The Kraken. Foto: Reprodução/Instagram
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PopEntrevista: The Kraken

Foto: Reprodução/Instagram

Sucesso internacional e colunista da importante revista DJ MAG, The Kraken vêm atraindo os holofotes de todos os amantes da música eletrônica. Com carreira consolidada em diversos países da Europa e da Ásia, a niteroiense agora quer se consolidar no mercado brasileiro.

The Kraken: Sucesso na Europa e na Ásia, a niteroiense chega ao Brasil com sua música eletrônica

Em entrevista ao PopNow, The Kraken contou porquê retornar ao Brasil e como é a sua relação com sua cidade natal, Niterói, no Rio de Janeiro.

Confira a entrevista: 

PopNow: Você é uma artista bastante singular e visual, e já alçou patamares inalcançados por artistas brasileiros. Como é isso para você?

The Kraken: Eu vejo tudo como parte de um processo na verdade. Eu passei 10 anos me preparando tanto na parte musical quanto em quais eram os meus objetivos com a minha arte, o que eu queria passar para pessoas. Para a onde eu desejo chegar, essa preparação é necessária, mas mesmo assim eu fico um pouco ansiosa, porque eu quis ser um cantora a onde as pessoas normalmente veem só DJs, embora meu foco fosse o internacional, não foi algo que eu escolhi, eu não tinha espaço aqui cantando em inglês. Mas hoje posso ver como as coisas fazem sentido, como eu cresci trabalhando com diferente produtores ao redor do mundo e isso me fez entender como cenário musical funciona internacionalmente, me deixando mais preparada para alcançar os meus objetivos. Cada lugar tem suas regras e sua cultura, é importante você saber a dose certa, por isso é tão importante a preparação, não é fazer uma música e jogar no mundo, música é comunicação.

PopNow: Você é famosa na Europa e na Ásia. Você já morava fora do país?

The Kraken: Eu nunca tinha ido à Europa antes da “Pirates” (Risos), quando recebi a ligação dizendo que ela tinha entrado no Álbum de Hits, eu estava em um estúdio em Niterói. Eu já trabalhava com uma gravadora independente Italiana, mas era a segunda música que lançávamos. Eu fiquei muito tempo trabalhando dentro dos estúdios com a Itália, Suécia, Reino Unido… Mas sou meio perfeccionista (Risos), só após a “Pirates” é que eu realmente comecei a sair mesmo como artista, eu não estava acostumada a nada, quando tive que dar meu primeiro autografo, eu não entendi, achei que as pessoas pediam mais fotos… Já na Asia, eu não podia imaginar, tanto a minha primeira entrevista quanto a coluna que tenho agora na DJ MAG Asian, foram coisas que eu não esperava. Estou muito feliz mas sou muito pé no chão, quero fazer o meu melhor e por isso eu me preocupo tanto com tudo.

PopNow: Você nasceu no Rio de Janeiro, em Niterói. Como é a sua relação com a cidade?

The Kraken: Minha casa totalmente, eu amo a minha cidade, sei que parece super cafona mas é verdade. Em Niterói quase todo mundo se conhece, mas muita gente me conhece como “Carol”, agora trazendo a minha carreira para o Brasil também isso vem mudando, é muito legal poder trazer isso para minha cidade, a música eletrônica é muito forte aqui.

PopNow: Por que voltar ao Brasil?

The Kraken: Muita gente me pergunta isso, e eu entendo a dúvida, mas por mais que eu trabalhe internacionalmente eu sou brasileira. Tenho descendência Italiana, mas em primeiro lugar sou brasileira, e mostrar da onde você vem é algo muito importante no nosso meio, eu nunca saí do Brasil e tenho um carreira internacional.O mundo quer saber o que você traz para ele e eu acredito que o brasileiro tem muito o que levar, se prezarmos pela excelência e técnica, quantos talentos não vão ser reconhecidos?

PopNow: Você acompanha a cena eletrônica brasileira? Tem algum artista com o qual gostaria de colaborar?

The Kraken: Eu acompanho muito a cena eletrônica do Brasil, mesmo começando lá fora e desde 2013 eu participava das conferências de música eletrônica, estudava bastante o cenário. Em 2017 comecei a minha própria contribuição passando tudo que eu aprendi com a cena internacional em uma palestra na conferência BRMC e depois com artigos e lives no Music Talks. Eu gosto muito dos artistas nacionais mas quando penso em colaborações tenho que pensar em como poderíamos trazer algo diferente. Uma música que me chamou atenção nesse sentido foi a “Love Is A Temple” do Alok, então acho que um projeto assim seria bem interessante.

PopNow: E internacionalmente?

The Kraken: Também gosto e admiro muitos artistas, mas novamente, quando penso em colaborações tem que ter um projeto, idéias parecidas para criar algo diferente. Pelo o que eu acompanho ou conheço, eu gostaria de colaborar com Avicii, Alan Walker e Don Diablo.

PopNow: Quais são os seus próximos passos?

The Kraken: Depois da minha entrevista para iHeart Radio Hollywood – CA – estamos começando um planejamento para a primeira tour. Eu não tinha pensando em shows agora mas já me colocaram em contato com empresários de shows lá. Então nos próximos meses eu estarei testando novos DJs para me acompanhar e montando o show. Fico muito feliz com tudo isso, pois é a iHeart Radio CA!

Tem remix da “You and I” chegando por um artista internacional europeu com a proposta de rodas por todos os festivais agora no verão Europeu. Música nova já gravada só aguardando a data de lançamento!

PopNow: Você conta com mais de 100 mil seguidores no Instagram, como é sua relação com seus fãs?

The Kraken: Ah meus Pirates! Eu amo eles, comecei desde o ano passado a chama-los de Pirates porque os piratas sempre acham o ouro, e desde o início eles foram achando as minhas músicas. Eu não fazia e ainda não faço muita promoção, estamos ampliando essa parte agora e mesmo assim eles já estavam lá. Eu tento ao máximo responder todas as mensagens, tanto no Facebook quanto no Instagram, eles me perguntam sobre as músicas, sobre as letras, sobre o que estou fazendo, e eu tento ao máximo participar também, quero que eles sintam que estarei lá por eles através das músicas. Ahh a criatividade deles em alguns comentários são sensacionais.

PopNow: Quem é a The Kraken?

The Kraken: Eu sou uma artista bem diferente, minha personalidade varia entre ser muito nerd e ser a garota que ama uma festa. Como artista gosto de ir além dos esterótipos porque eu sempre fui, sou muito chata quanto a estrutura e qualidade da minha arte, quero tudo nos minímos detalhes, nem sempre sou tão madura ou forte quanto gosto de parecer mas sei que tem muita coisa que tenho que aprender, sou bem insatisfeita.

Acho que o conhecimente é o melhor caminho para tudo que você queira consquistar na vida e não há nada melhor do que entregar o seu melhor para o mundo.

Essas diferentes faces formam o Kraken, que é o nome de um monstro, posso estar escondida embaixo d’água ou mostrando minha força fora dela, mas a minha intenção é quebrar todos esses rótulos que nos limitam. Posso estar super doce e derrepente virar um monstro, tudo depende do contexto.

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