Single nasce da pista como um convite para sentir, soltar e se perder no momento
Antes mesmo de virar música, “Something Beautiful” já existia no ar. Estava nas luzes cortando a noite, no grave que atravessa o peito, no instante em que ninguém pensa e só sente. Foi ali, no meio da pista, que Bruna Strait começou a desenhar essa nova fase. A estreia no palco Perry’s by Fiat, no Lollapalooza Brasil, na última sexta (20), foi menos um teste e mais um ritual de passagem. Em um set que pulsava entre memória e futuro, a DJ carioca celebrou sua trajetória na eletrônica e, sem aviso, abriu uma fresta para o que ainda estava por vir.
Quando Bárbara Grando entrou com os vocais ao vivo, “Something Beautiful” deixou de ser promessa e virou experiência. O público entendeu na hora. Não como quem escuta, mas como quem atravessa a música com o corpo inteiro. Agora, a faixa ganha forma definitiva. A versão de estúdio acaba de chegar às plataformas, carregando um pouco daquele instante suspenso no tempo.
O som aponta para um novo território. Bruna, que construiu seu nome entre o Tech House, o Minimal Deep e o House, suaviza as bordas e se aproxima do Dance Pop sem perder a pulsação da pista. É música que cabe no fone, mas pede espaço: seja no quarto ou sob luz estroboscópica. “Essa faixa veio desse momento em que tudo encaixa e você esquece do resto”, diz Bruna. “É quando a música toma conta e vira quase um lugar. Pra mim, é sobre liberdade, conexão… e alegria sem esforço.”
A conexão com Bárbara começou de forma simples, pela internet, mas cresceu rápido. Como essas coisas que fazem sentido antes mesmo de serem explicadas. No fim de 2025, as duas revisitaram “Can’t Get You Out of My Head”, de Kylie Minogue, e viram a resposta vir em números e em sentimento. Mas faltava algo que fosse só delas.
Bárbara, que divide a composição com Mara Marques e Bibi, lembra desse processo como um fluxo contínuo, sem muita pausa pra pensar. “A gente se encontrou muito fácil. No meio disso tudo, veio o convite pro Lolla, e eu nem pensei duas vezes”, conta. “Quando ela me mandou a base, ainda em dezembro, a letra praticamente pediu pra existir.”
“Something Beautiful” não se apoia em excessos. Pelo contrário: ela encontra força no simples. Na ideia de que dançar já basta. Que o movimento, por si só, pode ser um tipo de cura. A letra nasce desse lugar. Um espaço onde o passado perde força e o presente ocupa tudo. “Eu comecei a enxergar que se divertir pode ser algo muito profundo”, diz Bárbara. “Soltar o controle, largar o peso… tem algo de espiritual nisso. Dançar, cantar, pular. Tudo isso também é confiar.”
Mais do que um lançamento, a música carrega intenção. Bruna sabe o espaço que ocupa e o que ainda precisa ser aberto. Depois de dividir line-ups com nomes como Michael Bibi, Mau P e Martin Garrix, ela olha ao redor e puxa outras vozes com ela.
Sobre Bruna Strait
DJ e produtora nascida e criada na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Bruna Strait acumula mais de dez anos de trajetória na música eletrônica. Com raízes consolidadas na cena LGBT underground carioca, ela construiu sua identidade sonora transitando com maestria entre o Tech House, o Minimal Deep e o House, somando mais de 1 milhão de plays apenas no Spotify.
A artista construiu uma base sólida de projeção internacional ao realizar turnês pela Europa e Reino Unido (em 2019 e 2022) e acumular apresentações em palcos de peso, como o Rock in Rio (Brasil e Lisboa). Em 2025, alcançou um de seus maiores marcos ao vencer o concurso mundial de remixes de Madonna com uma versão de “Ray of Light”, escolhida a dedo pela própria Rainha do Pop e por William Orbit. Tendo dividido line-ups recentes com gigantes como Michael Bibi, Mau P e Martin Garrix, Bruna consolida sua ascensão em 2026 com sua aguardada estreia no Lollapalooza Brasil.
Sobre Bárbara Grando
Bárbara Grando nasceu em Marechal Cândido Rondon e cresceu em Mercedes, cidades do Paraná, no Sul do país. Sua música combina pop futurístico com autoconhecimento. Desde cedo, esteve ligada à arte, iniciando no canto aos 5 anos e no piano aos 8. Após estudar Licenciatura em Música, lançou sua primeira obra autoral aos 25 anos e, hoje, aos 29, já possui 21 músicas lançadas, dois EPs e está produzindo seu álbum de estreia que lança em 2026.
Guiada pela espiritualidade, Bárbara vê a música como um meio de cura e transformação, buscando impactar a vida de seu público através de suas canções. Para a artista, a conexão humana assemelha-se à sintonia de rádios: é necessário estar na mesma frequência vibracional para que o encontro aconteça com quem deve ser, no momento certo. Sob a premissa de que a arte precisa ser vivida e sentida, seu ritual criativo consiste em captar a inspiração diretamente da fonte de suas vivências pessoais, transformando-as em poesia e música.
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