Madonna definitivamente não tem papas na língua quando o assunto é sua vida íntima e sua história. A Rainha do Pop de 67 anos e voz do sucesso “Bring Your Love” reuniu um time de peso — o dramaturgo Jeremy O. Harris, a vencedora de RuPaul’s Drag Race Bob The Drag Queen, a dançarina Ivy Mugler, o designer Raul Lopez e o editor global de beleza da i-D, Marcello Gutierrez — para um bate-papo sem filtros em colaboração com o aplicativo Grindr. O encontro faz parte da divulgação de seu aguardado novo álbum, Confessions II.
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“Verdade ou Desafio” e dinâmicas de quarto

Com uma energia que canaliza diretamente o seu icônico e polêmico documentário musical de 1991, Truth or Dare (Na Cama com Madonna), a dinâmica de perguntas e respostas foi profunda e picante. Os convidados debateram com a estrela sobre temas proibidos para menores, questionando se tamanho realmente importa, a preferência por luzes acesas ou apagadas durante o sexo, e como as dinâmicas familiares afetam a performance na cama.
“Se você tem uma relação ruim com a sua mãe, [o sexo] não vai ser bom”, declarou a cantora, trazendo um peso psicológico inesperado para a conversa sobre intimidade.
Mostrando que sempre esteve à frente de seu tempo, ela também refletiu sobre o impacto colossal que teve na cultura queer ao longo das décadas. “Muitas pessoas me dizem que, quando assistiram a Truth or Dare, foi a primeira vez que viram homens se beijando”, relembrou Madonna com orgulho.
Maternidade e a epidemia de AIDS
O papo ganhou um tom mais emocional quando Bob The Drag Queen questionou a artista: “O quanto de ser mãe também é sobre proteger?”. A resposta de Madonna revelou as raízes de sua lealdade inabalável à comunidade LGBTQ+.
“Isso é uma parte muito importante. Digo, quando cheguei a Nova York e comecei a ver, especialmente no início da epidemia de AIDS, eu vi como as pessoas eram escrotas com os gays e como tudo o que eu queria fazer era cuidar deles, lutar por eles e dar-lhes coragem. Quando eu estava no começo da carreira, eles eram meus parceiros para todas as horas. Então, eu não me sentia julgada por eles”, confessou a artista. “Eu preciso de vocês e vocês precisam de mim.”
E como nenhuma conversa com a “Motha” estaria completa sem uma revelação bombástica de tabloide, a estrela pop aproveitou a ocasião para revelar um grande segredo amoroso: entre todos os seus parceiros que já faleceram, ela garantiu que John F. Kennedy Jr. foi a sua “melhor transa”.
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