Oscar
‘Oscar 2026’: ‘Uma Batalha Após a Outra’ é o grande vencedor em noite de consagração histórica e protagonismo do Brasil
A 98ª edição do Oscar, a premiação mais importante da indústria cinematográfica mundial, foi realizada na noite deste domingo, 15 de março, no icônico Dolby Theatre, em Los Angeles. O evento confirmou o favoritismo absoluto do longa-metragem “Uma Batalha Após a Outra”, que coroou a genialidade do cineasta Paul Thomas Anderson ao arrematar seis estatuetas, incluindo o cobiçado prêmio de Melhor Filme. A cerimônia, transmitida para dezenas de países foi marcada pela quebra de recordes do filme “Pecadores”. O drama dirigido por Ryan Coogler chegou à festa como o maior indicado de todos os tempos, concorrendo em impressionantes 16 categorias, das quais venceu quatro, incluindo a merecida vitória de Michael B. Jordan como Melhor Ator. Para a torcida brasileira, a noite terminou com um misto de profunda emoção e leve frustração: apesar do protagonismo histórico e de cinco indicações no total, o Brasil deixou Hollywood sem nenhuma estatueta dourada nas mãos.
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O cinema brasileiro viveu, inegavelmente, o seu maior momento de prestígio global desde o final da década de 1990. O longa “O Agente Secreto”, obra-prima magistral do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, chegou ao Oscar 2026 com um peso avassalador. O filme nacional disputava os troféus de Melhor Filme, Melhor Ator para Wagner Moura, Melhor Filme Internacional e Melhor Seleção de Elenco. Em paralelo, a excelência técnica nacional também estava representada pelo brilhante diretor de fotografia Adolpho Veloso, indicado por seu trabalho minucioso e poético no longa independente “Sonhos de Trem”. Embora a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas tenha optado por laurear outras produções, a presença e a reverência destinadas aos artistas brasileiros ao longo de toda a transmissão televisiva evidenciaram que o nosso audiovisual atingiu um patamar de respeito incontestável entre os grandes estúdios americanos.
O tapete vermelho: Glamour, descontração e a chegada apoteótica da delegação brasileira
A grande noite de Hollywood teve início muito antes da abertura dos envelopes. Sob o tradicional sol da Califórnia, o Hollywood Boulevard foi fechado para abrigar a extensa estrutura do tapete vermelho. A organização do Oscar, sob a batuta de produtores experientes, decidiu apostar em um formato mais dinâmico e menos engessado. A área de convivência dos astros foi ampliada, permitindo que as celebridades conversassem entre si de forma livre e genuína, o que rendeu imagens que rapidamente viralizaram nas redes sociais e foram destacadas pela imprensa internacional. A cobertura intensa de canais de televisão, como a CNN Brasil, a TNT e a HBO Max, capturou a essência de uma festa que buscava, acima de tudo, se mostrar mais humana e próxima do público global.
As maiores estrelas da sétima arte desfilaram figurinos que mesclavam a alta-costura clássica com propostas contemporâneas. Leonardo DiCaprio, que concorria como Melhor Ator por “Uma Batalha Após a Outra”, demonstrou extrema simpatia ao conceder longas entrevistas jornalísticas sobre a complexidade de trabalhar sob a direção perfeccionista de Paul Thomas Anderson. A atriz Zendaya, figura sempre aguardada pelos críticos de moda, desfilou um modelo escultural e reservou um tempo valioso para saudar os fãs aglomerados nas arquibancadas. O ator Timothée Chalamet, estrela do filme “Marty Supreme”, atraiu flashes ao quebrar o protocolo com um visual despojado e autêntico, reforçando o clima “gente como a gente” que permeou o evento cinematográfico.
No entanto, para a imprensa latino-americana, o verdadeiro frisson aconteceu quando a delegação brasileira pisou no tapete vermelho. Liderados pelo cineasta Kleber Mendonça Filho e pela produtora Emilie Lesclaux, o elenco de “O Agente Secreto” esbanjou elegância e orgulho. A atriz Maria Fernanda Cândido, já consagrada no cinema europeu e mundial, vestia uma exuberante peça de design nacional. Os atores Gabriel Leone e Thomaz Aquino posaram abraçados, demonstrando a forte união construída durante as exaustivas filmagens no Recife. O clímax da chegada ocorreu com a entrada do ator baiano Wagner Moura. Ostentando uma fita do Senhor do Bonfim no pulso esquerdo e confessando carregar diversos patuás de proteção nos bolsos do smoking, Moura representou a fé e a cultura do povo brasileiro no epicentro da cultura pop mundial.
