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Coldplay esbanja vitalidade e sinergia com o público em espetáculo vibrante em Curitiba

Foto: Caroline Hecke/Live Nation. Divulgação.

O grupo britânico esbanjou simpatia e fez um show pra lá de emocionante e encantador para o público curitibano..

Na noite da última terça-feira, 02/03, o Coldplay se apresentou em Curitiba, no Estádio Couto Pereira, para mais de 40 mil pessoas. A apresentação, que faz parte da turnê “Music of Spheres“, foi a primeira na capital paranaense. Liderado por Chris Martin, o Coldplay é uma das bandas de maior apelo e sucesso mundial nos dias de hoje. Não à toa, os ingressos se esgotaram em questão de segundos desde as vendas. Para adicionar mais uma pitada de emoção na passagem dos britânicos por Curitiba, o show estava previsto para acontecer em outubro de 2022, pouco após a apresentação da banda no Rock in Rio. No entanto, o show foi adiado devido à saúde de Chris. Haja ansiedade após uma espera longa!

Com um pequeno atraso e ao som do filme “ET”, “Flying Machine”, Chris, Jonny, Guy e Will subiram ao palco às 20h47, para delírio dos fãs dos britânicos. De cara, já deu pra ver que a banda tinha muitas surpresas boas para a plateia durante a noite. Com o Estádio Couto Pereira todo iluminado pelas Xylobands, a banda emendeu na sequência “Higher Power”, “Adventure of a Lifetime” (com a ação de balões gigantes jogados à plateia) e “Paradise” (com direito à beatbox). Chris, de 46 anos, parecia um menino diante da multidão, que emanava energia positiva em direção à banda. Sorridente e simpático, o cantor pulava e corria de um lado para o outro para saudar e dar às boas vindas ao público. “Muito obrigado”, disse Chris em português. Aliás, o frontman fez o que pode para se comunicar de um jeito que a plateia compreendesse e, por muitas vezes, recorreu a um português bastante enrolado. Que fofo, não é mesmo?!

Foto: Caroline Hecke/Live Nation. Divulgação.

Na sequência, a banda londrina trouxe o público para uma vibe mais intimista com a clássica “The Scientist”. Com Chris no piano e coro da plateia em uníssono, o hit trouxe algumas pessoas às lágrimas. O público, por sua vez, estava bem diversificado. Crianças, adultos, idosos, todos em união a fim de curtir com o Coldplay. “Me desculpem, nós tivemos um problema, mas estamos bem”, disse Chris com risdadas, após o grupo constatar que a guitarra de Jonny estava fora do tom e deveria ser trocada.

“Ok, muito obrigado, boa noite meus amigos. A gente está muito feliz de estar aqui com vocês. Estamos muito felizes de estar aqui em Curitiba. Obrigado por estarem aqui!” (Chris Martin, Coldplay)

“E aí galera? Let’s go”, convidou Chris ao introduzir “Viva La Vida” ao público, com a bandeira do Brasil nas mãos. As pessoas foram à loucura com a canção e os “Ôôôôs” da plateia deram o tom da apresentação. Nesse ponto, a sinergia criada entre banda e fãs já havia transformado a atmosfera em algo muito especial. “Something Like This”, “Fly On” e “Every Teardrop is a Waterfall” vieram em seguida. Canhões de fogo, de luzes e chuva de papel picado. A festa já estava instaurada e nem parecia uma terça-feira para o público curitibano. Falando em festa, o vocalista fez questão de, ao fim das três músicas, mencionar e dar atenção aos cartazes posicionados perto à grade. “Eu também te amo, feliz aniversário”, parabenizou uma fã.

Aliás, o Coldplay se destaca das demais bandas pelo carinho e cuidado com que eles têm com os fãs. A todo momento, Chris se dirigia ao público para perguntar se estava tudo bem e se eles estavam se divertindo. Em “Fly On”, uma fã da banda foi convidada ao palco para tocar com Chris. Ela no piano, ele nos vocais. A felicidade da fã, que parecia realizar um sonho, era visível. Chris, sempre muito simpático, sorria a todo instante e instruía a menina de como dar sequência na canção. Foi um momento pra lá de bonito e inspirador!

“Yellow” veio e pintou o estádio todo em amarelo. As pulseiras interativas brilhavam ao som da melódica canção do primeiro álbum da banda, “Parachutes” (2000). Com diversas pessoas nas costas de seus parceiros, familiares e amigos, a banda fez Curitiba se emocionar. As reações dos fãs eram das mais diversas: enquanto uns sorriam, outros cantavam de olhos fechados, e alguns simplesmente cantavam abraçados e juntos. O efeito good vibes do Coldplay, de fato, fez efeito nos paranaenses.

