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Confira: MC Jefinho dá entrevista exclusiva

Foto: Divulgação

“Afronta, é guerra…”

A vida do Mc Jefinho não é a mesma desde 2017, ano em que viu a sua música estourar e tocar não só por todo o país, mas também em lugares do exterior. Cria do morro do Tuiuti, em São Cristóvão (RJ), Jefferson Gomes de Carvalhaes entrou no mundo do funk aos 13 anos como DJ. Na época, tocava e fazia montagens ao vivo na lan house em que trabalhava. Aos 15, a carreira começou a ficar mais profissional: passou a trabalhar com Mcs, como Copinho e Priscila. O caminho não tinha mais volta e Jefinho viu que o seu futuro era no mundo da música.

Entretanto, a vida de Mc começou a ganhar mais foco no final de 2016, quando viu sua música ‘Afronta, é guerra‘ começar a fazer grande sucesso, até se tornar a música do verão no ano seguinte. Durante o Carnaval daquele ano, no Bloco da Favorita, a ficha caiu quando Ludmilla puxou sua música: “ali eu vi que a coisa estava séria. A galera cantando me arrepiou. Do nada, vários artistas postando, tocando em vários lugares do Brasil e até mesmo fora. Isso foi me fortalecendo e vi que o sonho podia ser realizado. Foi uma sensação maravilhosa“, diz o cantor.

Muito se engana quem pensa que Jefinho largou a produção depois de começar a cantar. O Mc assume que o funk está cada dia mais puxado para o lado dos DJs em todo o país. Além disso, revelou que o sonho sempre foi virar DJ e que isso nunca se perdeu na sua carreira. Nos bastidores, continuou produzindo em casa, editando os próprios beats e montando o próprio show. O plano para o futuro é tocar e cantar nos shows, fazer algo diferente.

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Em meio a tantos shows especiais, o mais marcante para Jefinho foi na festa das crianças de final do ano que aconteceu no campo do Jacaré. Sua motivação, segundo ele, é o próprio público: “sempre procuro dar o meu melhor. Por mais que a gente esteja passando uma dificuldade ou estresse particular, no palco eu esqueço tudo isso. É com muito amor. Vejo a galera me tratar bem, isso me deixa muito satisfeito. Não há dinheiro que pague esse carinho. É isso que me motiva a cantar“, explica.

Referências da favela

O próximo passo do cantor é lançar dois novos clipes de músicas inéditas. Outro ponto que o Mc tem observado bastante é o mundo das colaborações entre ritmos. Ele diz ter planos de fazer feat com algum rapper. Porém, é do funk que vêm as suas maiores referências, os DJs de favela: “eles sempre fazem história. O DJ de favela consegue estourar muita música, consegue dar outra cara para o funk. Como deram. O funk do Rio estava muito abandonado e os moleques da favela mudaram isso. O Rennan da Penha, os DJs da Colômbia, entre outros. Por isso as minhas maiores referências na música são os DJs de favela“, afirma o Mc.

“Festa que não toca funk, não é festa”

– Mc jefinho

Apesar do funk carioca sofrer grande repressão histórica, Jefinho acha que as coisas estão melhorando para os profissionais do ritmo: “o preconceito com o funk sempre teve, mas graças a Deus a gente vem vencendo todos eles. Temos muito para vencer ainda. Porém, antigamente, para tocar uma música de ritmo de favela em uma boate era complicado demais. Hoje em dia, qualquer boate ou festa toca funk. Isso é bom, está gerando trabalho para um monte de pessoas que moram em comunidades. O funk sustenta muitas famílias carentes. Não tem jeito, festa que não toca funk, não é festa”, finaliza Mc Jefinho.

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