Pop

‘Detour’: Kim Petras anuncia novo álbum e marca recomeço visceral após saída de gravadora

A cantora Kim Petras está pronta para iniciar um novo e decisivo capítulo em sua trajetória musical. A estrela pop de 33 anos anunciou oficialmente o lançamento de seu mais novo álbum de estúdio, intitulado ‘Detour’. O projeto chega com ares de “álbum de estreia”, marcando a libertação da artista após um período de fortes turbulências e impasses na indústria fonográfica.

O rompimento e a reconstrução

Nos últimos anos, Petras viu as fundações de sua carreira balançarem. A sua parceria criativa de uma década com o produtor Dr. Luke frequentemente gerou mais escrutínio público do que estabilidade. Embora tenha feito história ao se tornar a primeira mulher trans a vencer o Grammy de Melhor Colaboração Pop em 2023 com ‘Unholy’ — hit ao lado de Sam Smith —, a cantora lidava com frustrações internas. No início deste ano, Kim chegou a implorar publicamente para ser liberada de seu contrato com a Republic Records, alegando que a gravadora atrasava incessantemente o progresso de ‘Detour’. Como resposta a esse sistema em falência, ela decidiu demolir o passado e começar de novo.

Nova sonoridade e parceiros inéditos

Longe de tentar salvar a antiga estrutura, Kim Petras apresenta em ‘Detour’ um pop focado, dinâmico e propositalmente menos lapidado. Para criar essa atmosfera, a artista revitalizou seu espírito colaborativo e recrutou nomes como a dupla de hyperpop Frost Children (que traz uma estética nostálgica da internet dos anos 2000), a produtora Margo XS e Nick Weiss, do projeto eletrônico Nightfeelings.

O álbum não perde tempo em ditar o ritmo eletrizante da nova era, começando por uma forte sequência de três faixas: a faixa-título ‘Detour’, seguida pela pulsante ‘DTLA’ e pela nostálgica ‘I Like Ur Look’. Em ‘Detour’, Petras canta abertamente sobre sua mudança de perspectiva:

“Este é o começo do fim. Tudo o que veio antes é apenas fingimento”.

Um mergulho na intimidade com ‘Brutalist’

Apesar de não abrir mão de suas típicas inclinações descontraídas e sensuais — presentes em faixas como ‘Freak It’, ‘Polo’ e ‘Check It’ —, o disco também explora um nível de vulnerabilidade nunca antes visto em trabalhos como ‘Feed the Beast’ ou ‘Problématique’. O maior exemplo é a faixa ‘Brutalist’. Apoiada por sintetizadores e percussão pop-rock, Kim usa a demolição de estruturas arquitetônicas como metáfora para as lembranças de seu pai (que era arquiteto e a levava a consultas na infância), traçando paralelos dolorosos com a forma como sua própria transição de gênero foi percebida por outras pessoas.

Sair da versão mobile