O diretor de fotografia Adolpho Veloso também teve seu momento de consagração no tapete vermelho. Concorrendo pela belíssima estética visual de “Sonhos de Trem”, Veloso foi frequentemente abordado por veículos como a Variety e o The Hollywood Reporter para explicar as técnicas utilizadas na captação de imagens nas remotas ferrovias brasileiras. O cinegrafista fez questão de ressaltar que a indicação ao Oscar era o reflexo direto da competência incansável de toda a sua equipe técnica nacional.
A cerimônia: Conan O’Brien dita o ritmo e astros se mostram humanos e acessíveis
Quando as portas do Dolby Theatre se fecharam, a promessa de uma cerimônia mais ágil se cumpriu imediatamente. O apresentador e comediante Conan O’Brien abriu a transmissão dispensando números de dança exagerados. Caminhando pelo corredor central da plateia, ele interagiu olho a olho com as celebridades. Suas piadas foram inteligentes, respeitosas, mas afiadas o suficiente para arrancar gargalhadas sinceras. Conan brincou com o recorde histórico de “Pecadores”, dizendo que o filme tinha mais indicações do que minutos de duração, e fez Paul Thomas Anderson rir copiosamente ao comentar sobre as décadas que o diretor levou para finalmente ser o favorito da noite.
Essa dinâmica horizontal da premiação transformou a noite. A direção de TV operou milagres ao captar os indicados em momentos completamente descontraídos. O Oscar 2026 será lembrado pela imagem de Michael B. Jordan e Ryan Coogler cochichando como velhos amigos durante o anúncio de um prêmio, e pelo momento hilário em que Pedro Pascal e Robert Downey Jr. precisaram improvisar a apresentação da categoria de Melhor Seleção de Elenco após uma falha repentina no teleprompter. A dupla tirou a situação de letra, rindo de si mesmos e provando que, por trás do glamour multimilionário, a comunidade de Hollywood é movida pela parceria e pelo improviso teatral.
Os primeiros vencedores e discursos que marcaram a noite
A entrega das estatuetas douradas começou a desenhar o cenário de vitórias logo na primeira hora. O prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante coroou a veterana Amy Madigan por seu papel visceral no filme “A Hora do Mal”. A atriz, emocionada, fez um discurso poderoso sobre o etarismo na indústria do entretenimento e agradeceu aos roteiristas por criarem personagens femininas complexas que não se resumem à idade.
Logo em seguida, o ator Sean Penn pavimentou o caminho de glórias para “Uma Batalha Após a Outra” ao vencer como Melhor Ator Coadjuvante. Competindo com gigantes como Benicio Del Toro (por “O Agente Secreto”) e Delroy Lindo (por “Pecadores”), Penn subiu ao palco e entregou um dos discursos mais aclamados e politizados da cerimônia. Ele enfatizou a necessidade de o cinema global se manter firme como um pilar da democracia e da liberdade de expressão em tempos de crise, recebendo aplausos ensurdecedores da plateia americana.
A consagração simbólica do Brasil: A presença magnética de Wagner Moura
Ainda que o resultado final não tenha rendido troféus para o Brasil, o respeito direcionado ao país foi contínuo. No meio da transmissão, um clipe especial de “O Agente Secreto” foi projetado nos imensos telões do teatro. A cena densa, conduzida pela atuação impecável de Wagner Moura, silenciou o recinto e foi seguida por uma ovação maciça. A crítica especializada de veículos como a Variety apontou que o thriller político brasileiro era a obra mais ousada entre todos os indicados a Melhor Filme.
O ponto altíssimo para os fãs brasileiros ocorreu quando Wagner Moura foi convocado ao palco para atuar como apresentador oficial de uma das categorias. Vestindo um traje impecável, o ator brasileiro discursou em inglês fluente com um carisma que cativou a todos. Ele exaltou a força da cultura latino-americana e a importância de narrativas que expõem as memórias e as contradições do Sul Global. A firmeza e a elegância de Moura confirmaram seu status não apenas como um grande intérprete, mas como o maior e mais respeitado embaixador cultural do Brasil na atualidade.
Na categoria de Melhor Filme Internacional, a esperança brasileira era imensa. Porém, a Academia optou por premiar a sensibilidade da produção norueguesa “Valor Sentimental”, do aclamado diretor Joachim Trier. Ao receber o prêmio, Trier teve a delicadeza de elogiar nominalmente os outros concorrentes, reverenciando a força narrativa do longa pernambucano. Apesar da derrota, a jornalística nacional reportou que o sentimento geral nas redes sociais era de profunda vitória por ver o cinema nacional disputando pau a pau com a elite mundial.
