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Lollapalooza

St. Vincent: voz, guitarra e poder

Foto: Reprodução/Instagram (@stvincent)

St. Vincent – nome artístico de Annie Clark, vale salientar – é uma artista completa: toca diversos instrumentos, compõe, canta, dirige.

No último dia 4 de abril, a moça esteve no Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82, Sé) para cantar especialmente músicas de seu último álbum MASSEDUCTION, que ficou na primeira posição nas listas de melhores de 2017 de Jon Pareles (do The New York Times e The Guardian).

Vestindo um maiô cavado, tomara-que-caia, e um par de botas até as coxas, ambos de vinil e de cor rosa-choque, St. Vincent fez uma apresentação baseada em voz, trocas de guitarra e conversas (sucintas, verdade seja dita) com o público.

Nas paredes do Cine Joia, enxertos de videoclipes e experimentações de imagem. Luzes coloridas entravam em cena de vez em quando. Não havia banda no palco, o que poderia ser o suficiente para causar certa estranheza: o conjunto, bastante enxuto para uma artista de renome, não foi capaz de empobrecer o show. Mérito, claro, da própria St. Vincent.

Foto: Grammy.

O evento ocorrido no Cine Joia foi parte da Lolla Party, uma celebração paralela ao Lollapalooza Brasil, onde St. Vincent também tocou.

O concerto menor começou com “Sugarboy”, canção que foi recebida com aplausos e que fala sobre sexualidade e solidão. Clark, embora não encaixote as suas predileções, é aberta em seus amores e conhecida por ter namorado nomes como Cara Delevingne e Kristen Stewart.

Nos versos de Sugarboy, St. Vincent clama ser como aqueles que a escutam e, em determinados momentos, chama por rapazes e por mulheres. Para quem está dentro do mundo LGBTQs, é sempre importante ter alguém que estenda a mão.

Voltemos. Durante aproximadamente 70 minutos, Clark cantou oito faixas de MASSEDUCTION, como a faixa-título, “Los Angeles”, “Pills” e “New York” (que contou até com uma alfinetada aos políticos de Brasília), além de canções de Strange Mercy (2011).

O bis do show contou com “Severed crossed fingers” e “Happy birthday, Johnny”. Estas últimas foram feitas no melhor esquema “guitarra e voz”, num tom mais íntimo.

História

Annie Clark lançou o seu primeiro trabalho em 2007. Marry me, como foi chamado, teve a atenção da crítica especializada e criou alguns fãs apaixonados.

Seus álbuns seguintes, Actor (2009), Strange Mercy (2011), Love this giant (2012, criado em parceria com David Byrne) e St. Vincent (2014), fizeram que ela se tornasse uma personalidade. Vale dizer, aliás, que o seu álbum homônimo foi o ganhador do Grammy de Melhor Álbum Alternativo também em 2014. O prêmio havia sido dado para outra mulher em 1991, quando Sinéad O’Connor subiu ao palco.

Em 2017, a artista lançou MASSEDUCTION, co-produzido por Jack Antonoff. No ano passado, trouxe ao mundo MassEducation, um álbum ao vivo, mas gravado em estúdio. Nele, Thomas Bartlett assume os pianos, criando novas versões para canções conhecidas.

Este trabalho, de acordo com a própria St. Vincent – como está disponível em sua biografia, em sua página do Facebook -, pode ser definido como:

“dois amigos próximos tocando juntos, num tipo de compreensão secreta que alguém só pode compreender ao desfrutar noites sem fim na cidade de Nova York” – St. Vincent.

 

Para conhecer melhor o trabalho de Clark, recomendamos que você dê uma passada no Deezer.

 

St. Vincent: voz, guitarra e poder
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