Sean “Diddy” Combs foi alvo de quatro novos processos por agressão sexual, movidos com base na Lei de Violência Motivada por Gênero. O prazo para entrar com esse tipo de ação se encerra em 1º de março.
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Os processos, registrados em Nova York, trazem relatos parecidos: as vítimas afirmam que foram dopadas e forçadas a atos sexuais. Em 2022, a lei foi modificada para permitir que sobreviventes, cujos casos antes estavam prescritos, pudessem buscar justiça dentro do período de 1º de março de 2023 a 1º de março de 2025. Com o prazo chegando ao fim, mais denúncias podem surgir nos próximos dias.
O primeiro processo contra Sean “Diddy” Combs foi movido por Aristalia Benitez, que em 1995, aos 20 anos, morava em Nova York. Na época, ela estudava na Universidade de Nova York e trabalhava na Pepe Jeans, uma marca ligada à Tommy Hilfiger. Segundo seu relato, Andy Hilfiger a convidou para uma festa em um restaurante onde Combs também estava presente. Durante o evento, ela se sentou ao lado dele e recebeu uma bebida sem álcool. Pouco depois, Combs teria começado a tocá-la à força, apalpando seus seios, nádegas e região íntima por baixo da roupa.
Benitez conta que perdeu a consciência e só acordou horas depois no banco de trás de um táxi, sem lembrar o que aconteceu. A corrida já estava paga, e ela sentia dor na região pélvica. No processo, ela afirma acreditar que foi violentada sexualmente por Combs e outras pessoas enquanto estava inconsciente.
Outro acusador, Justin Gooch, relata que tinha 16 anos em 1999 e morava com seus avós em Nova Jersey. Em janeiro daquele ano, ele foi ao conhecido clube Tunnel, em Nova York, onde encontrou Sean “Diddy” Combs. De acordo com seu depoimento, Combs o chamou para um dos banheiros do local e, dentro de uma cabine, lhe ofereceu ketamina. Em seguida, Gooch afirma ter sido abusado sexualmente. Depois do ocorrido, Combs teria dito: “Não foi tão ruim assim, foi?”
Leslie Cockrell entrou com um terceiro processo por um caso ocorrido em 1999, quando tinha 24 anos. Na época, ela trabalhava descobrindo novos talentos na indústria musical e, durante o verão, foi a uma festa de Sean “Diddy” Combs nos Hamptons com o artista Jay Stone, acreditando que seria uma boa oportunidade para fazer contatos.
Na festa, Combs lhe ofereceu uma bebida e passou a tocá-la enquanto mostrava a casa. Segundo seu relato, o local estava cheio de pessoas nuas envolvidas em atividades sexuais. Depois de tomar a segunda bebida, ela começou a se sentir tonta e foi levada para um quarto para descansar sozinha. Ainda sem conseguir reagir, acordou em meio ao abuso sexual cometido por Combs. Quando recuperou totalmente os sentidos, sentia dores e foi orientada a não contar a ninguém sobre o que aconteceu.
Kendra Haffoney entrou com um quarto processo contra Sean “Diddy” Combs e a VH1, relatando um episódio de 2007, quando trabalhava em um showroom de designers em Los Angeles. Ela se inscreveu para o programa da VH1, “I Want to Work for Diddy”, foi escolhida e se mudou para Nova York naquele ano.
Em uma noite, ela foi convidada para uma festa após o evento e foi levada a um quarto nos fundos, onde Combs estava com outras pessoas. Lá, ela bebeu algo que acredita estar dopado. Ao se sentar ao lado de Combs, ele a forçou a fazer sexo oral. Ela perdeu a consciência e, quando acordou, encontrou Combs sentado no pé da cama. Ela sabia que havia sido drogada e sentia dores na região íntima. Mais tarde, ela foi convidada para a mansão de Combs em Los Angeles, onde foi abusada novamente.
De acordo com a Variety, os representantes de Sean “Diddy” Combs responderam ao pedido de comentário dizendo: “Não importa quantos processos sejam apresentados — especialmente por pessoas que se recusam a se identificar — isso não muda o fato de que o Sr. Combs nunca agrediu sexualmente ninguém, seja homem ou mulher, adulto ou menor. Este processo é apenas uma coleção de manchetes, misturando alegações de outros casos e rumores sem fundamento. Com o prazo da Lei de Violência Motivada por Gênero de Nova York se encerrando amanhã, algumas pessoas estão tentando fazer acusações de última hora sem qualquer base. Vivemos em um mundo onde qualquer um pode processar por qualquer motivo, mas isso não torna as alegações verdadeiras. O Sr. Combs está confiante de que será absolvido no tribunal.”
Esses processos surgiram logo após um homem processar Combs por agressão sexual, alegando que o abuso aconteceu em 2012. Combs está atualmente detido no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, onde ficará até o julgamento criminal, previsto para o dia 5 de maio.
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