Música

Loreena McKennitt traz leveza e encanto para show magistral em retorno ao Rio

Foto: Wikimedia/Divulgação

*Por: Guilherme Lima
Edição: Danielle Barbosa

Na última sexta, 2, a canadense Loreena McKennitt, ganhadora do disco de platina duplo no Canadá e disco de ouro na Austrália, Nova Zelândia, Itália e Espanha, retornou ao Rio de Janeiro, com apresentação majestosa no Km de Vantagens Hall, na Barra da Tijuca. Esta foi a segunda turnê de Loreena pela América Latina, exibindo o seu último álbum lançado, intitulado Lost Souls”.

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O show

No retorno de Loreena ao Brasil após cinco anos longe do calor dos brasileiros, ficou evidente a ansiedade que ela e público compartilhavam e dedicação com que foi conduzida a apresentação da sexta-feira, 2. A ruiva, de ascendência irlandesa e sueca, tomou o palco de forma sutil e elegante, valendo-se apenas da sua voz e de uma harpa no primeiro momento, que foi mais do que suficiente para causar reações acaloradas na plateia. A artista de 61 anos aderiu a simplicidade cenográfica, dando foco para seu talento individual e de seus multi-instrumentistas.

No público, uma diversidade tribos. Havia hippies, executivos, casuais, jovens, senhores, universitários, ciganos, bruxas e elfos, todos sucumbindo em suma hipnose aos encantos da ruiva, que agradeceu e  cumprimentou os fãs em português.

Mesmo o espetáculo configurado com a plateia sentada em cadeiras, a euforia tomou a cabeça de uma parte dos fãs, que tentavam “burlar a lei”, chegando mais próximo da artista e indo tirar fotos o mais perto possível do palco – até o momento em que algum segurança aparecesse, o que era uma questão de segundos.

No palco, a cantora estava acompanhada de um grupo de multi-instrumentistas, incluindo um baterista, baixista, guitarrista, violinista e violoncelista. No local, também não havia ostentação na cenografia. A decoração limitou-se a um jogo de luzes coloridas e um grande pano de cor pouco mais fechada que o verde-bandeira, com alguns detalhes de brilho, sem qualquer tipo de exagero. Elegância sim, tivemos na vestimenta da cantora: uma bota pra lá de charmosa, que casava muitíssimo bem com o resto da indumentária preta, repleta de babados

Os espíritos celtas tomaram a atmosfera local, costurando melodias com pitadas de Oriente Médio e outro tanto de quaisquer coisas atemporais, o que deu nuances interessantíssimas ao show, que foi capaz de trazer leveza à plateia em tempos tão difíceis. No repertório, Loreena fez um passeio e contemplação à sua trajetória tão bem-sucedida, com canções de sete álbuns diferentes, com foco para o “Lost Souls” (‘A Hundred Wishes’, ‘Ages Past, Ages Hence’, ‘Lost Souls’ e ‘Spanish Guitars and Night Plazas’)  e o “The Visit” (‘Tango to Evora’, ‘The Lady of Shalott’, ‘The Old Ways’).

Após três apresentação primorosas em São Paulo e Rio, a ruiva leva a mágica da turnê “Lost Souls” para Belo Horizonte, no Km de Vantagens Hall, neste domingo, 4.

Entrevista para o PopNow

Antes de sua apresentação em São Paulo (30 e 31/10) e no Rio, a cantora, compositora, produtora e multi-instrumentista concedeu uma entrevista, com exclusividade, ao PopNow. Ela falou sobre o seu estilo de música, carreira, importância da música na sociedade e a ansiedade em rever os fãs brasileiros.

Carreira

Com mais de 30 anos de carreira e 10 álbuns de estúdio lançados, Loreena McKennitt é uma referência quando falamos de folk/celtic music. A ruiva, de 61 anos, carimbou seu nome na indústria da música como uma das mais elegantes e talentosas vocalistas do gênero, com diversos prêmios na prateleira, nomeações ao Grammy e tendo, inclusive, sido a performer principal na celebração inglesa The Golden Jubilee Celebrations, comemoração dos 50 anos de ascensão ao trono da rainha Elizabeth II, em 2002.

Em sua carreira, ela coleciona recordes e grandes feitos. Por exemplo, muitas de suas obras já foram trilha sonora de filmes, como Soldier”, “Jadiee “The Mistsof Avalon”. No Brasil, sua arte ganhou notoriedade ao chegar às telenovelas globais, como “Viver a Vida”, com “Dante’s Prayer”, e “Corpo Dourado”.

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