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Martin Garrix. Foto: Portal PopNow/Tauan Asensi

Eletrônica

DJ nº 1 do mundo, Martin Garrix mostra o porquê é o melhor e faz set glorioso no Rio

Martin Garrix. Foto: Portal PopNow/Tauan Asensi

Na última quinta-feira, 15, o multipremiado DJ Martin Garrix trouxe para o Rio Centro, na zona oeste do Rio de Janeiro, a turnê “Martin Garrix Show”, com um set recheado de hits e presenças especiais, como do DJ brasileiro Vintage Culture, para compor a noite.

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A vinda do jovem de 22 anos ao Brasil para quatro apresentações foi uma iniciativa da Entourage Brasil, produtora responsável pelo retorno de Garrix, que já se apresentou no país no festival Lollapalooza.

O DJ e produtor holandês coleciona hits em sua carreira; é definitivamente um hitmaker. Os mais recentes, “Dreamer”(feat. Mike Yung), “High on Life” (feat. Bonn) e Ocean(feat. Khalid) estão no topo das principais paradas do gênero atualmente.

Recentemente, ele renovou seu posto no topo do ranking da cena eletrônica e foi eleito, pela terceira vez consecutiva, como o “Melhor DJ do Mundo”, de acordo com a DJ Mag, revista especializada em música eletrônica.

O show:

Pouco antes do horário programado, às 0h30, Martin Garrix subiu ao palco sob gritos efusivos e uma euforia difícil de controlar de uma multidão de cerca de 20 mil pessoas. Como o holandês havia prometido dias antes de desembarcar no país, a apresentação foi, de fato, um espetáculo visual e musical. As projeções no fundo do palco, inicialmente em tons de azul, convergiam para o público e evidenciavam os símbolos +x, que são a marca registrada do europeu. No loiro, holofotes para marcar sua entrada triunfal. “Coloquem as mãos pra cima!”, pediu o DJ liderando as palmas da multidão. Um belo cartão de visitas para, logo de cara, se consagrar como o real dono da festa.  

Para os fãs mais assíduos do DJ, o novo single do holandês, “Dreamer”, fez falta. Apesar disso, as duas horas de set que Garrix apresentou para os cariocas foi irresistível, arrebatador e glorioso. De certa forma, o set preparado para a noite do feriado de Proclamação da República se assemelha muito aos hits que compuseram o set do Tomorrowland 2018, com uma variação na ordem em que as canções apareceram.

A jovialidade de Martin Garrix não dá match com o tanto de experiência que o rapaz tem em conduzir uma plateia ávida por música eletrônica. Aos 22 anos de idade e com um currículo de invejar, com participações por edições memoráveis de festivais como o TomorrowlandElectric Zoo, EDC, grandes turnês por locais naturalmente conhecidos por suas grandiosas festas, como Las Vegas e Ibiza, dentre outros, a missão da noite no Rio era fácil. Mesmo assim, Garrix não subestimou a empolgação das milhares de pessoas que estavam no pavilhão 2 do Rio Centro por sua causa e fez valer o ingresso. Deu 100% de si e, em decorrência do forte calor que fazia na capital fluminense, saiu da apresentação literalmente pingando de suor. 

Martin Garrix. Foto: Portal PopNow/Tauan Asensi

Foto: Portal PopNow/Tauan Asensi

“Everybody fuckin’ jump!” – Martin Garrix.

A energia e consistência de Garrix no palco impressionam para quem não está acostumado com o que esse rapaz apadrinhado por ninguém mais, ninguém menos que Tiësto faz ao vivo. Se sets mais longos de DJs tendem a esfriar em algum momento, Martin Garrix foge à regra e mantém a consistência e a vibração da galera ligada no 220v até o último momento, quando deixa o stage. Para celebrar o reencontro com os fãs brasileiros, conhecidos no mundo todo por sua paixão e entrega, “Animals” foi o primeiro ápice da noite. Na pista, área VIP e nos camarotes, o público saía do chão junto com o artista, que subiu em cima da mesa e pôs o público pra dançar. Vale ressaltar que foi o sucesso do hit “Animals”, faixa que já acumula mais de um bilhão de views, que fez a carreira de Martin Garrix despontar meteoricamente, quando ele ainda tinha 17 anos.

Além dela, o DJ fez um belo passeio por sua trajetória na música e contemplou seus principais sucessos, incluindo os hits que produziu em colaboração com artistas pop como Troye Sivan, em “There For You”, Bebe Rexha em “In the Name of Love” e Dua Lipa em “Scared To Be Lonely”. Essa vertente mais pop e EDM deu à Garrix a popularidade que o fez ser reconhecido como um dos mais conceituados nomes da cena eletrônica em pouquíssimo tempo de estrada, o que abriu portas para que o jovem europeu conquistasse o mundo. Mesmo que estes hits “de balada” e que figuram também como músicas bastante tocadas pelas rádios convencionais não sejam tão apreciadas por verdadeiros consumidores do mercado da música eletrônica, isso não afeta em nada o flow da apresentação do DJ. Pelo contrário. No Rio, Garrix foi adorado e contemplado pelos fãs, que berravam o seu nome nos curtos intervalos sem nenhuma batida. Para manter a cadência perfeita, o DJ falou com o público apenas em momentos estratégicos, mas se mostrou extremamente confortável com o público e carismático. 

“1, 2, 1, 2, 3, Let’s Go!” – Martin Garrix.

