo o que Olivia já havia experimentado na indústria fonográfica. A artista relembrou que a era SOUR, que a catapultou ao estrelato global há cinco anos, foi feita às pressas. “Não tivemos tempo para revisões no SOUR. O mundo inteiro estava assistindo. Eu escrevi e nós simplesmente gravamos e lançamos”, contou. Naquela época, ela sentia o peso do mundo em seus ombros, impulsionada por uma forte motivação que, infelizmente, vinha acompanhada de muito medo.

Já a produção do seu segundo disco, GUTS, foi marcada por uma ansiedade esmagadora. Olivia confessou que estava aterrorizada com a “maldição do segundo álbum”. “Eu estava sob tanta pressão, tipo: ‘Oh meu Deus, eu nunca vou conseguir fazer outra música boa’. Não era nem mais sobre fazer música por fazer música. Era fazer música para agradar as pessoas ou provar algo”, desabafou a cantora.

Felizmente, esse ciclo de insegurança foi totalmente quebrado na nova era. “Com este álbum [o terceiro], eu realmente pensei: ‘Terminei com essa história de segundo disco. Agora eu posso me divertir de novo’. Eu estava escrevendo músicas do jeito que fazia quando tinha 16 anos, puramente por diversão”, comemorou. Olivia descreveu o fluxo criativo recente como algo mágico, comparando a sensação de compor belas melodias a “pegar uma borboleta com uma rede”.

A cor rosa, Versailles e o “cringe” de estar apaixonada

Uma das mudanças mais notáveis para os fãs nesta nova fase é o adeus definitivo à cor roxa, que foi a assinatura inconfundível de seus dois primeiros trabalhos. Para “you seem pretty sad for a girl so in love”, Olivia mergulhou de cabeça na estética rosa claro. “Eu simplesmente amo. Isso me lembra amor, paixão, alegria e diversão”, explicou a popstar, justificando a nova paleta de cores.

Essa positividade toda também transbordou para as letras. Conhecida mundialmente por seus hinos de coração partido e angústia adolescente, a cantora revelou que decidiu se desafiar criativamente e explorar a alegria. No entanto, ela admitiu que expor a felicidade pode ser muito mais intimidador. “Às vezes eu ouço de volta e morro de vergonha (‘cringe’)… É mais vergonhoso estar feliz. Eu sinto vergonha, mas estou livre”, filosofou a cantora. Ela ressaltou que, apesar da alegria, as suas músicas favoritas sempre trazem uma pitada de melancolia. “Uma grande canção de amor tem tanta emoção por trás que pode ir para qualquer lado. Eu quero fazer canções de amor para as quais você possa chorar”.

O cartão de visitas dessa nova sonoridade positiva é o videoclipe da faixa “drop dead”, que foi gravado nada menos que no suntuoso Palácio de Versailles, na França. Olivia descreveu a experiência de ter o palácio histórico só para a sua equipe como “insana” e confessou ter sentido uma “vibe de ‘Uma Noite no Museu'”, temendo que as pinturas clássicas saíssem das paredes para assombrá-la. Sobre a faixa, ela revelou que a inspiração veio de um excelente primeiro encontro amoroso: “Eu só queria capturar a sensação daquela primeira interação que você tem com alguém, onde você fica tipo: ‘Oh meu Deus, isso pode ser a melhor coisa do mundo’. A música realmente me lembra de correr por uma cidade, sentindo-me jovem e livre”.

Saúde mental, limites e o amadurecimento na estrada

Apesar da leveza do novo disco, Olivia ainda lida abertamente com a ansiedade, um tema constante em sua vida e carreira. “Eu servirei ansiedade para sempre”, brincou. A artista revelou que sofreu intensamente no início da GUTS Tour: “Fiquei muito nervosa nos primeiros 10 shows… Meu sistema nervoso estava em pane”. Sua tática infalível para driblar o pânico no palco é simples: escolher uma única pessoa na plateia e cantar exclusivamente para ela, apagando o resto da multidão de sua mente. A superação dessa fase na turnê, incluindo um show histórico para 55 mil pessoas nas Filipinas, provou a ela mesma que é capaz de lidar com situações de altíssima pressão.

O amadurecimento aos 23 anos também trouxe uma nova visão sobre saúde mental e relacionamentos. Olivia redefiniu o que significa estabelecer limites: “Sempre pensei que um limite era tipo: ‘Não faça isso’. Mas na verdade, é: ‘Se você fizer isso, é assim que irei reagir e me proteger’. Não é sobre controlar as outras pessoas, é sobre como você vai responder”, ensinou a cantora.

O teste de namoro e as paixões pop de Olivia

A relação com Madison Hu foi um dos grandes destaques da entrevista. Para Olivia, o “amor de amizade” é a fase mais importante que ela vive agora, colocando a busca por um parceiro romântico apenas como a “cereja do bolo”. Inclusive, a estrela pop criou uma regra inquebrável para os seus futuros namorados: o teste do grupo. “Essa é uma das minhas condições se eu quiser namorar alguém: eles topariam sentar, passar o tempo e jogar cartas comigo e com a Madison? Se eles não conseguem lidar com isso, então não podem ficar comigo”, cravou a artista.

Completando o quadro da nova Olivia, ela compartilhou um pouco sobre seus hobbies e sua paixão pela cultura pop. Ela se declarou “obcecada” por yoga, pois adora a clareza de progresso físico que a prática oferece em contraste com a subjetividade da composição musical. Além disso, revelou adorar fazer painéis de visualização (vision boards), assistir ao Saturday Night Live (SNL) religiosamente, ouvir o lendário Bruce Springsteen e se identificar com uma mistura das personagens Carrie e Charlotte, do clássico Sex and the City.

Para o lançamento de “you seem pretty sad for a girl so in love”, o sonho de Olivia Rodrigo é simples, mas profundamente nostálgico. Ela espera que seus fãs vivam a música da mesma forma que ela fazia na adolescência: “Meu sonho é que as pessoas ouçam meu álbum do início ao fim em um carro com seus amigos, comendo Taco Bell e bebendo um Baja Blast”, finalizou a cantora, que recentemente já agitou os fãs ao fazer uma performance surpresa de open mic em Nova York.

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