Halsey preparou mais algumas cartas na manga. A artista acaba de lançar a edição deluxe do seu aclamado quinto álbum de estúdio, The Great Impersonator. O projeto foi expandido com cinco músicas inéditas, incluindo a faixa pop-rock “Carry the Weight” e a canção “Lucid”, que já haviam sido apresentadas ao público durante os shows da For My Last Trick Tour.
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Além dessas duas, a nova versão traz as músicas “Lessons”, “Nothing”, “Charades” e a versão demo de “Afraid of the Dark”. “Foi muito importante para mim que vocês recebessem todas as músicas que eu pretendia que vocês ouvissem no ciclo do TGI”, compartilhou Halsey em um comunicado anunciando o lançamento. “Aqui está a pontuação final nessa longa frase”.
Vulnerabilidade, saúde e a sensação de despedida

As novas canções aprofundam a premissa dolorosa de The Great Impersonator. O projeto foi criado inteiramente como um álbum conceitual logo após a estrela ser diagnosticada com Lúpus (LES) e um raro distúrbio linfoproliferativo das células T.
Diante dos problemas de saúde, a artista temeu que este pudesse ser o último disco que faria na vida, e derramou todo o seu luto, medo e resiliência nas letras. O peso emocional transparece fortemente nas novas adições, como na reflexiva faixa “Charades”, onde ela questiona abertamente: “Você consegue ver que estou sangrando no palco?”.
O peso da fama e as cobranças da indústria
The Great Impersonator chegou originalmente em outubro de 2024, marcando o primeiro lançamento da cantora sob o selo da Columbia Records, gravadora com a qual assinou em 2023 após deixar a Capitol Records. Apesar da gratidão expressa à nova equipe, os bastidores não foram fáceis. Em setembro passado, Halsey desabafou com o apresentador Zane Lowe, da Apple Music, dizendo que, na época, “não tinha permissão” para fazer um álbum porque o projeto anterior “não teve o desempenho que eles queriam”.
Mesmo com as pressões, a estrela defende fortemente os números do disco: “Se estou sendo honesta com você, o álbum vendeu a porra de 100.000 cópias na primeira semana. Essa é uma primeira semana muito grande, especialmente para um artista que não tem um hit há muito tempo”.
A cantora também refletiu sobre as expectativas irreais da indústria: “Seria considerado um sucesso para a maioria dos artistas, 100.000 álbuns na primeira semana, em uma era em que não vendemos música física. Mas é um fracasso no contexto do tipo de sucesso que tive antes. E essa é a parte mais difícil de ter sido uma estrela pop uma vez, porque não sou mais uma, e estou sendo comparada a pessoas que não considero laterais a mim”. O sucesso do projeto com o seu público fiel se provou real nos palcos, com a For My Last Trick Tour se consolidando como a turnê mais rentável de toda a sua carreira.
A recepção aclamada da crítica
Em meio às provações pessoais e corporativas, a arte de Halsey ressoou poderosamente com a crítica especializada. O prestigiado jornalista Rob Sheffield, da Rolling Stone, destacou a força do projeto em sua resenha: “Há uma tensão constante entre a sagacidade lúdica na música e a melancolia lenta dos vocais. Mas os melhores momentos de The Great Impersonator acontecem quando a música vence. Brincar com o passado parece agitar sua imaginação — e apontar para o futuro”.
Ouça “The Great Impersonator (Deluxe)”
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