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Netflix quebra o ilêncio: Por que a gigante desistiu da Warner (e levou R$ 14 bilhões de brinde)

Uma semana após surpreender o mercado ao abrir mão da compra da Warner Bros. Discovery (WBD) e deixar o caminho livre para a Paramount Skydance, a Netflix finalmente explicou seus motivos. E, pelo visto, a decisão não deixou nenhum ressentimento na diretoria — especialmente quando o “prêmio de consolação” é uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14,6 bilhões).

A matemática falou mais alto

Durante a conferência de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da Morgan Stanley nesta quarta-feira (4), o diretor financeiro (CFO) da Netflix, Spencer Neumann, foi direto ao ponto. Segundo ele, o recuo foi uma decisão puramente estratégica e matemática.

“A resposta mais curta é que era uma questão de preço”, resumiu Neumann.

O executivo explicou que quando a Netflix entrou no negócio em dezembro do ano passado, estava agindo no ataque, buscando expandir seu império. No entanto, a diretriz sempre foi clara: “Nós sempre dissemos que era uma oportunidade boa pelo preço correto, não uma necessidade a qualquer preço”.

Quando a Paramount entrou forte na disputa e elevou as cifras, o panorama mudou. Assim que o negócio deixou de fazer sentido para a saúde financeira da Netflix, a gigante do streaming se retirou da mesa de negociações.

Despedida bilionária

Se perder um negócio midiático desse porte costuma gerar frustração no mercado, na sede da Netflix o clima parece ser de alívio e bolsos cheios. A desistência ativou uma cláusula de quebra de pré-acordo que rendeu uma injeção de caixa massiva para a plataforma.

“Agora, nós vamos seguir em frente, e vamos seguir em frente com US$ 2,8 bilhões nos nossos bolsos que nós não tínhamos há algumas semanas”, ironizou o CFO.

A multa originalmente seria uma dívida da Warner Bros., mas a Paramount Skydance, ao assumir a liderança da compra, também assumiu o compromisso financeiro e fez o repasse da bolada diretamente para as contas da Netflix.

Bastidores da disputa: Netflix x Paramount

A saída estratégica da Netflix aconteceu logo após a Paramount dar sua cartada final e decisiva para levar a Warner Bros. Discovery. A proposta que virou o jogo incluiu:

A Oferta Principal: US$ 31 (cerca de R$ 161) por ação da gigante de mídia.

O Bônus de Confiança: Uma “taxa de acompanhamento” de 25 centavos de dólar por ação a partir de setembro, um sinal verde que agradou os investidores.

Diante desses números, o conselho administrativo da WBD avaliou a proposta da Paramount como superior à da Netflix (que parecia ter o negócio nas mãos desde o fim do ano passado). A Warner chegou a dar quatro dias úteis para que o streaming cobrisse o valor, mas a resposta foi um sonoro “não”.

Por que a Netflix não cobriu a oferta?

Entrar em um leilão de lances nunca esteve nos planos da empresa de Los Angeles. Apenas com os rumores da aquisição, as ações da Netflix já haviam sofrido uma queda drástica de 30%. Entrar em uma guerra de preços só beneficiaria a própria WBD e prejudicaria os acionistas do streaming.

Além disso, as duas ofertas possuíam naturezas completamente diferentes e difíceis de comparar:

O alvo da Netflix: Adquirir apenas a cobiçada divisão de estúdios e a plataforma de streaming da Warner.

O alvo da Paramount: Comprar o conglomerado inteiro, o que inclui a espinhosa divisão de canais de TV paga, que já está em processo de separação da empresa.

No fim, a Netflix volta o foco para suas próprias produções originais com o caixa reforçado, enquanto a Paramount Skydance assume o gigantesco desafio de reestruturar a Warner Bros. Discovery.

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Written By

Daniel Outlander é Diretor de Jornalismo do PopNow, speaker e estrategista de comunicação. Com mais de uma década de atuação, fundamenta sua prática em uma sólida formação: detém MBA em Marketing, Branding e Growth (PUC-RS) e é mestrando pela Escola de Negócios Europeus de Barcelona (ENEB). Sua carreira transita entre a gestão de crises e grandes coberturas. Foi assessor de imprensa de megashows como os de Lady Gaga e Madonna no RJ e cobriu os principais festivais do país. Como palestrante, subiu ao palco do Rio Innovation Week e teve seu trabalho reconhecido em duas edições do Digital Awards. Hoje, lidera a redação do PopNow com foco em inovação e crescimento.

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