“Human Heart”, “People of the Pride”, “Clocks” e “Infinity Sign” marcaram o meio da apresentação. A essa altura, o Coldplay já havia encantado os curitibanos com seus efeitos visuais maravilhosos, como as chuvas de papel picado, lasers, labaredas de fogo e fogos de artifício. No entanto, mais encantador do que o espetáculo visual criado pela banda é a maneira com a qual eles lidam com o público: com entrega, paixão e respeito. Um outro elemento importante na contextualização do show do Coldplay é o telão, posicionado ao fundo do palco. Nele, diversas mensagens com um tom social e ambiental significativamente importantes, demonstrando o quanto a banda se preocupa com as causas sociais e do ambiente. “Se você quer amor, seja amor. Se você quer paz, seja paz!”, dizia uma das mensagens compartilhadas durante o show.

Foto: Caroline Hecke/Live Nation. Divulgação.

“Hymn for the Weekend” (com direito à linguagem de sinais) e “Aeterna” deram início à sessão baladinha do show. Com globos de laser, fumaça e tons fluorescentes, os artistas colocaram máscaras e começaram a dançar e brincar com o público. Chris subiu em uma plataforma giratória e interagiu com os fãs. “My Universe”, parceria do Coldplay com o BTS, também foi uma música celebrada pelos fãs. “Ok, vamos cantar juntos! Quando eu disser oh, vocês dizem hey!”, disse o cantor, ao som de fogos de artifício que embelezaram a apresentação.

A seguir, “Sky Full of Stars” e o momento de maior conexão entre banda e fãs. O vocalista pediu para que as pessoas vivessem o momento, ali e agora, com eles, sem nenhuma interação com tecnologia. Com isso, a maioria dos celulares foi deixado de lado e a energia vibrante tomou conta do estádio. Não era a canção “Magic” ou “Magia”, como cantou o Coldplay no Brasil, mas foi um momento definitivamente mágico. A vibração ressonou tão forte que os britânicos tiveram de repetir a faixa, se emocionando junto ao público curitibano.

Foto: Caroline Hecke/Live Nation. Divulgação.

No trecho final da apresentação, o Coldplay surpreendeu aos fãs com a inserção das faixas “Sunrise” e “Sparks” no set. A última, principalmente. Para onde se olhava, era possível ouvir as pessoas comentando: “Nossa, mas eles geralmente não tocam essa ao vivo!”. E, certamente, foi um momento que ecoou muita paz na apresentação. De olhos fechados, fãs se abraçavam e cantavam a faixa, enquanto Chris dedicava todo o seu vocal melódico à canção. Uma fofurice só!

Por fim, o grupo encerrou a passagem da tour “Music of Spheres” por Curitiba com a tríade “Humankind”, “Fix You” e “Biutyful”. Em “Fix You”, mais abraços, comoção e lágrimas. Todo iluminado de amarelo, o estádio foi à loucura com a execução do hit, que é um dos mais aclamados do Coldplay. Com um sorriso estampado no rosto, Chris e a turma toda reverenciaram a plateia ao agradecer a entrega dos fãs em uma terça-feira à noite. Tem como não se apaixonar?!

Setlist:

  1. Higher Power
  2. Adventure of a Lifetime
  3. Paradise
  4. The Scientist
  5. Viva la Vida
  6. Something Just Like This
  7. Fly On
  8. Every Teardrop Is a Waterfall
  9. Yellow
  10. Human Heart
  11. People of the Pride
  12. Clocks
  13. Infinity Sign
  14. Hymn for the Weekend
  15. Aeterna
  16. My Universe
  17. A Sky Full of Stars
  18. Sunrise
  19. Sparks
  20. Magic
  21. Humankind
  22. Fix You
  23. Biutyful
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Written By

Jornalista, publicitária, pós-graduada em Marketing, apaixonada por música e esportes e com experiência de cerca de dez anos na área do entretenimento. Leonina e workaholic, já atuei na produção e imprensa de eventos como Rock in Rio (2013, 2015, 2017, 2019, 2023), Lollapalooza Brasil, Maximus Festival e Olimpíadas Rio 2016. A música é como uma extensão da minha alma e a diversidade cultural e linguística me fascinam. Livros não podem faltar na minha estante, shows na minha agenda e esportes na minha programação dia-a-dia. Se pudesse me descrever em uma frase na atual fase da vida, esta seria: "Find what you love and let it kill you." BUKOWSKI, Charles.

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