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NERVO. Foto: Mari Barcelos
Eletrônica

Em estreia no Rock in Rio, NERVO conversa sobre eventos e rompimento de preconceitos no cenário eletrônica

Foto: Mari Barcelos

*Com colaboração de Juliana Del Rosso.

A cena eletrônica vem ganhando amplitude em todo o mundo. No Brasil, o mosquitinho do “tunt tunt” se espalhou por toda a nação e hoje o país exporta grandes nomes do segmento. Mas apesar de difundido, o nicho ainda é bastante fechado no gênero masculino. Dentro do estilo, são poucos os nomes feminino obtendo destaque e ganhando amplitude. A busca pela mudança é um dos focos do NERVO, duo de DJs australianas que integra o Top 100 dos mais importantes artistas do mundo.

Estreando no Rock in Rio, as irmãs Mim e Liv falaram deram uma entrevista exclusiva ao Portal PopNow onde comentaram a emoção de estrear no evento, em retorno ao Brasil. A dupla, que já se apresentou em diversas capitais como no Carnaval de Salvador, sentem no país um reduto onde a música eletrônica cada vez mais se estabelece.

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Além do trabalho como DJs, as irmãs também falam sobre as composições que assinam para diversos artistas, como Kesha e David Guetta. Elas, inclusive, são responsáveis pelo sucesso “When Loves Takes Over“, eternizado como parceria entre o DJ francês e a cantora Kelly Rowland.

Leia a entrevista:

Portal PopNow: Minha primeira pergunta é sobre o seu show de hoje. É a sua primeira vez no Brasil?

NERVO: Primeira vez no Rio! E primeira vez no Rock in Rio. (Risos) O Rio é insano! Toda noite aqui é incrível. Às vezes eu ando pela rua e as pessoas me olham e eu fico “o que você está olhando?”. (Risos)

Portal PopNow: (Risos) Qual é o sentimento de estar no Rock in Rio?

NERVO: Estamos nervosas, mas empolgadas! O desejo é de subir lá e fazer uma festa daquelas. É a última parada da turnê brasileira – e a gente ama estar no Brasil e ama as pessoas do Brasil. Então é, estamos muito ansiosas.

NERVO. Foto: Divulgação/Ariel Martini
NERVO. Foto: Divulgação/Ariel Martini

Portal PopNow: Qual é a diferença entre os fãs brasileiros e os fãs do resto do mundo?

NERVO: Vocês festejam muito. E por muito tempo. (Risos) A energia é outra. E os sorrisos! As pessoas sorriem o tempo todo! Isso é impressionante. As pessoas são incríveis. Quando falamos isso, entenda como um grande elogio ao país, à cultura de vocês. Vocês são diferentes do resto do mundo.

Portal PopNow: Como vocês enxergam a evolução da música eletrônica no Brasil? Quer dizer, vocês conhecem algum artista brasileiro do gênero?

NERVO: Sim, a gente conhece o Alok, por exemplo! Tem alguns outros… Ah! A gente conhece a Pabllo Vittar! Nós tocamos em Salvador no ano passado e ela estava lá. Tem o Make You Sweat, também, que fez alguns remixes muito legais.

NERVO. Foto: Divulgação/Ariel Martini
NERVO. Foto: Divulgação/Ariel Martini

Portal PopNow: A cena eletrônica é dominada por artistas masculinos. Como vocês veem essa situação e o que vocês acham que pode ser feito para mudar esse cenário?

NERVO: A indústria sempre foi dominada por homens. Não acho que tenha que ser algo 50/50, sabe? Mas a indústria da música eletrônica tem mulheres absurdamente maravilhosas. A proporção está mudando. Antigamente, o único papel da mulher na música eletrônica era em um biquíni. Isso está mudando; hoje você tem mulheres na produção, mulheres fazendo música.

NERVO. Foto: Divulgação/Ariel Martini
NERVO. Foto: Divulgação/Ariel Martini

Portal PopNow: Vocês compõem, inclusive.

NERVO: Sempre que podemos. Nosso primeiro trabalho foi fazer música para outras pessoas, na verdade. (Risos) Faz parte da nossa história, foi nosso ponto de partida.

Portal PopNow: E vocês têm um Grammy.

NERVO: É verdade! Não é nosso, mas… A gente escreveu, então é. (Risos) Escrevemos para artistas incríveis, como a Kesha, então temos parte nisso.

Portal PopNow: Como é viajar e trabalhar juntas?

NERVO: É ótimo! Nós trabalhamos bem, temos referências próximas. É bom. Ter um elemento da família próximo, quando estamos entre e-mails, pouco sono, correria… Isso faz com que o trabalho seja mais leve. Ter alguém por perto, depois de meses fora de casa, é um alívio.

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