Reggaeton / Latin Music

Streams de Bad Bunny disparam 426% no Brasil após show histórico no Super Bowl

Bad Bunny. Foto: Reprodução / Instagram

Se o objetivo da NFL era globalizar de vez o show do intervalo, Bad Bunny entregou a missão com bônus. Dados recém-divulgados pelo Spotify mostram que o impacto da performance de domingo (8) foi muito além do visual: no Brasil, a procura pelo catálogo do astro porto-riquenho saltou impressionantes 426% em comparação à semana anterior.

O fenômeno não é isolado. Globalmente, o crescimento foi de 210%, mas os números brasileiros chamam a atenção por consolidar o país como um dos maiores mercados para o reggaeton, mesmo não sendo uma nação de língua espanhola.

Do novo ao clássico: O que os fãs buscaram

O dado mais interessante não está apenas no volume total, mas no que foi ouvido. Embora Bad Bunny esteja promovendo seu trabalho mais recente, o público brasileiro correu para os hinos que definiram sua carreira.

Os picos de reprodução no Brasil impressionam:

  • Yo Perreo Sola: +2536% (A música com maior crescimento, mostrando o poder do hino de empoderamento).
  • El Apagón: +1759% (A celebração das raízes porto-riquenhas).
  • Party: +1517% (O feat com Rauw Alejandro segue como favorito absoluto para festas).
  • Safaera: +953% (O clássico “puxadinho” do reggaeton raiz).

Esse comportamento sugere que o Super Bowl funcionou como uma porta de entrada para novos ouvintes e uma sessão de nostalgia intensa para os fãs antigos.

Retrospectiva do intervalo: Bad Bunny vs. Gigantes

Como o desempenho de Benito se compara aos shows dos últimos anos? Quando olhamos para os números imediatos pós-apresentação, Bad Bunny manteve o sarrafo alto, superando o crescimento de catálogo de nomes como Usher.

ArtistaAnoCrescimento de Catálogo (Spotify)Música de Maior Destaque
Bad Bunny2026+426% (Brasil) / +210% (Global)Yo Perreo Sola (+2536%)
Kendrick Lamar2025+430% (3 horas pós-show)Not Like Us
Usher2024+550% (Global)Yeah! (+1000%)

O perfil do “PopLover” de Bad Bunny

Quem está dando o play? O Spotify revelou que a base de fãs no Brasil é jovem e engajada: 73% dos ouvintes têm entre 18 e 34 anos. Isso coloca Bad Bunny no centro da conversa da Geração Z e dos Millennials brasileiros.

Outro ponto qualitativo relevante: o Brasil é agora o 3º país não hispanofalante que mais consome o artista no mundo, ficando atrás apenas dos EUA e da Itália. Isso explica por que a expectativa para os shows no Allianz Parque (São Paulo), nos dias 20 e 21 de fevereiro, está atingindo níveis de histeria.

Análise PopNow: A música em espanhol não é mais “nicho”

O crescimento de 6% no consumo de música em espanhol nos EUA no último ano, somado à explosão de Bad Bunny no Brasil, prova que a barreira do idioma foi derrubada pelo ritmo. Benito não é apenas um cantor de reggaeton; ele é o maior popstar do planeta hoje, capaz de dominar simultaneamente o Top 3 Global com as faixas DtMFBAILE INoVIDABLE e NUEVAYoL.

Prepare o look: O Allianz Parque vai virar Porto Rico daqui a duas semanas.

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