Domínio técnico, homenagens emocionantes e o peso de “Pecadores”
Nas disputas pelas categorias técnicas, a excelência visual se fez presente. O filme de terror gótico “Frankenstein”, dirigido pelo mestre Guillermo Del Toro, varreu as categorias visuais, levando para casa os prêmios de Melhor Maquiagem e Cabelo, Melhor Figurino e Melhor Design de Produção. A obra provou a maestria imbatível de Del Toro na construção de universos fantásticos. A categoria de Melhor Fotografia, que tinha o brasileiro Adolpho Veloso na corrida, acabou premiando a densidade visual de “Pecadores”, aumentando a contagem de vitórias do filme de Ryan Coogler.
Um dos momentos mais respeitosos e aguardados do Oscar, o tradicional tributo “In Memoriam”, arrancou lágrimas da plateia estrelada. A organização prestou homenagens tocantes a lendas da sétima arte que faleceram recentemente, como o lendário ator Robert Redford e a icônica atriz Diane Keaton. Sem apresentações espalhafatosas que pudessem desviar a atenção, o segmento foi um lembrete profundo sobre o legado imortal deixado por esses gigantes do cinema global.
O clímax: As categorias principais e as vitórias de Michael B. Jordan e Jessie Buckley
À medida que o relógio se aproximava do fim da transmissão, a tensão no Dolby Theatre era palpável. A disputa para Melhor Direção colocou Kleber Mendonça Filho na mesma trincheira que verdadeiras lendas de Hollywood. O prêmio, no entanto, foi entregue a Paul Thomas Anderson, coroando finalmente sua brilhante carreira com o filme “Uma Batalha Após a Outra”. O cineasta, visivelmente aliviado após anos batendo na trave com obras cultuadas, agradeceu à sua equipe de produção por suportar suas obsessões criativas.
A categoria de Melhor Atriz foi marcada pela profunda emoção da atriz irlandesa Jessie Buckley. Por sua performance arrebatadora no drama de época “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, Buckley venceu favoritas de peso como Emma Stone. Com lágrimas nos olhos, a artista dedicou a vitória à força invisível das mulheres ao longo da história, gerando uma das maiores ovações da noite.
O momento mais aguardado pelos fãs de cinema ocorreu com a abertura do envelope de Melhor Ator. Wagner Moura, com o apoio incondicional do Brasil, enfrentava a performance titânica de Michael B. Jordan em “Pecadores”, além da concorrência de astros como Leonardo DiCaprio e Timothée Chalamet. O prêmio foi merecidamente entregue a Michael B. Jordan, que entregou a atuação de sua vida no longa que também faturou Melhor Roteiro Original, Melhor Edição e Melhor Som. O ator americano fez um discurso inflamado sobre superação, sendo intensamente aplaudido por Moura, evidenciando o respeito e a admiração mútua entre os grandes nomes da indústria cinematográfica.
Uma Batalha Após a Outra coroa-se como o Melhor Filme do ano
A consagração final coube a “Uma Batalha Após a Outra”. O longa-metragem, que já havia vencido categorias cruciais como Melhor Direção, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Seleção de Elenco e Melhor Trilha Sonora Original, confirmou seu favoritismo absoluto ao ser anunciado como Melhor Filme. A equipe inteira invadiu o palco principal em um momento de alegria incontida, fechando com chave de ouro uma das cerimônias mais bem produzidas e elogiadas das últimas décadas.
Para o Brasil, a 98ª edição do Oscar não trouxe ouro para as estantes, mas entregou um triunfo imensurável em respeito, prestígio e reconhecimento. O cinema nacional reafirmou sua maturidade, sua coragem e seu talento perante o mundo, deixando a certeza absoluta de que o retorno da cultura brasileira aos holofotes da Academia é apenas o primeiro grande passo de uma nova e brilhante era.
Lista oficial de indicados e vencedores do Oscar 2026
Confira abaixo a lista detalhada e completa de todas as categorias, baseada nas informações de veículos renomados e destacando os grandes triunfantes da maior noite da sétima arte.
