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‘Supergirl’ tem estreia fraca e DC Studios quebra o silêncio após bilheteria abaixo do esperado
O novo capítulo do Universo DC encontrou sua primeira turbulência nos cinemas de todo o mundo. Supergirl, a aguardada aventura espacial estrelada por Milly Alcock, decepcionou em seu primeiro fim de semana nas salas de exibição, arrecadando números significativamente abaixo do projetado pelos executivos. Diante do tropeço comercial, Peter Safran, copresidente e co-CEO da DC Studios, veio a público para se posicionar sobre o desempenho do longa e acalmar os investidores quanto ao futuro da franquia de super-heróis.
Raio-X da estreia de Supergirl nos cinemas:
- Arrecadação inicial: O filme somou apenas 38 milhões de dólares nos cinemas da América do Norte e alcançou 68 milhões de dólares globalmente.
- Alvo perdido: A Warner Bros. esperava uma largada doméstica de pelo menos 50 milhões a 55 milhões de dólares para o blockbuster de verão.
- Orçamento pesado: A produção custou substanciais 170 milhões de dólares (sem contar os gastos massivos de marketing). O ponto de equilíbrio para dar lucro gira entre 300 milhões e 375 milhões de dólares.
- Recepção mista: O longa amargou 56% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes e recebeu uma nota B- no termômetro do público do CinemaScore.
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Peter Safran defende plano de longo prazo e minimiza impacto imediato
Apesar de a prima do Superman não ter conseguido levantar voo com a força esperada, a alta cúpula da DC Studios mantém a cabeça fria. Em entrevista concedida ao renomado jornal The New York Times, Peter Safran garantiu que o resultado comercial de um único filme não irá desestabilizar o planejamento macro da marca. A ideia do estúdio é continuar investindo em narrativas interconectadas para construir um universo robusto o suficiente para rivalizar diretamente com os estúdios da Disney e da Marvel.
O executivo fez questão de blindar o projeto, lembrando que o processo de reconstrução de uma marca de heróis de grande escala exige paciência do mercado cinematográfico internacional. Diferente do herói principal, que arrastou multidões no ano passado sob o comando de James Gunn, a Supergirl ainda não desfruta do mesmo apelo popular com o público geral de massa, limitando sua estreia ao público nichado de fãs de quadrinhos masculinos, que compôs 59% das salas de cinema.
“Embora ‘Supergirl’ não tenha atendido às nossas expectativas de bilheteria, ela é apenas um componente de uma estratégia de longo prazo muito mais ampla na DC Studios, na qual continuamos totalmente confiantes”, declarou Peter Safran.
Próximos passos da DC: do terror com Clayface à sequência de Superman
A engrenagem do novo Universo DC não vai parar de girar por conta do primeiro obstáculo de percurso. A Warner Bros. já possui um calendário de lançamentos muito bem desenhado para os próximos meses. A próxima aposta cinematográfica será o filme de terror Clayface (Cara-de-Barro), dirigido por James Watkins, com estreia marcada para 23 de outubro de 2026. Por contar com um orçamento bem mais modesto de 40 milhões de dólares, o projeto traz um risco financeiro consideravelmente menor para os cofres do estúdio.
Para o universo da televisão e streaming, a HBO prepara para este ano o lançamento da aguardada série de drama policial Lanterns (focada nos Lanternas Verdes). Já nos cinemas, o grande trunfo de reabilitação comercial da marca acontecerá no dia 9 de julho de 2027 com a estreia de Superman: Man of Tomorrow. O longa trará a assinatura de direção de James Gunn e marcará o retorno de David Corenswet no papel principal para enfrentar o Lex Luthor de Nicholas Hoult em uma escala apocalíptica.
Toy Story 5 esmaga a concorrência e Hollywood registra verão histórico
O principal motivo para a Supergirl ter ficado em segundo lugar nas paradas de bilheteria atende pelo nome de Woody e Buzz Lightyear. A animação Toy Story 5, da Disney e Pixar, continuou sua dominação absoluta ao faturar impressionantes 70 milhões de dólares em seu segundo fim de semana em cartaz na América do Norte. Em apenas 12 dias de exibição, a franquia de brinquedos já acumula colossais 585 milhões de dólares globalmente, pavimentando o caminho para quebrar a marca histórica de 1 bilhão de dólares e se tornar a maior bilheteria de toda a história da saga de 31 anos.
Abaixo, confira a tabela de dados comparando o desempenho comercial das principais produções em cartaz nos cinemas norte-americanos neste fim de semana de junho de 2026:
| Filme em Exibição | Bilheteria (Fim de Semana) | Arrecadação Global Total | Orçamento de Produção |
|---|---|---|---|
| Toy Story 5 | 70,0 milhões de dólares | 585,0 milhões de dólares | Não Divulgado |
| Supergirl | 38,0 milhões de dólares | 68,0 milhões de dólares | 170,0 milhões de dólares |
| Obsession | 9,8 milhões de dólares | 370,0 milhões de dólares | Baixo Orçamento |
| Jackass: Best and Last | 8,4 milhões de dólares | 10,3 milhões de dólares | 10,0 milhões de dólares |
| Disclosure Day (Spielberg) | 8,1 milhões de dólares | 193,0 milhões de dólares | 115,0 milhões de dólares |
O ranking de bilheteria do fim de semana também registrou a queda histórica de Jackass: Best and Last, que abriu com fracos 8,4 milhões de dólares nos EUA, registrando a pior largada de toda a história da franquia de pegadinhas insanas de Johnny Knoxville — muito embora o projeto de 10 milhões já caminhe para se pagar com folga. Em contrapartida, o terror independente Obsession se consolidou como o grande fenômeno lucrativo do ano, atingindo assustadores 370 milhões de dólares globais em sua sétima semana em exibição.
Apesar das oscilações individuais de marcas consolidadas como a DC Studios, a indústria cinematográfica de Hollywood tem muitos motivos para celebrar. O mercado de exibição está registrando a sua melhor temporada de verão desde o período pré-pandêmico, faturando índices que se encontram a meros 1,7% de diferença do recorde histórico estabelecido no ano de 2019. A expectativa das redes de cinema é que o feriado de 4 de julho traga fogos de artifício ainda maiores para as bilheterias com as estreias de Minions & Monsters e o novo filme de Christopher Nolan, The Odyssey.