Martin Garrix. Foto: Portal PopNow/Tauan Asensi

Foto: Portal PopNow/Tauan Asensi

Mas foram as batidas alucinantes de faixas como “Latency” (feat. Dyro), “Forever” (feat. Matisse & Sadko) e “Turn Up The Speakers” (feat. Afrojack) que fizeram a galera que já estava próxima à grade se espremer ainda mais para ficar próxima do DJ. Se a plateia já estava absolutamente seduzida pela apresentação, que excedeu as expectativas de muitos, o combo do meio pro fim do show foi de arrasar as estruturas de quem já tinha curtido muito ao som dos DJs que tocaram anteriormente, como Zerb, Bruno Be Vintage Culture e bebido um tanto considerável também.

“Tremor” (feat. Dimitri Vegas & Like Mike) causou, de fato, um terremoto no local. Aos gritos de “3, 2, 1, go!”, o público vibrou com um dos hits mais icônicos e reproduzidos por vários DJs em seus sets. Mas, dessa vez, a track veio do original criador e com um mashup com “Waiting for Love”, ação especial que Garrix tem feito em todos os shows da tour em memória do famoso DJ sueco Avicii, que foi encontrado morto em abril deste ano. A iniciativa é genial e não deixa a atmosfera melancólica, pois a envolvente batida de “Tremor” acaba por contagiar todos os presentes. 

“Eu te amo, Brasil!” – Martin Garrix.

A sintonia com que o espetáculo musical e visual caminharam foi um destaque do show. Jogo de luzes no palco, lasers que cobriam todo o pavilhão, fumaça e chuva de papeis picados. Garrix não economizou na produção das apresentações que trouxe na ronda sul-americana da tour, afinal de contas, ele foi capaz de mover mais de 100 mil pessoas apenas com quatro datas no Brasil e, se as possibilidades não foram totais (como fogos de artifício e labaredas de fogo) no Rio pelo DJ ter se apresentado em um local fechado (diferente do que aconteceu em Brasília, onde o show foi marcado para o Estádio Mané Garrincha, por exemplo), cada elemento usado pelo DJ deu nuances ainda mais interessantes pra apresentação e deixou a galera muy loca (!)

Nas duas horas, ainda teve um remix muito bem feito de uma faixa original do DJ, “Pizza”, com um hit da Florence and the Machine, “You’ve Got The Love” e faixas mais melódicas, como “So Far Away” (feat. David Guetta, Jamie Scott & Romy Dya), “Ocean” (feat. Khalid) e “Burn Out” (feat. Justin Mylo). Antes de se despedir, Garrix agradeceu o público brasileiro por recebê-lo com tanto carinho e, além dos “obrigados” que soltou em português durante a apresentação, teve um “Eu te amo, Brasil” todo carinhoso que emocionou o coração dos fãs. Tem como ser mais fofo?!

Para encerrar com chave de ouro, o DJ holandês apresentou seu sucesso com Bonn, “High On Life”, que em apenas três meses já ultrapassa os 70 milhões de views no YouTube e é uma música carregada de energias positivas, ou seja, ideal para fechar um show como o de Garrix no Rio: cheio de boas vibrações, amor e paz.

Abertura de luxo: Vintage Culture

O convidado especial da noite foi o famoso e conceituado DJ brasileiro Vintage Culture, que atualmente ocupa a 19ª posição da DJ Mag e está em um momento especial da carreira, em constante evolução. Adepto da house music, o produtor e DJ paranaense de 25 anos já tem uma bagagem super interessante no universo da música eletrônica e é respeitado não somente dentro do território nacional, mas em esferas globais. Em 2017, ele fechou o palco Eletrônica do Rock in Rio e também se apresentou no Lollapalooza.

“Quero ver suas mãos pro alto” – Vintage Culture.

Se sentindo em casa, ele agradeceu à galera pelo apoio e carinho com ele e presenteou o público com duas horas de um set cheio de pressão e efeitos visuais. Logo de cara, “Radioactive”, hit da banda norte-americana Imagine Dragons, incendiou os ânimos da casa, que já estava quase completamente tomada. Assim como seus parceiros de cena eletrônica – Zerb, Bruno Be, Gustavo Mota b2b Groove Delight e Dubdogz* – a função de Vintage Culture na noite era complementar com qualidade o lineup da tour de Martin Garrix no Brasil. Uma abertura de luxo, cá pra nós.

*o duo Dubdogz encerrou a noite nos shows do RJ e Brasília.

Vintage Culture. Foto: Portal PopNow/Tauan Asensi

Foto: Portal PopNow/Tauan Asensi

No set do sulista, só track boa, fazendo a galera se sentir como se estivesse em uma balada. O jogo de luzes e produção palco também. Tudo impecável, conforme manda o manual dos bons shows. Não à toa que o rapaz tem tanto prestígio lá fora e com o próprio Martin Garrix, que foi só elogios ao colega de profissão antes da primeira apresentação em São Paulo.

Os dois tiraram uma foto juntos, inclusive, postada por Vintage Culture em seu Instagram.

Martin Garrix e Vintage Culture. Foto: Reprodução/Instagram (@vintageculture)

Martin Garrix e Vintage Culture. Foto: Reprodução/Instagram (@vintageculture)

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Danielle Barbosa
Escrito por

Pós-graduanda, leonina, 24 anos e jornalista da área de entretenimento há 4 anos. Atuei na produção e imprensa de eventos como Rock in Rio (2013, 2015 e 2017), Lollapalooza Brasil, Maximus Festival e Olimpíadas Rio 2016. A música é como uma extensão da minha alma e a diversidade cultural e linguística me fascinam. Livros não podem faltar na minha estante, shows na minha agenda e esportes na minha programação dia-a-dia. Se pudesse me descrever em uma frase na atual fase da vida, esta seria: "Find what you love and let it kill you." BUKOWSKI, Charles.

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