Me Chame pelo Seu Nome. Foto: Divulgação.
Cinema

Oscar 2018: Melhor Roteiro (Adaptado e Original)

Foto: Divulgação

Histórias que, antes de iluminar as telas, figuravam no papel, sejam elas criações originais ou baseadas em material previamente existente: são os roteiros.

Os vitoriosos de 2017 foram: Barry Jenkins e Tarell Alvin McCraney, pelo roteiro adaptado de Moonlight: Sob a Luz do Luar; e Kenneth Lonergan, pelo roteiro original de Manchester à Beira-Mar.

Leia também: Oscar 2018: Melhor Animação


Vamos, então, conhecer os trabalhos indicados deste ano!

Melhor Roteiro Adaptado:

Me Chame Pelo Seu Nome

Me Chame pelo Seu Nome. Foto: Divulgação.

Me Chame pelo Seu Nome. Foto: Divulgação.

Baseado no livro do escritor egípcio André Aciman, o filme conta a história do romance que se desenvolve entre Elio, um garoto de 17 anos passando as férias na Itália, e Oliver, o assistente de seu pai, durante uma temporada de verão. O curioso é que James Ivory, o autor da adaptação, agora aos 89 anos, sempre foi conhecido por seus trabalhos de direção: obras como Uma Janela para o Amor (1985), Retorno a Howards End (1992) e Os Vestígios do Dia (1993), entre muitas outras – em uma longa parceria com o produtor Ismail Merchant (morto em 2005), que também foi seu companheiro de vida, e a roteirista Ruth Prawer Jhabvala (morta em 2013).

O Artista do Desastre

O Artista do Desastre. Foto: Divulgação.

O Artista do Desastre. Foto: Divulgação.

A história de Tommy Wiseau (vivido por James Franco), figura enigmática e bizarra, na realização de seu projeto The Room, amplamente considerado um dos piores filmes já feitos. O livro que deu origem a O Artista do Desastre foi escrito por Tom Bissell e Greg Sestero este último, aliás, é parte integral da trama, tendo sido amigo de Wiseau; e no filme é interpretado por Dave Franco. Os responsáveis pelo roteiro são a dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, que já fizeram: o original (500) Dias com Ela (2009) e as adaptações O Maravilhoso Agora (2013) e A Culpa É das Estrelas (2014).

Logan

Logan. Foto: Divulgação.

Logan. Foto: Divulgação.

O décimo filme da franquia X-Men e o terceiro e último de Wolverine solo – após X-Men: OrigensWolverine (2009) e Wolverine: Imortal (2013) – este Logan traz o personagem-título já envelhecido que, junto com um Professor Xavier bastante doente, busca defender a jovem mutante Laura dos vilões. Mesmo com a trama em si sendo original, ela é baseada em personagens já existentes, de um universo já bastante retratado, portanto o roteiro é considerado pela Academia como adaptado. Os roteiristas são o próprio diretor James Mangold Scott Frank (que já havia recebido uma indicação, na mesma categoria, em 1999, por Irresistível Paixão) e Michael Green (que, este ano, também co-assina o roteiro de Blade Runner 2049).

A Grande Jogada

A Grande Jogada. Foto: Divulgação.

A Grande Jogada. Foto: Divulgação.

Baseado no livro autobiográfico de Molly Bloom, o filme conta a história desta mulher (vivida por Jessica Chastain) que, a partir de uma fatalidade que a impediu de jogar os Jogos Olímpicos de Inverno, mudou-se para Los Angeles e começou a coordenar jogos de cartas clandestinos, tendo a elite de Hollywood como sua clientela. Aaron Sorkin é um dos roteiristas mais respeitados do mercado; responsável pela série The West Wing: Nos Bastidores do Poder, ele escreveu os roteiros de filmes como A Rede Social (2010), que lhe rendeu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, O Homem que Mudou o Jogo (2011), que lhe rendeu uma indicação na mesma categoria, e Steve Jobs (2015). Apesar da ampla experiência na escrita, A Grande Jogada é o primeiro filme que Sorkin dirige.

Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi

Mudbound. Foto: Divulgação.

Mudbound. Foto: Divulgação.

Uma saga de duas famílias. Henry e Laura McAllan mudam-se da cidade para uma fazenda nas margens do Rio Mississippi; lá uma família negra, os Jackson, são responsáveis pelo plantio e colheita. O pai de Henry, Poppy, é um ultra-conservador que busca manter o privilégio branco, enquanto Jamie, o irmão de Henry, forma uma amizade com Ronsel, filho dos Jackson, ambos recém-chegados do combate na Segunda Guerra Mundial. Baseado no livro de Hillary Jordan, o roteiro do filme foi escrito por Virgil Williams (que já trabalhou em séries como 24 Horas, Plantão Médico e Mentes Criminosas) e pela diretora Dee Rees.

Melhor Roteiro Original:

Doentes de Amor

Doentes de Amor. Foto: Divulgação.

Doentes de Amor. Foto: Divulgação.

O comediante paquistanês Kumail e a estudante de psicologia Emily se apaixonam, mas encontram dificuldades quando suas culturas entram em conflito – até que Emily contrai uma doença misteriosa e é colocada em coma. O filme foi escrito pelo casal Kumail Nanjiani e Emily V. Gordon e é parcialmente baseado na história deles, antes de seu casamento – sendo descrito como uma semi-autobiografia.

Corra!

Corra!. Foto: Divulgação.

Corra!. Foto: Divulgação.

O roteiro escrito por Jordan Peele tem como personagem central Chris, um rapaz negro que vai conhecer a família de sua namorada branca, Rose – e lá descobre um segredo perturbador. Peele era famoso por seu trabalho em comédia, especialmente no show de esquetes Key & Peele. Ele também é o diretor do filme.

Lady Bird – A Hora de Voar

Lady Bird. Foto: Divulgação.

Lady Bird. Foto: Divulgação.

O filme conta a saga de amadurecimento da jovem Christine, que está para se formar no ensino médio e entrar na faculdade, ao mesmo tempo abordando seu relacionamento turbulento com a mãe, Marion. Apesar de a história ter sido descrita como semi-autobiográfica, a roteirista e diretora Greta Gerwig desmente, mas afirma que ela tem “o cerne de uma verdade que ressoa com o que ela conhece”. Gerwig já havia co-assinado roteiros antes, em parceria com seu namorado, o diretor Noah Baumbach: Frances Ha (2012) e Mistress America (2015).

A Forma da Água

A Forma da Água. Foto: Divulgação.

A Forma da Água. Foto: Divulgação.

A história da zeladora muda que se apaixona por um homem-anfíbio e busca salvá-lo dos perigos que ele corre no laboratório em que se encontra foi idealizada pelo realizador Guillermo del Toro há algum tempo; na parceria com a roteirista Vanessa Taylor (que escreveu Um Divã para Dois (2012), Divergente (2014) e agora trabalha na versão live action de Aladdin), a premissa foi transformada em roteiro. Del Toro já havia sido indicado nesta categoria anteriormente, em 2007, por O Labirinto do Fauno.

Três Anúncios para um Crime

Três Anúncios para um Crime. Foto: Divulgação.

Três Anúncios para um Crime. Foto: Divulgação.

O britânico Martin McDonagh escreveu o roteiro desta história, sobre uma mulher que coloca anúncios em outdoors de uma estrada para chamar a atenção do assassinato não resolvido de sua filha, baseando-se em três anúncios similares que vira em uma estrada nos Estados Unidos. Ele conta que escreveu o roteiro já com Frances McDormand e Sam Rockwell em mente para os papeis de Mildred e Dixon. McDonagh já havia recebido uma indicação nesta categoria, por Na Mira do Chefe (2008).

Oscar 2018: Melhor Roteiro (Adaptado e Original)
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