Banda Melim. Foto: Reprodução/Facebook
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PopEntrevista: Banda Melim

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São três irmãos. Dois rapazes e uma garota. Gêmeos, Diogo e Rodrigo são os mais velhos. Gabi, a musa da casa, a caçula. Apesar dos laços de família terem, desde cedo, transformado a residência em Niterói (Rio de Janeiro) em um ambiente musical, eles só passaram a tocar juntos há pouco tempo. Mas o sucesso da banda Melim foi imediato. Com um som que passeia pela surf musicreggae e pop, passando por outras influências, os irmãos acabam de assinar com a Universal Music e lançam, em 15 de dezembro, um EP que tem como carro-chefe a canção “Meu Abrigo“. Uma trilha sonora perfeita para celebrar o verão.

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Se hoje os irmãos tocam a vida juntos, nem sempre foi assim. Até pouco tempo, mesmo compondo em parceria, cada um fazia seu trabalho individualmente. Gabi estreou aos 15 anos, cantando samba. Aos 16, gravou um CD em que misturava canções próprias com clássicos de Arlindo Cruz, entre outros bambas. O que mais chamava atenção, porém, eram as participações dos medalhões João Donato e Marcelo D2, dando um respaldo ao trabalho da jovem. Já os gêmeos estudaram canto e aprenderam a tocar vários instrumentos desde pequenos. Violão, guitarra, piano, bateria, gaita e até acordeom figuravam nas aulas. Como muitos, os dois começaram a se apresentar no colégio.

Batemos um papo com a Melim, banda que surgiu no cenário nacional ao participar do programa Superstar, da Rede Globo. Confira a entrevista:

PopNow: Vocês agora estão na Universal Music e acabam de lançar o EP “Meu Verão”, que traça uma trilha sonora bem específica para a estação preferida dos brasileiros. Como foi a produção desse projeto?

Melim: A gente está curtindo muito essa parceria com a Universal, essa história que a gente está construindo junto. Na verdade, a gente ficou um ano para assinar, a gente já tinha interesse de fechar com eles. Logo depois que a gente saiu do Superstar, a gente já vinha conversando, e aí foi no final do ano passado [2017] que a gente realmente assinou e começamos a trabalhar mesmo, assim, pesado. E aí a gente acabou lançando o EP no final de dezembro, que é o “Meu Abrigo”, e a gente saiu com essa música como single. A gente fez clipe e todo mundo gostou, o pessoal da Universal, do escritório, e a gente está super feliz.

PopNow: Vocês participaram do programa da TV Globo Superstar, o que mudou na vida profissional de vocês de lá pra cá?

Melim: Na verdade tudo começou bem antes do programa. Nós já tínhamos carreiras separadas, a Gabi cantava samba, tinha uma carreira solo – ela começou bem antes, chegou até a lançar um CD -, eu e o Diogo, a gente tinha uma banda de pop/rock. O Superstar, na verdade, foi a nossa união. Em 2015 a gente foi para a Festa da Música, em Canela (RS), e a gente teve a oportunidade de dividir o palco para tocar uma música e foi muito legal. A galera toda que estava lá adorou e achou que a gente já era uma banda. Nós somos irmãos, então cada um estava sempre presente na vida do outro, na música, mas a gente seguia carreiras separadas. Mais pelo estilo. Naquela época da festa, a gente estava ficando bem próximo. O que aconteceu é que na festa foi uma apresentação muito maneira, a gente foi aplaudido de pé, foi uma sensação diferente. Logo depois nós postamos dois vídeos no Instagram, fomos chamados para fazer  teste no Superstar. A gente estava se descobrindo como banda ainda. Então o Superstar foi o primeiro passo e um passo gigantesco para a gente. E depois, como toda banda sonha, fechar com uma grande gravadora. Na verdade, foram três passos: entrar para o Superstar, que a gente tinha acabado de montar a banda, tinha um mês mais ou menos; a gente entrou para um escritório, que foi a BBM; e depois, no final do ano passado, a gente fechou finalmente com a Universal. Agora a estrutura é outra, isso faz toda a diferença.

PopNow: Vocês são irmãos, isso ajuda ou atrapalha na hora de trabalhar?

