Faces Places. Foto: Divulgação.
Cinema

Oscar 2018: Melhor Documentário

Nem só de ficção vive o cinema, não é? Pois então vamos dar uma conferida nos indicados ao Oscar de Melhor Documentário! O vencedor do ano passado foi O.J.: Made in America.

E os indicados de 2018 são…

Abacus: Pequeno o Bastante para Condenar

Abacus: Pequeno Demais para Condenar. Foto: Divulgação.

Abacus: Pequeno o Bastante para Condenar. Foto: Divulgação.

O filme discorre sobre um pequeno banco chamado Abacus, que se tornou a única instituição financeira a enfrentar processos criminais após a crise hipotecária americana de 2008. O diretor Steven James é um documentarista veterano, mas só possui uma indicação anterior ao Oscar, pela Montagem de Basquete Blues (Hoop Dreams), de 1994 – e o fato deste não ter sido indicado à categoria Melhor Documentário gerou controvérsia, já que foi considerado não só um dos melhores filmes daquele ano, como também um dos melhores documentários já produzidos.

Visages, Villages (Faces, Places)

Faces Places. Foto: Divulgação.

Faces Places. Foto: Divulgação.

Agnès Varda é uma lenda do cinema, com uma longa carreira majoritariamente voltada para o experimentalismo. Agora, aos 89 anos, ela se juntou ao fotógrafo e muralista JR, e os dois foram explorar a França rural, com um caminhão que captura imagens. O curioso é que Varda recebeu, em novembro do ano passado, um Oscar honorário por suas contribuições ao cinema – tornando-se a primeira diretora mulher a ganhar este prêmio. Agora, pleiteando um Oscar competitivo, Varda é a indicada mais velha desta edição – sendo apenas 8 dias mais velha que James Ivory, o roteirista de Me Chame pelo Seu Nome.

Ícaro

Ícaro. Foto: Divulgação.

Ícaro. Foto: Divulgação.

O ciclista amador Bryan Fogel envereda em um experimento para descobrir a verdade por trás do doping nos esportes, mas isso toma uma proporção bem maior quando o médico russo que o orienta no processo se vê envolvido em um enorme escândalo, que envolve as Olimpíadas e a agência russa de segurança – praticamente tornando o documentário em um thriller gepolítico. O filme, do qual Fogel é o próprio diretor, teve sua estreia no Festival de Sundance, e, posteriormente, entrou na Netflix.

Últimos Homens em Aleppo

Últimos Homens em Aleppo. Foto: Divulgação.

Últimos Homens em Aleppo. Foto: Divulgação.

Este documentário traz um olhar sobre os chamados “capacetes brancos”, que são soldados voluntários neutros trabalhando em zonas de guerra; aqui, em sua atuação na Síria, eles resgatam e salvam vidas de sobreviventes, mas lidando constantemente com o risco de morte. O filme, do diretor Feras Fayyad, ganhou o Grande Prêmio do Júri de Melhor Documentário no Festival de Sundance.

Strong Island

Strong Island. Foto: Divulgação.

Strong Island. Foto: Divulgação.

Abrindo sua vida pessoal, o diretor Yance Ford relembra e analisa a morte violenta do irmão de 24 anos e o fato do sistema judicial ter deixado o assassino livre. Do mesmo modo que os dois filmes anteriores, Strong Island também teve sua estreia em Sundance – e, com base nisso, dá pra notar que o festival funciona como uma grande plataforma para documentários. E, assim como Ícaro, este título também figura no catálogo da Netflix.

É válido citar também o documentário Jane, de Brett Morgen, que estava extremamente cotado para ser indicado à categoria – muitos já especulavam, inclusive, a possibilidade de uma vitória – mas que foi esnobado pela Academia. O filme retrata a vida e o trabalho da cientista Jane Goodall, notória por seu estudo dos chimpanzés, especialmente.

Oscar 2018: Melhor Documentário
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