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PopEntrevista: Banda Fuze

Foto: Divulgação

Crescer sob a mira de holofotes e sob a luz da fama nem sempre é fácil. A exposição, seja ela de qual intensidade for, provoca uma série de questões positivas e negativas em relação ao todo. Mas para a Fuze, banda formada pelos músicos Pedro Novaes (filho dos atores Marcello Novaes e Leticia Spiller, que toca bateria e percussão), Felipe Novaes (primo de Pedro, que é o baixista e faz a segunda voz), Diogo Novaes (filho mais velho do ator Marcello Novaes, cantor e violonista), além do guitarrista Gui Fonseca, este não é um problema. Após o lançamento do primeiro single, “Corrente“, os músicos agora querem mais.

E 2018 será o ano determinante para a mudança, e já chegou com o visual. Na última quinta-feira, 11, os músicos passaram por uma repaginada completa nos cabelos assinada pelo hair stylist Neandro Ferreira, e preparam o lançamento de seu próximo single, “Mar de Flores”, que acontece já na próxima sexta-feira, 19.

Banda Fuze e Neandro Ferreira. Foto: Divulgação

O PopNow bateu um papo bem descontraído com a banda em uma entrevista que revela um pouco das aspirações, inspirações e objetivos da Fuze.

Confira a entrevista: 

PopNow: Vocês já têm quatro anos de estrada, como surgiu a ideia de montar a banda?

Pedro: A gente sempre teve a influência dos nossos pais, porque meu pai têm um estúdio na garagem, e aí sempre “rolava” umas jam sessions dele com amigos, e agente ia pequeno, com 7 anos, e ficava só ouvindo aquele som, aquela música. Isso nós três, né? Eu (Pedro), Diogo e Felipe, e deu uma vontade na gente de começar a estudar o instrumento. Eu, no meu caso, fui para a bateria, Diogo foi para o canto, Felipe foi para o baixo, e as coisas foram acontecendo. A gente começou brincando, acabou aparecendo trabalho, e a gente começou a se profissionalizar, foi quando o Gui chegou.

Felipe: O Gui era meu amigo de um tempo já, e sempre tocou guitarra e violão, a gente já se conhecia, aí um dia eu o chamei pra levar um som com a gente, e deu super certo. A gente realmente estava precisando de mais uma guitarra. A gente falou “Gui, quer entrar?”, e desde aquele dia ele está com a gente, e já vai fazer três anos.

PopNow: Vocês têm influência de artistas na família, vocês receberam apoio para ingressar no mundo da música?

Diogo: Eu acho que nossos pais sempre nos apoiaram. Nós viemos de uma família muito artística: nosso tio pinta e faz design, meu pai atua, minha tia também… Então a gente respirou arte e eu acho que a gente, independente do que a gente ia fazer, eles sempre apoiaram a gente, e sempre vão apoiar. Meu pai mesmo já falou “Pô, se eu não fosse ator, eu seria músico!”, eles viram sempre com bons olhos, sempre ajudaram muito. Mas a gente sempre tenta também desvincular uma coisa da outra porque somos pessoas independentes e criar a nossa imagem, criar a nossa arte, passar nossa mensagem independente de ser filho. Cada um mostra o que têm, e eu acho que isso foi essencial para a gente. A gente está aí porque nossos pais deram força e apoiaram e a gente tem sido muito feliz fazendo o que gosta. Essa coisa da “fama”, a gente sempre lidou muito perto dessa área, então a gente acabou vendo muita coisa. Eles passaram para a gente. Têm um lado bom, têm um lado ruim, e na vida é tudo assim.

PopNow: Vocês são irmãos, primos e amigos, todos da mesma faixa etária. Como vocês separam a banda da vida pessoal?