“Mr. Nobody Against Putin”
Melhor Filme
“Bugonia”
“F1 – O Filme”
“Frankenstein”
“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”
“Marty Supreme”
“Uma Batalha Após a Outra” (vencedor)
“O Agente Secreto”
“Valor Sentimental”
“Pecadores”
Melhor Direção
Chloé Zhao – “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”
Josh Safdie – “Marty Supreme”
Paul Thomas Anderson – “Uma Batalha Após a Outra” (vencedor)
Joachim Trier – “Valor Sentimental”
Ryan Coogler – “Pecadores”
Kleber Mendonça Filho – “O Agente Secreto”
Melhor Ator
Timothée Chalamet – “Marty Supreme”
Leonardo DiCaprio – “Uma Batalha Após a Outra”
Ethan Hawke – “Blue Moon”
Michael B. Jordan – “Pecadores” (vencedor)
Wagner Moura – “O Agente Secreto”
Melhor Atriz
Jessie Buckley – “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” (vencedor)
Rose Byrne – “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria”
Kate Hudson – “Song Sung Blue – Um Sonho a Dois”
Renate Reinsve – “Valor Sentimental”
Emma Stone – “Bugonia”
Melhor Ator Coadjuvante
Benicio Del Toro – “Uma Batalha Após a Outra”
Jacob Elordi – “Frankenstein”
Delroy Lindo – “Pecadores”
Sean Penn – “Uma Batalha Após a Outra” (vencedor)
Stellan Skarsgård – “Valor Sentimental”
Melhor Atriz Coadjuvante
Elle Fanning – “Valor Sentimental”
Inga Ibsdotter Lilleaas – “Valor Sentimental”
Amy Madigan – “A Hora do Mal” (vencedor)
Wunmi Mosaku – “Pecadores”
Teyana Taylor – “Uma Batalha Após a Outra”
Melhor Filme Internacional
“Foi Apenas um Acidente” (França)
“O Agente Secreto” (Brasil)
“Valor Sentimental” (Noruega) (vencedor)
“A Voz de Hind Rajab” (Tunísia)
“Sirât” (Espanha)
Melhor Roteiro Original
“Blue Moon” – Robert Kaplow
“Foi Apenas um Acidente” – Jafar Panahi
“Marty Supreme” – Ronald Bronstein e Josh Safdie
“Valor Sentimental” – Joachim Trier e Eskil Vogt
“Pecadores” – Ryan Coogler (vencedor)
Melhor Roteiro Adaptado
“Bugonia” – Will Tracy
“Frankenstein” – Guillermo Del Toro
“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” – Maggie O’Farrell e Chloé Zhao
“Uma Batalha Após a Outra” – Paul Thomas Anderson (vencedor)
“Sonhos de Trem” – Clint Bentley e Greg Kwedar
Melhor Seleção de Elenco (Direção de Elenco)
“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”
“Marty Supreme”
“Uma Batalha Após a Outra” (vencedor)
“O Agente Secreto”
“Pecadores”
Melhores Efeitos Visuais
“Avatar: Fogo e Cinzas” (vencedor)
“F1: O Filme”
“Jurassic World: Recomeço”
“O Ônibus Perdido”
“Pecadores”
Melhor Maquiagem e Cabelo
“Frankenstein” (vencedor)
“Kokuho: O Preço da Perfeição”
“Pecadores”
“Coração de Lutador: The Smashing Machine”
“A Meia-Irmã Feia”
Melhor Animação
“Guerreiras do K-Pop” (vencedor)
“Zootopia 2”
“Arco”
“Elio”
“A Pequena Amélie”
Melhor Canção Original
“Dear Me” – “Diane Warren: Relentless”
“Golden” – “Guerreiras do K-Pop”
“I Lied To You” – “Pecadores”
“Sweet Dreams of Joy” – “Viva Verdi!” (vencedor)
“Train Dreams” – “Sonhos de Trem”
Melhor Trilha Sonora Original
“Bugonia”
“Frankenstein”
“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”
“Uma Batalha Após a Outra” (vencedor)
“Pecadores”
Melhor Som
“F1”
“Frankenstein”
“Uma Batalha Após a Outra”
“Pecadores” (vencedor)
“Sirât”
Melhor Fotografia
“Sonhos de Trem” – Adolpho Veloso
“Frankenstein”
“Uma Batalha Após a Outra”
“Marty Supreme”
“Pecadores” (vencedor)
Melhor Edição / Montagem
“F1 – O Filme”
“Marty Supreme”
“Uma Batalha Após a Outra”
“Valor Sentimental”
“Pecadores” (vencedor)
Melhor Design de Produção
“Frankenstein” (vencedor)
“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”
“Marty Supreme”
“Uma Batalha Após a Outra”
“Pecadores”
Melhor Figurino
“Avatar: Fogo e Cinzas”
“Frankenstein” (vencedor)
“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”
“Marty Supreme”
“Pecadores”
Melhor Curta-Metragem com Atores (Live Action)
“Butcher’s Stain”
“A Friend of Dorothy”
“Jane Austen’s Period Drama”
“The Singers” (vencedor)
“Two People Exchanging Saliva”
Melhor Animação de Curta-Metragem
“Butterfly”
“Forevergreen”
“The Girl Who Cried Pearls” (vencedor)
“Retirement Plan”
“The Three Sisters”
Melhor Documentário em Curta-Metragem
“Quartos Vazios” (All the Empty Rooms) (vencedor)
“Armado com uma Câmera: Vida e Morte de Brent Renaud”
“Children No More: Were and Are Gone”
“O Diabo Não Tem Descanso”
“Perfectly a Strangeness”
Melhor Documentário
“The Alabama Solution”
“Come See Me in the Good Light”
“Cutting Through Rocks”
“A Vizinha Perfeita” (The Perfect Neighbor) (vencedor)