Melim: Acho que ajuda. A gente se conhece a vida inteira. Com o tempo a gente vai ganhando maturidade para separar, e isso só melhora qualquer tipo de relação que a gente possa ter. O trabalho é uma relação que pe outra. Todas as relações são baseadas na confiança. O fato de sermos, não só irmãos, mas a gente sempre foi muito unido. Minha mãe e meu pai sempre foram muito preocupados com isso lá em casa. Eles falavam uma frase que era assim: “Vocês podem brigar com a gente, mas entre si não podem brigar”. A gente quando tinha qualquer diferença, a gente tinha que ficar de bem. E minha mãe sempre trabalhou na divisão. Ela comprava um iogurte, era um para cada. Ela não dava a mais para nenhum de nós. Até porque, lá em casa, somos cinco. Nós somos os caçulas.

PopNow: A gente sabe que, atualmente, a relação entre os artistas e os fãs através das redes sociais é algo muito importante. Como vocês lidam com isso? Os fãs de vocês tem algum nome em especial?

Melim: A gente, na verdade, está usando um apelido para o fã clube, que foram eles mesmos que sugeriram, que são os “Melindos” (Risos). A gente tenta, cada vez mais, estar sempre presente nas redes sociais, porque a gente sabe a importância disso. Hoje em dia o contato com o fã que a gente mais têm está na rede social, é postando, respondendo. A gente tenta responder o máximo que dá. Inclusive, a gente não deixa ninguém responder, a gente gosta de pegar para fazer, por isso que muitas vezes a gente não responde tão rápido. E eu acho nossos fãs muito educados. A galera sempre respeita. Não sei se, pelo estilo de música, mas a gente recebe muito carinho, são muito educados. Até nos shows. E na internet é isso. É se adaptar para essa nova realidade. Para todo mundo é nova essa vida de internet. Você mostra a sua intimidade para pessoas que não te conhecem.



PopNow: Apesar de vocês serem jovens, já compuseram bastante para grandes artistas como Ivete Sangalo e Luan Santana. Como foi isso?

Melim: Primeiro a gente começou a compor as músicas que a gente gostava, que veio desde criança. A gente tinha várias músicas. Depois a gente se encontrou com outro menino, que era compositor também e a gente mostrou as nossas músicas. Ele falou “pô cara, vocês têm que mandar essas músicas para outras pessoas gravarem também”, e a gente começou a pensar nisso. A gente sentou, começou a fazer sem compromisso, da nossa forma, e começou a mandar as nossas músicas para as pessoas. E o legal foi isso, porque as pessoas começaram a se identificar por ser algo diferente. Por ser algo que não tinha muitas pessoas fazendo, e começou a dar certo. O mais legal é quando você escreve uma música para o seu universo musical, o seu estilo, e um outro artista completamente diferente se identifica e grava, tem sempre uma surpresa. Eles mudam arranjo, cantam de forma diferente. Então aquela música que a gente gravando é uma música 100%, vem o Jorge & Mateus ou Sorriso Maroto, por exemplo, vira um sertanejo ou um pagode.

PopNow: Agora vamos falar sobre sonhos. Se pudessem colaborar com algum artista brasileiro, qual seria?

Melim: Tem dois artistas que a gente gosta muito e que são mais ou menos do segmento, para gravação. Primeiro o Djavan, que a gente gosta muito, e a gente aprende muito com a forma que ele escreve e a forma com que ele compõe as melodias. É muito diferente. E o número dois seria o Alexandre Carlos, da banda Natiruts, que é uma das maiores bandas de Reggae que a gente tem no Brasil, que também é influenciado pelo Djavan. Então, na verdade, são os dois.

PopNow: E internacional?

Melim: A gente gosta muito do Magic!, a gente curte muito o Ed Sheeran, a Corinne Bailey Rae. Tem uma galera!

PopNow: Quais são os próximos projetos e como anda a agenda de shows?

Estamos gravando a segunda etapa do nosso CD, e a gente está muito feliz. São autorais, composições nossas. E cada vez a gente está fazendo mais shows. Tudo vai caminhando junto. Inclusive dia 25, a gente faz show no Solar de Botafogo, no Rio, e no dia 31 em Búzios, com a Claudia Leitte.

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