Editorial

Opinião: A vibe dela é boa

Tove Lo se apresentou pela primeira vez para o público brasileiro na noite desta sexta-feira, 24. Ela, que é atração desta edição do Lollapalooza, agraciou seus fãs em sua segunda passagem pelo país. Porém, em 2015, quando pisou pela primeira vez em terras tupiniquins, a sueca cumpriu apenas uma agenda de pockets shows para convidados.

Sobre a apresentação, recebi um áudio via WhatsApp falando sobre o show. Abaixo, na íntegra, a percepção de quem esperou muito para estar frente a frente com a loira.

Tove Lo em apresentação no Audio Club, em São Paulo. Foto: Alexandre Mattos

Confira: 

A vibe dela é boa. Canta OK, competentezinha. É legal que exista. Mas não gostei muito do setlist. Focou muito no Lady Wood (nome do seu último álbum), o que faz sentido, uma vez que esse é o álbum que está sendo divulgado na turnê mas, para isso, deixou de lado meio que uns sucessos.
Tipo aquela We Could Be (Heroes), se você tem uma música que tocou no Batman, você​ canta essa música. Ou aquela Say It, do Flume, em que ela é um feat, mas a música é bem mais interessante do que WTF Love Is (quantas pessoas estão, de fato, ali pra ouvir essa?).
Pro meu azar, ainda cortaram do setlist basicamente a única b-side do Lady Wood que eu queria ouvir. E sempre tem do seu lado aquela gata que entrou no setlist.fm antes do show pra gritar PULARAM IMAGINARY FRIEND (e te deixar o resto da noite frustrado por isso)!
Mas, tudo bem, eu nem reclamo muito de cortar b-side, porque, né?! Ela tá ali no palco também pra reafirmar pras pessoas porque ela é famosa. Mas, pra isso, teria sido muito mais útil ir lá na We Could Be Heroes, na Say It… Eu até queria um pouco (mas aí sou eu indo muito longe) que ela cantasse Desire, do Years & Years.

Tove Lo. Foto: Alexandre Mattos

Eu acho que seria muito mais hip cantar, em fim de semana de festival, uns Today’s Top Hits que, mesmo feats, fazem parte da carreira dela, do que ficar milkando Lady Wood.

Acho que eu falei três minutos e só reclamei do setlist, né?! A banda era meio minimalista pra músicas tão eletrônicas, o que acabava te fazendo ver defeitos em músicas que você chegou ali gostando: aquela Talking Body é tão chata ao vivo que a gata teve até que pagar peitinho pra segurar atenção do público.
Mas, assim, falando parece que eu só vi defeitos (e olha que nem cheguei a falar da duração) o que não é verdade. Foi um show bom (num lugar ótimo) que poderia ter sido, com alguns ajustes, um show maravilhoso.

*colaboração de Alexandre Mattos. 

**o texto apresentado é a reprodução da perspectiva de um fã sobre o show e não representa a opinião deste site.

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