Pedro: Essa relação de família, às vezes as pessoas pensam “ah, mas deve rolar muita briga, porque é muita intimidade…”, mas eu acho que é muito pelo contrário. Eu acho que como a gente se conhece há muito tempo, como a gente lida um com o outro há muito tempo, a gente sabe o limite do outro, sabe se respeitar, e até onde você pode chegar. A gente sempre lidou muito bem um com o outro, a gente não é de brigar e nunca foi. Irmão, primo… Nunca foi isso. A gente sempre se encontrava e brincava para caramba, e a gente se divertia com música, surfando, skate… A hora que a gente se encontrava era tão boa, isso foi só dando mais liga entre a gente, e a gente sabe muito se respeitar. O Gui entrou agora e já se tornou muito da família. Querendo ou não, banda se encontra todo dia, têm que estar ensaiando, então isso é muito bom. Talvez se fosse diferente, cada um com uma história de vida, cria mais essas desavenças.

Felipe: Em relação à banda, o trabalho não é algo que a gente separa. Não sei se é ruim, talvez não seja, mas a gente não separa tanto a coisa. A gente faz tudo como parte da nossa vida de uma forma igual: a banda, a família, o trabalho, a amizade, então a gente tenta viver de uma forma conjunta, ao mesmo tempo. A gente não encara como um trabalho que a gente precisa sair, e depois vai para casa. Não! A gente está sempre com os amigos, sempre vivendo, nossa família divide a banda com a gente, é natural. Isso facilita.

PopNow: Vocês estão sempre juntos, como vocês conseguem aproveitar a vida de jovens adultos?

Pedro: A nossa rotina é bem simples, a gente não faz coisas assim tão extremas: vai na praia todo mundo junto, leva a prancha, surfa, ou então “faz um som” à noite, chama os amigos, faz uma reunião, então a nossa vida, tanto à noite, quanto no dia, a gente faz tudo juntos, introduz os amigos no nosso dia a dia, bem descontraído.

Diogo: E sempre têm tempo para a gente fazer tudo: a gente vai para a escola de música, volta, ensaia. quando não têm escola de música, ou vamos à praia surfar, ou à cachoeira, de noite vai ao cinema, mas sempre tendo o tempo de ser profissional, mas também dando espaço para curtir a juventude. Mas em tudo o que a gente faz, a música está ali: a gente vai para a cachoeira, leva o violão. Vai para a casa de alguém, o violão “tá” ali. Se estiver no carro, a gente “tá” ouvindo uma música, e todo mundo fica ali, atento. A gente não conversa.

PopNow: A música de vocês (Corrente) vêm tendo um bom desempenho nas plataformas de streaming, vocês esperavam?

Gui: Era a intenção, mas nós não imaginávamos. Já têm dois anos que nós gravamos essa música, e agora estamos fazendo vários shows. Sempre foi uma música que a gente curtiu.

PopNow: O que inspira vocês?

Pedro: Eu posso falar que a gente não se prende a nada. Estamos sempre mudando, em épocas.

Felipe: De dois em dois meses, três em três meses, a gente “está dentro” de um estilo de música e de repente troca, daqui a pouco volta para algo que a gente ouviu antes, é bem legal.

Pedro: Cada um têm a sua personalidade e isso vai influenciando um ao outro, o Gui gosta mais Rock pesado, eu já gosto mais de um surf musicreggae, o Pedro gosta mais de um groove… É a soma, e é tanta variedade.

Diogo: O legal é a gente ouvir cada vez mais músicas, para que a gente fique aberto a tudo. Sempre têm coisas diferentes, interessantes, e sempre têm pessoas criando mais.   

PopNow: Quais são os projetos para vocês em 2018?

Diogo: O ano começou desde o 1° dia, a gente vai fazer um show dia 17 de janeiro na Glória.

um evento de um canal no YouTube, com um projeto legal e vai uma galera bem legal. Fechamos um show em Búzios também.

Pedro: Dia 20 a gente toca na Silk, que é um lounge em frente à praia em Búzios, dia 27 no Fish Bone. Vamos tocar ainda no Carnaval, no camarote da “Quem”, no dia 10 (de fevereiro), e dia 12 no camarote da Itaipava.

FelipeAinda devemos lançar nosso álbum, que gravamos no ano passado. Então o projeto é gravar mais coisas.

Pedro: E têm o lançamento da nossa nova música, que se chama “Mar de Flores”, agora na sexta-feira, 19. E a gente está adorando isso. É o nosso trabalho, a gente ama. Estamos conectados em tudo o que acontece.

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